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SE A PETROBRÁS PERDE, PERDEMOS TODOS NÓS

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“No Brasil, em anos eleitorais, um dos temas mais discutidos pelos políticos é o dos preços da gasolina, do diesel e do gás de cozinha. Este ano não poderia ser diferente. Esses discursos, quase sempre populistas, foram antecipados pela greve dos caminhoneiros e, agora, pela demissão de Pedro Parente. A primeira constatação é que passam os anos, as diversas eleições, e os argumentos utilizados para criticar a política de preços dos combustíveis são sempre os mesmos e as soluções propostas pelo governo também são sempre as mesmas.” (Adriano Pires – jornal Estadão, 02/06/2018, B2)

“É impressionante o estrago causado pela greve dos caminhoneiros, que deixou todo o País refém, colocou em xeque o próprio governo, reverbera para outras áreas e está longe de uma solução a curto prazo. A queda de Pedro Parente – uma reivindicação explícita da meteórica ‘greve’ dos petroleiros – foi apenas a face mais exposta da fragilidade do governo Temer. Um governo que, aliás, parece estar brincando com fogo em sua política para a Petrobrás. A explosão que pode vir daí é fácil de prever.(…) O substituto de Parente nem tinha sido anunciado oficialmente e o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, divulgava nota oficial justamente para informar que o grupo de trabalho tinha sido criado e se reunido nesta mesma sexta-feira de alta temperatura para discutir um colchão amortecedor de preços para todos os consumidores. Não só os caminhoneiros.” (Adriana Fernandes – jornal Estadão, 02/06/2018, B9)

As opiniões dos colunistas do jornal Estadão acima demonstram que o governo Temer perdeu o comando e os temas eleitorais podem, agora, derrubar membro da administração que cumpra com seu dever republicano de não ‘roubar’ o País. Pedro Parente não conduziu a Petrobrás como fizeram as administrações anteriores e mesmo assim teve que pedir demissão. As pessoas esquecem que a estatal petroleira exerce função de mercado e possui a União como maior acionista. Como empresa e “player” do mercado de petróleo, sua função é gerar lucro. Uma parte da lucratividade obtida vai para o reinvestimento das atividades de prospecção e tecnologia, gerando, no futuro, mais produção. Outra parte paga o custo da produção e da administração, ou seja, as despesas. Por fim, a última parte servirá para remunerar os acionistas, inclusive a União, que poderá aplicar o recurso extra na saúde, educação, infraestrutura, bolsa família e demais.

O problema da equação não é o lucro da estatal, mas o que é feito de fato com os dividendos. A Lava-Jato mostrou que os lucros nos governos anteriores paravam no bolso da elite governamental e dos partidos. O resultado foi a quase falência da Petrobrás.

Depois de dois anos de uma gestão coerente e construtiva para a estatal, voltamos ao tempo da imposição da vontade do controlador em detrimento do acionista minoritário. Já tomamos conhecimento desde 2014 do estrago que faz uma ingerência intervencionista numa empresa de capital aberto. O desconhecimento, portanto, não pode ser alegado. A nova política de subsídio preservou neste primeiro momento o caixa da petroleira, mas penalizou a população. A Medida Provisória n. 839, publicada no Diário Oficial da União de 30 de maio passado, mostrou de onde vão sair os R$9,5 bilhões de reais para subsidiar os R$0,46 (MP 838 = R$0,37 + redução do PIS/Cofins e CIDE) por litro de diesel até 31 de dezembro próximo.

Diversas áreas afetadas como a Justiça, Relações Exteriores, Infraestrutura, Saúde, Vigilância Sanitária, Agência Nacional de Saúde Suplementar, FNS, Aviação Civil (Ministério), ANTT, DNIT (aqui o Acre foi atingido – “Construção de Ponte sobre o Rio Juruá com Acesso a Rodrigues Alves – na BR-364/AC”), ANAC, Trabalho, Ambiente, Integração Nacional e etc…, foram usadas para cumprir com o compromisso acordado com os caminhoneiros (Medida Provisória n. 838, publicada no Diário Oficial da União de 30 de maio passado).

E como disse a colunista Adriana Fernandes no segundo parágrafo acima, o Ministério de Minas e Energia estuda fazer a extensão do subsídio concedido ao diesel a gasolina, ou seja, outra despesa que iremos pagar. A conta é simples: Se o governo começa a subsidiar o combustível, o dinheiro para tanto deverá sair de algum lugar, já que a estatal não poderá ter seu caixa afetado. No caso da greve, os recursos que totalizaram R$9,5 milhões de reais, saíram dos cancelamentos das dotações orçamentárias de vários órgãos federais. Implantar novo subsídio a fim de baratear a gasolina não poderá vir dos cancelamentos, mas do aumento de impostos ou de sua criação, uma vez que o orçamento aprovado não vai comportar nova redução sem prejudicar a atividade pública.

Podemos dizer que Parente foi com muita vontade em resolver o problema de caixa da Petrobrás. Poderia ter feito o ajuste no início num prazo mais elástico e ir paulatinamente encurtando a paridade entre o preço interno e o externo do petróleo. Todavia, tomada à decisão e obsorvendo a reação popular, cabe agora ao governo contornar o estrago com sua demissão, passando ao mercado a imagem de que não vai intervir novamente na estatal.

A confusão e o desencontro governamental reduziram o valor de mercado da Petrobrás em mais de R$130 bilhões de reais. Em 18 de maio passado, o valor de mercado era de R$368,082 bilhões de reais. No dia do inicio da greve, R$357,204 bilhões. No dia do pedido de demissão de Parente, R$231,042 bilhões. Agora, se o Moreira Franco conseguir ampliar o subsídio à gasolina, teremos uma estatal com valor de mercado abaixo dos R$200 bilhões. Celeuma posta, quem perde é a população brasileira, acionista da Petrobrás.

 

PNAD Contínua: taxa de desocupação vai a 13,7% no trimestre encerrado em março de 2017*

Indicador / Período Jan – Fev – Mar
2017
Out – Nov – Dez
2016
Jan – Fev – Mar
2016
Taxa de desocupação
13,7%
12,0%
10,9%
Rendimento real habitual
R$ 2.110
R$$ 2.064
R$ 2.059
Valor do rendimento real habitual em relação a:
estável
estável

A taxa de desocupação foi estimada em 13,7% no trimestre janeiro / março de 2017, com altas de 1,7 ponto percentual frente ao trimestre outubro / dezembro de 2016 (12,0%) e de 2,8 pontos percentuais em relação ao mesmo trimestre móvel de 2016 (10,9%). Essa foi a maior taxa de desocupação da série histórica, iniciada no primeiro trimestre de em 2012.

A população desocupada chegou a 14,2 milhões e bateu o recorde da série histórica. Este contingente cresceu 14,9% (mais 1,8 milhão de pessoas) frente ao trimestre anterior e 27,8% (mais 3,1 milhões de pessoas em busca de trabalho) em relação ao mesmo trimestre de 2016.

A população ocupada (88,9 milhões) recuou em relação ao trimestre anterior (-1,5%, ou menos 1,3 milhão de pessoas) e também em relação ao mesmo trimestre de 2016
(-1,9%, ou menos 1,7 milhão de pessoas). Esse foi o menor contingente de pessoas ocupadas desde o trimestre fevereiro / abril de 2012.

O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) recuou para 53,1% no trimestre de janeiro a março de 2017, com queda de 0,9 ponto percentual frente ao nível do trimestre anterior (54,0%). Em relação ao nível do mesmo trimestre de 2016 (54,7%), houve retração de 1,7 ponto percentual. Este foi o menor nível da ocupação da série histórica da pesquisa.

O número de empregados com carteira de trabalho assinada (33,4 milhões de pessoas) recuou em ambos os períodos de comparação: frente ao trimestre outubro / dezembro de 2016 (-1,8% ou menos 599 mil pessoas) e ao trimestre janeiro / março de 2016 (-3,5% ou menos 1,2 milhão de pessoas). Este foi o menor contingente de trabalhadores com carteira assinada já observado na série histórica da pesquisa.

O rendimento médio real habitual (R$ 2.110) no trimestre encerrado em março de 2017 manteve estabilidade frente ao trimestre anterior (R$ 2.064) e, também, em relação ao mesmo trimestre de 2016 (R$ 2.059). A massa de rendimento real habitual (R$ 182,9 bilhões) no trimestre encerrado em março de 2017 também ficou estável nas duas comparações.

Quadro 1 – Taxa de Desocupação – Brasil – 2012/2017

Trimestre móvel 2012 2013 2014 2015 2016 2017
nov-dez-jan
7,2
6,4
6,8
9,5
12,6
dez-jan-fev
7,7
6,8
7,4
10,2
13,2
jan-fev-mar
7,9
8,0
7,2
7,9
10,9
13,7
fev-mar-abr
7,8
7,8
7,1
8,0
11,2
mar-abr-mai
7,6
7,6
7,0
8,1
11,2
abr-mai-jun
7,5
7,4
6,8
8,3
11,3
mai-jun-jul
7,4
7,3
6,9
8,6
11,6
jun-jul-ago
7,3
7,1
6,9
8,7
11,8
jul-ago-set
7,1
6,9
6,8
8,9
11,8
10°
ago-set-out
6,9
6,7
6,6
8,9
11,8
11°
set-out-nov
6,8
6,5
6,5
9,0
11,9
12°
out-nov-dez
6,9
6,2
6,5
9,0
12,0
Fonte: IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua

No trimestre janeiro / março de 2017, havia aproximadamente 14,2 milhões de pessoas desocupadas no Brasil. Este contingente apresentou crescimento de 14,9% frente ao trimestre de outubro a dezembro de 2016, quando a desocupação foi estimada em 12,3 milhões de pessoas. No confronto com igual trimestre de 2016 esta estimativa subiu 27,8%, significando um adicional de 3,1 milhões de pessoas desocupadas na força de trabalho.

O contingente de pessoas ocupadas foi estimado em 88,9 milhões no trimestre janeiro / março de 2017. Esse foi o menor número de pessoas ocupadas registrado pela PNAD Contínua desde o trimestre fevereiro / abril de 2012, observando-se que os dados da pesquisa não são dessazonalizados. O número de pessoas trabalhando recuou tanto em relação ao trimestre anterior (- 1,5%, ou menos 1,3 milhão de pessoas), quanto em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (-1,9%, ou redução de 1,7 milhão de pessoas).

O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi estimado em 53,1% no trimestre de janeiro a março de 2017, apresentando queda de 0,9 ponto percentual frente ao trimestre de outubro a dezembro de 2016, (54,0%). Em relação a igual trimestre do ano anterior este indicador apresentou retração de 1,7 ponto percentual, quando recuou de 54,7% para 53,1%. Ressaltamos que este foi o menor nível da ocupação observado desde o início da série da pesquisa.

Quadro 2 – Nível da Ocupação – Brasil – 2012/2017

Trimestre móvel 2012 2013 2014 2015 2016 2017
nov-dez-jan
56,8
57,1
56,7
55,5
53,7
dez-jan-fev
56,5
57,0
56,4
55,1
53,4
jan-fev-mar
56,3
56,3
56,8
56,2
54,7
53,1
fev-mar-abr
56,7
56,5
56,8
56,3
54,6
mar-abr-mai
57,0
56,8
56,8
56,2
54,7
abr-mai-jun
57,1
56,9
56,9
56,2
54,6
mai-jun-jul
57,0
57,0
56,8
56,1
54,4
jun-jul-ago
57,1
57,0
56,7
56,0
54,2
jul-ago-set
57,2
57,1
56,8
56,0
54,0
10°
ago-set-out
57,2
57,1
56,9
56,1
53,9
11°
set-out-nov
57,2
57,3
56,9
55,9
54,1
12°
out-nov-dez
57,1
57,3
56,9
55,9
54,0
Fonte: IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua

A força de trabalho, (pessoas ocupadas e desocupadas) no trimestre janeiro / março de 2017 foi estimada em 103,1 milhões de pessoas, a maior da série histórica da pesquisa. Esta população cresceu 0,5% comparada ao trimestre outubro / dezembro de 2016. Frente ao mesmo trimestre de 2016, houve alta de 1,4% (mais 1,4 milhão de pessoas). O crescimento da força de trabalho no Brasil se deve exclusivamente ao aumento da população desocupada.

O contingente fora da força de trabalho no trimestre janeiro / março de 2017 (64,4 milhões de pessoas) apresentou estabilidade em relação ao trimestre outubro / dezembro de 2016. Frente ao mesmo trimestre de 2016, houve alta de 0,9% (ou mais 574 mil pessoas).

O contingente de empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada, estimado em 33,4 milhões de pessoas, reduziu-se em ambas as comparações: frente ao trimestre janeiro / março de 2016 (-1,8% ou menos 599 mil pessoas) e ao trimestre de janeiro / março de 2016 (-3,5% ou redução de 1,2 milhão de pessoas).

No período janeiro / março de 2017, a categorias dos empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada (10,2 milhões de pessoas) apresentou queda em relação ao trimestre anterior (-3,2%), mas cresceu 4,7% (ou mais 461 mil pessoas) em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

A categoria dos trabalhadores por conta própria (22,1 milhões de pessoas) registrou estabilidade em relação ao trimestre anterior (outubro a dezembro de 2016). Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve queda (-4,6%, ou seja -1,1 milhão de pessoas).

O contingente de empregadores, estimado em 4,1 milhões de pessoas, mostrou-se estável frente ao trimestre imediatamente anterior. Em relação ao mesmo período do ano anterior, esse contingente registrou elevação de 10,8% (mais 403 mil pessoas).

A categoria dos trabalhadores domésticos, estimada em 6,1 milhões de pessoas, se manteve estável em ambos os trimestres comparativos.

A análise do contingente dos grupamentos de atividade, do trimestre janeiro / março de 2017, em relação ao trimestre outubro / dezembro de 2016, mostrou queda na Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e Agricultura (-2,7% ou -240 mil pessoas), Construção (-3,4% ou – 242 mil pessoas), Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas (-2,5% ou -438 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (-3,1% ou -484 mil pessoas). Os grupamentos em alta foram: Alojamento e alimentação (3,4%, ou mais 165 mil pessoas) e Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (2,1% ou mais 201 mil pessoas). Os demais grupamentos ficaram estáveis.

Em relação ao trimestre janeiro / março de 2016 houve redução no contingente dos seguintes grupamentos: Construção (-9,5% ou -719 mil pessoas), Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e Agricultura (-8,0% ou -758 mil pessoas), Indústria Geral (-2,9% ou -342 mil pessoas) e Serviços domésticos (-2,9% ou -184 mil pessoas). Apenas o grupamento de Alojamento e Alimentação teve alta (11,0% ou mais 493 mil pessoas). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.

O rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos pelas pessoas ocupadas foi estimado em R$ 2.110 no trimestre janeiro / março de 2017, registrando estabilidade frente ao trimestre outubro / dezembro de 2016 (R$ 2.064). Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.059) o quadro também foi de estabilidade.

Em relação ao trimestre anterior (outubro a dezembro de 2016), o rendimento médio real habitual teve alta para Empregados no setor público (1,9%) e para Trabalhadores Domésticos(1,7%). Em relação ao mesmo trimestre de 2016 (janeiro / março de 2016) apenas os Empregados no setor público apresentaram variação positiva (4,3%). Nas demais posições registrou-se estabilidade nos períodos analisados.

Em relação ao trimestre outubro / dezembro de 2016, três grupamentos de atividade apresentaram variações estatisticamente significativas: Indústria Geral (3,4%), Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,3%) e Serviços domésticos (1,7%). Os demais grupamentos ficaram estáveis. Frente ao trimestre janeiro / março de 2016, dois grupamentos apresentaram alta no rendimento: Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (7,3%) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (3,4%). Os demais grupamentos se mantiveram estáveis.

No trimestre janeiro / março de 2017, a massa de rendimento real habitualmente recebido em todos os trabalhos foi estimada em R$ 182,9 bilhões, ficando estável em ambas as comparações.

 

Comunicação Social
28 de abril de 2017

*Notícia do IBGE, copiado do site.

A MALDADE DO GOVERNO FEDERAL CONTINUA

logo_oficial_opiniao Artigo publicado no Jornal Opinião, Estado do Acre, no dia 11 de abril de 2017. bandeira-acre

Na divulgação da Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2018, os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Dyogo Oliveira, afirmaram que não existe nada programado para a correção da tabela do Imposto de Renda de 2018, mas que qualquer necessidade de sua inclusão poderá ser feita na Lei Orçamentária Anual que deverá ser entregue ao Congresso Nacional até o próximo dia 31 de agosto.

Ao decidir não corrigir a tabela do Imposto de Renda em 2018, o governo repete a mesma inércia praticada neste ano. Como informamos no artigo da semana passada, o governo federal irá arrecadar mais com a não correção da tabela do Imposto de Renda em 2017, do que com toda a reoneração da folha de pagamento das empresas.

Para continuar lendo, clique A Maldade do Governo Federal continua.

Fim do churrasco

Passados alguns dias da mega, hiper e super operação da Polícia Federal contra algumas unidades de frigoríficos do Brasil, o estrago provocado pela midiática operação causou distratos milionários aos produtores brasileiros.

Diversos países já interromperam as compras da carne brasileira e solicitaram informações ao governo brasileiro. A Polícia Federal que foi a responsável pela midiática operação policial para acabar com os malfeitos de funcionários públicos, nos legou um prejuízo que irá demorar alguns anos para voltar a normalidade.

A falta de preparo do órgão policial quanto a divulgação da operação pode causar embargos que irão colocar a produção brasileira de bovinos, suínos e frangos na bancarrota e nos levará a mesma quantidade de 15 anos atrás.

A notícia boa para o consumidor brasileiro é que com a interrupção da venda para o exterior, a oferta será maior no mercado interno e o preço irá baixar. A má notícia para os funcionários dos frigoríficos atingidos na operação policial, é a paralisação da empresa e as demissões.

Desde o surgimento dos processos da Lava-Jato, o escárnio midiático passou a ser a forma como alguns órgãos públicos processam as pessoas e buscam a condenação pública.

Não sou favorável ao roubo que estava sendo feito pelo dirigentes das empresas públicas, mas fazer de cada ação uma novela pública, é incorreto e não encontra amparo no Direito.

Assim, caso não tenhamos um basta nessas operações midiáticas, seremos reféns de funcionários públicos que buscam ser atores das novelas para exigir a condenação das pessoas que são investigadas.

O processo judicial deixou faz muito tempo de ser discutido nos autos e passou a ser uma questão de propaganda pública. Estamos vendo o fim do Direito brasileiro. Pobre Brasil!!!

O desemprego avança

logo_oficial_opiniao Artigo publicado no Jornal Opinião, Estado do Acre, no dia 02 de março de 2017. bandeira-acre

Na última sexta-feira (24) o IBGE divulgou mais um dado da PNAD Contínua, indicador oficial que pesquisa o desemprego no país, afirmando que a taxa de desemprego subiu para 12,6% no último trimestre terminado em janeiro (novembro e dezembro de 2016 e janeiro de 2017), com aumento de 0,8% quando verificado com o trimestre imediatamente anterior, ou seja, aquele terminado em outubro de 2016. Tal índice é o maior da história já verificado na PNAD Contínua. Se fizermos uma comparação com o mesmo trimestre de 2016, podemos encontrar um acréscimo no desemprego de 3,1%, quando naquela época (janeiro de 2016), o desemprego era de 9,5% da população. Em números, os desempregados brasileiros são de 12,9 milhões de pessoas.

Para continuar lendo, clique: O desemprego avança.

É difícil de acreditar

logo_oficial_opiniao Artigo publicado no Jornal Opinião, Estado do Acre, no dia 07 de fevereiro de 2017. bandeira-acre

Algumas vezes penso que os políticos vivem num mundo paralelo onde eles são estrelas de cinema e tudo termina bem, bem pra eles e ruim para o resto da plateia. Deve ser nesse mundo paralelo que vive a ex-presidente Dilma, sim, a presidente que nos deixou com 12,3 milhões de pessoas desempregadas (pesquisa IBGE – PNAD Contínua divulgada no dia 31 de janeiro passado).

Para continuar lendo, acesse: É difícil de acreditar.

PNAD Contínua: em novembro, taxa de desocupação foi de 11,9%

Matéria da página na internet do IBGE.

Conforme escrevemos na postagem de ontem, o desemprego continua subindo e vai chegar, em nossos cálculos, a 12,7% ao final de 2017. Espero, sinceramente, que esteja errado, pois esse dado não é o que queremos, mas o resultado da desgraceira da Nova Matriz Econômica da ex-presidente Dilma, a economista.

Indicador / Período Set – Out – Nov
2016
Jun – Jul – Ago
2016
Set – Out – Nov
2015
Taxa de desocupação
11,9%
11,8%
9,0%
Rendimento real habitual
R$ 2.032
R$$ 2.027
R$ 2.041
Variação % do rendimento em relação a:
(estável)
(estável)

A taxa de desocupação do trimestre móvel de setembro a novembro de 2016 (11,9%) foi a mais elevada desde o início da série, em 2012, embora tenha ficado estatisticamente estável em relação à taxa do trimestre móvel de junho a agosto de 2016 (11,8%). Em relação ao mesmo trimestre de 2015 (9,0%), houve alta de 2,9 pontos percentuais.

A população desocupada no período chegou a 12,1 milhões de pessoas, o maior contingente da série histórica, mantendo estabilidade estatística em relação ao
trimestre móvel de junho a agosto de 2016 (12,0 milhões) e crescendo 33,1% em relação ao mesmo trimestre de 2015, o que equivale a 3,0 milhões de pessoas a mais em busca de trabalho.

A população ocupada, estimada em 90,2 milhões, ficou estável em relação ao trimestre de junho a agosto de 2016 e recuando 2,1% em comparação com igual trimestre do ano passado (92,2 milhões de pessoas), o que representa uma redução de aproximadamente 1,9 milhão de pessoas ocupadas.

O contingente de empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada (34,1 milhões de pessoas) ficou estável em relação ao trimestre de junho a agosto de 2016, mas caiu 3,7% (ou menos 1,3 milhão de pessoas com carteira de trabalho assinada) em relação ao mesmo trimestre móvel de 2015.

O rendimento médio real habitualmente recebido pelas pessoas ocupadas
(R$ 2.032) ficou estável frente ao trimestre de junho a agosto de 2016 (R$ 2.027) e também em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.041).

A massa de rendimento real habitual em todos os trabalhos pelas pessoas ocupadas (R$ 178,9 bilhões) não mostrou variação significativa em relação ao trimestre de junho a agosto de 2016 e caiu (-2,0%) frente ao mesmo trimestre de 2015. A publicação completa da PNAD Contínua Mensal pode ser acessada aqui.

Quadro 1 – Taxa de Desocupação – Brasil – 2012/2016

Trimestre móvel 2012 2013 2014 2015 2016
nov-dez-jan
7,2
6,4
6,8
9,5
dez-jan-fev
7,7
6,8
7,4
10,2
jan-fev-mar
7,9
8,0
7,2
7,9
10,9
fev-mar-abr
7,8
7,8
7,1
8,0
11,2
mar-abr-mai
7,6
7,6
7,0
8,1
11,2
abr-mai-jun
7,5
7,4
6,8
8,3
11,3
mai-jun-jul
7,4
7,3
6,9
8,6
11,6
jun-jul-ago
7,3
7,1
6,9
8,7
11,8
jul-ago-set
7,1
6,9
6,8
8,9
11,8
10°
ago-set-out
6,9
6,7
6,6
8,9
11,8
11°
set-out-nov
6,8
6,5
6,5
9,0
11,9
12°
out-nov-dez
6,9
6,2
6,5
9,0
Fonte: IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua

Gráfico 2 – Pessoas de 14 anos ou mais de idade, desocupadas na semana de referência – Brasil – 2012/2016 (em mil pessoas)

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua.

O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi estimado em 54,1% no trimestre de setembro a novembro de 2016, com estabilidade frente ao trimestre de junho a agosto de 2016, (54,2%) e retração de 1,8 ponto percentual, em relação ao nível do mesmo trimestre do ano anterior (55,9%).

A força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas), estimada em 102,3 milhões de pessoas, ficou estável em relação ao trimestre de junho a agosto de 2016 e cresceu 1,1% (mais 1,1 milhão de pessoas) frente ao mesmo trimestre de 2015.

O contingente fora da força de trabalho no trimestre de setembro a novembro de 2016 (64,5 milhões de pessoas) apresentou estabilidade em relação ao trimestre de junho a agosto de 2016 e cresceu 1,5% (mais 967 mil pessoas) frente ao mesmo trimestre de 2015.

O contingente de empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada, estimado em 34,1 milhões de pessoas, apresentou estabilidade em comparação com o trimestre de junho a agosto de 2016. O confronto com o trimestre de setembro a novembro de 2015 mostrou queda de 3,7%, o que representou diminuição de cerca de 1,3 milhão de pessoas com carteira de trabalho assinada.

Já o número de empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada (10,5 milhões de pessoas) cresceu 2,4% (ou mais 246 mil pessoas) em relação ao trimestre móvel de junho a agosto de 2016 e aumentou em 3,5% (mais 350 mil pessoas) contra o mesmo trimestre de 2015.

A categoria dos trabalhadores por conta própria (21,9 milhões de pessoas) caiu (-1,3%) frente ao trimestre de junho a agosto de 2016 (menos 297 mil pessoas). Em relação ao mesmo período de 2015, também houve queda (-3,0%, ou menos 673 mil pessoas).

O contingente de empregadores, estimado em 4,2 milhões de pessoas, teve crescimento de 5,5%, mais 216 mil pessoas em relação ao trimestre de junho a agosto de 2016. Em relação ao mesmo período do ano anterior, esse contingente manteve-se estatisticamente estável.

O contingente dos trabalhadores domésticos (6,1 milhões de pessoas) ficou estável em ambas as comparações.

Gráfico 4 – Pessoas de 14 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de referência – Brasil – 2012/2016 (mil pessoas)

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua.

A análise do contingente de ocupados, segundo os grupamentos de atividade, do trimestre móvel de setembro a novembro de 2016, em relação ao trimestre de junho a agosto de 2016, mostrou retração em dois grupamentos: na agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e agricultura (3,9%, ou seja – 359 mil pessoas) e na construção (-2,2% ou seja, 155 mil pessoas) e expansão nos grupamento de alojamento e alimentação (4,6%, ou seja, 209 mil pessoas) e de outros serviços (5,7%, ou seja, 237 mil pessoas). os demais grupamentos se mantiveram estáveis.

Em relação ao mesmo trimestre de 2015, os seguintes grupamentos se retraíram: agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e agricultura, –4,7% (-438 mil pessoas), indústria geral, -8,2% (-1,0 milhão de pessoas), construção, -9,0% (-702 mil pessoas), informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, –2,6% (-256 mil pessoas) e serviços domésticos, -3,1% (-194 mil pessoas). Houve aumentos nos grupamentos de alojamento e alimentação, 7,8% (346 mil pessoas) e outros serviços, 7,0% (287 mil pessoas). os demais grupamentos não sofreram alteração.

O rendimento médio real habitualmente recebido pelas pessoas ocupadas (R$ 2.032) ficou estável frente ao trimestre de junho a agosto de 2016 (R$ 2.027) e também em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.041).

A única posição na ocupação com queda no rendimento médio real habitual em relação ao trimestre de junho a agosto de 2016 foi a dos trabalhadores por conta própria (-2,7%). As demais categorias não variaram. Em relação ao mesmo trimestre de 2015, os empregadores tiveram queda no rendimento (-5,9%) e as outras categorias ficaram estáveis.

Na comparação com o trimestre de junho a agosto de 2016, o único grupamento de atividade que apresentou variação no rendimento médio real habitual foi o da agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e agricultura (3,5%). Frente ao mesmo trimestre do ano anterior, esta estimativa permaneceu estável em todos os grupamentos de atividade.

A massa de rendimento real habitual em todos os trabalhos pelas pessoas ocupadas
(R$ 178,9 bilhões) não mostrou variação significativa em relação ao trimestre de junho a agosto de 2016 e caiu (-2,0%) frente ao mesmo trimestre de 2015.

Quadro 3 – Rendimento real habitualmente recebido em todos os trabalhos
pelas pessoas ocupadas – Brasil – 2012/2016

Trimestre móvel 2012 2013 2014 2015 2016
nov-dez-jan
2.001
2.058
2.102
2.037
dez-jan-fev
2.013
2.080
2.102
2.020
jan-fev-mar
1.982
2.025
2.103
2.103
2.035
fev-mar-abr
1.996
2.031
2.100
2.092
2.023
mar-abr-mai
1.983
2.040
2.094
2.087
2.030
abr-mai-jun
1.985
2.058
2.063
2.092
2.005
mai-jun-jul
2.001
2.071
2.034
2.074
2.011
jun-jul-ago
2.004
2.079
2.043
2.063
2.027
jul-ago-set
2.003
2.078
2.067
2.066
2.023
10°
ago-set-out
1.998
2.084
2.081
2.058
2.030
11°
set-out-nov
1.996
2.077
2.074
2.041
2.032
12°
out-nov-dez
1.994
2.064
2.085
2.030
Fonte: IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua

Comunicação Social
29 de dezembro de 2016

Imposto de Renda e Ganho de Capital em 2017

logo_oficial_opiniao Artigo publicado no Jornal Opinião, Estado do Acre, no dia 20 de dezembro de 2016. bandeira-acre

A tabela do IR para 2017 caminha para não ter o reajuste anual da inflação pelo governo federal, bem como alertamos sobre os preenchimentos dos recibos de saúde, evitando a malha fina. Sobre o Ganho de Capital, informamos os novos valores, numa tabela progressiva do IR sobre o Ganha de Capital, esclarecendo que a vigência ocorrerá a partir do dia 1º de janeiro de 2017, para negócios jurídicos realizados no ano que vem, ficando os negócios jurídicos concretizados até 31 de dezembro de 2016, com a alíquota única de 15% para o IR sobre o Ganho de Capital.

Para ler o artigo, clique em Imposto de Renda e Ganha de Capital em 2017.

Câmara recorre contra liminar do ministro Luiz Fux sobre projeto anticorrupção

A Câmara dos Deputados recorreu, nesta sexta-feira (16), contra decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux que determinou a devolução para a Casa do projeto anticorrupção (PL 4850/16) aprovado pelos deputados no último dia 30. O texto já tramitava no Senado.

Segundo o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, a decisão do ministro Fux “levará à anulação de todo o processo e ao refazimento de todos os atos praticados até o momento – incluindo aí sucessivas decisões de uma comissão especial e do Plenário da Câmara dos Deputados – a evidenciar consequências gravíssimas no campo político-institucional”.

Leia a íntegra do recurso apresentado pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados.

Fonte: Site Câmara dos Deputados

Renan, “too big to fail”

logo_oficial_opiniao Artigo publicado no Jornal Opinião, Estado do Acre, no dia 13 de dezembro de 2016. bandeira-acre

O título acima foi emprestado da matéria publicada no último dia 08 de dezembro, no “site Infomoney”, quando o repórter Thiago Salomão, em seu texto, explica a felicidade do mercado financeiro com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que manteve Renan Calheiros na cadeira de presidente do Senado Federal. O que é a expressão em inglês “Too big to fail”? Em uma tradução simplista, significa “Grande demais para falir”. Ela foi usada pela primeira vez na crise financeira de 2008, quando o governo americano procurava uma desculpa ou justificativa para socorrer os grandes bancos de “Wall Street”, a fim de evitar a quebradeira geral do sistema financeiro americano e, por consequência, do resto do mundo.

Para ler, clique Renan, “too big to fail”.