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IPCA de maio de 2017

Copiado do site de IBGE.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA do mês de maio subiu 0,31% e mais do que dobrou quando comparado ao índice de 0,14% de abril, distanciando-se em 0,17 ponto percentual (p.p.). Apesar da alta de um mês para o outro, esta é a taxa mais baixa para o mês de maio desde 2007 (0,28%). Com isso, o resultado do ano foi para 1,42%, percentual bem inferior aos 4,05% registrados em igual período de 2016 e o menor acumulado até maio desde o ano 2000 (1,41%). Considerando os últimos 12 meses, o índice desceu para 3,60%, enquanto havia registrado 4,08% no mês anterior, constituindo-se na menor taxa em 12 meses desde maio de 2007 (3,18%). Em maio de 2016, o IPCA situou-se em 0,78. Os dados completos do IPCA podem ser acessados aqui.

Sem o desconto que incidiu em abril, as contas de energia elétrica aumentaram 8,98%, liderando, com 0,29 p.p., o ranking das principais contribuições do mês. Responsável pela significativa parcela de 3,3% da despesa das famílias, a energia elétrica foi responsável pela alta do IPCA de 0,14% para 0,31%. Em abril, ocorreu queda de 6,39%, com os descontos aplicados por decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de modo a compensar os consumidores pela cobrança indevida, em 2016, do chamado Encargo de Energia de Reserva (EER) voltado a remunerar a usina de Angra III.

Os resultados, por região, se situaram entre 3,80% e 24,05%. De abril para maio, Goiânia registrou o menor aumento (3,80%), tendo em vista a redução de 19,93% na parcela referente à Contribuição de Iluminação Pública – CIP. Já na região metropolitana de Recife, com as tarifas reajustadas em 8,87% a partir de 29 de abril, a alta chegou a 24,05%.

 

Região
Variação (%)
Recife
24,05
Salvador
19,27
Campo Grande
16,41
Fortaleza
10,44
São Paulo
9,87
Curitiba
9,56
Porto Alegre
8,64
Vitória
7,13
Rio de Janeiro
5,56
Belo Horizonte
5,52
Belém
4,48
Brasília
3,83
Goiânia
3,80
Brasil
8,98

 

Por conta da energia, Habitação ficou com o mais elevado resultado de grupo (2,14%), além da maior contribuição (0,32 p.p.), dominando o índice do mês e praticamente anulando os sobes e desces dos demais grupos de produtos e serviços.

 

Grupo Variação (%) Impacto (p.p.)
Abril Maio Abril Maio
Índice Geral
0,14
0,31
0,14
0,31
Alimentação e Bebidas
0,58
-0,35
0,15
-0,09
Habitação
-1,09
2,14
-0,17
0,32
Artigos de Residência
-0,28
-0,23
-0,01
-0,01
Vestuário
0,48
0,98
0,03
0,06
Transportes
-0,06
-0,42
-0,01
-0,07
Saúde e Cuidados Pessoais
1,00
0,62
0,12
0,07
Despesas Pessoais
0,09
0,23
0,01
0,03
Educação
0,03
0,08
0,00
0,00
Comunicação
0,55
0,09
0,02
0,00

 

Ainda nas despesas com Habitação (2,14%), destaca-se, também, os itens condomínio (0,75%) e taxa de água e esgoto (0,50%). Neste último, a influência veio da região metropolitana de Curitiba, onde as contas aumentaram 5,29% no mês, refletindo parte do reajuste de 8,53% em vigor a partir do dia 18 de maio, aliado à revisão na metodologia de cobrança por faixa de consumo.

Além de Habitação, os grupos com variações positivas situaram-se entre 0,08%, de Educação, e 0,98%, de Vestuário. Os remédios(0,82%), do grupo Saúde e Cuidados Pessoais (0,62%), também merecem destaque. Refletiram parte do reajuste anual que passou a valer a partir de 31 de março, variando entre 1,36% e 4,76%, conforme o tipo. Considerando o acumulado no ano, os remédios, que dominam 3,48% das despesas das famílias, estão 3,92% mais caros.

Entre os três grupos de produtos e serviços que apresentaram queda, Transportes (-0,42%) foi o que mais caiu. Isto por influência das passagens aéreas, 11,81% mais baratas do que em abril, configurando intensa contribuição negativa no índice do mês (-0,05 p.p). Além disso, o preço do automóvel novo teve queda de 0,85% e o litro do etanol passou a custar 2,17% menos. Por outro lado, o preço do litro da gasolina subiu 0,33%, por influência, especialmente, das regiões metropolitanas de Porto Alegre e de Fortaleza, onde ocorreram fortes aumentos, 4,97% e 4,62%, respectivamente.

No grupo Alimentação e Bebidas, que responde por ¼ das despesas das famílias, a queda de 0,35% foi puxada pelos alimentos para consumo em casa (-0,56%), enquanto a alimentação fora ficou em 0,06%. Das 13 regiões pesquisadas, à exceção do Rio de Janeiro, onde os alimentos para consumo em casa tiveram variação de 0,19%, nas demais áreas houve queda, entre -0,21% (Recife) e -1,72% (Fortaleza).

Região
Variação acumulada no ano (%)
Alimentação em casa
Alimentação fora
Rio de Janeiro
0,19
-0,46
Recife
-0,21
0,12
Belo Horizonte
-0,30
0,50
São Paulo
-0,30
0,21
Goiânia
-0,49
-0,84
Salvador
-0,59
-0,95
Curitiba
-0,61
0,40
Brasília
-0,63
0,95
Campo Grande
-0,74
0,57
Vitória
-0,96
0,25
Belém
-1,19
-0,39
Porto Alegre
-1,30
0,74
Fortaleza
-1,72
-0,48
Brasil
-0,56
0,06

Vários produtos importantes na mesa do brasileiro, a exemplo do arroz (-1,98%) e do frango inteiro (-1,32%), ficaram mais baratos de um mês para o outro. As frutas, com -6,55%, ficaram com a maior contribuição negativa no índice do mês (-0,07p.p.).

 

Item
Variação (%)
Variação Acumulada
(%)
Abril
Maio
Ano
12 meses
Frutas
-0,79
-6,55
-7,94
-7,61
Óleo de soja
-4,17
-6,30
-3,54
-2,51
Cenoura
-0,71
-5,86
20,53
-33,04
Feijão-fradinho
-0,82
-4,45
-7,44
29,55
Feijão-preto
-8,29
-3,66
-29,84
5,16
Tomate
29,02
-3,14
30,23
6,67
Açaí
2,45
-3,04
22,85
-11,99
Hortaliças
0,79
-2,51
8,92
-11,44
Pescado
1,10
-2,31
5,01
10,15
Açúcar refinado
0,00
-2,18
-4,17
1,08
Arroz
-1,69
-1,98
-5,41
5,59
Açúcar cristal
-2,73
-1,79
-7,17
3,20
Frango inteiro
-0,64
-1,32
-6,49
-0,71
Farinha de mandioca
0,37
-1,31
7,68
18,25
Leite em pó
-0,84
-0,78
-2,57
18,15
Iogurte
-0,22
-0,73
0,94
7,32
Chocolate e achocolatado em pó
0,88
-0,68
2,50
8,11
Pão francês
0,36
-0,67
0,69
2,09
Margarina
-0,32
-0,63
3,54
4,39

 

Quanto aos alimentos cujos preços aumentaram de abril para maio, a cebola (7,67%), a batata-inglesa (4,28%) e o feijão-carioca(3,29%) figuram como destaques.

 

Item
Variação (%)
Variação Acumulada
(%)
Abril
Maio
Ano
12 meses
Cebola
6,03
7,67
7,27
-48,12
Batata-inglesa
20,81
4,28
15,03
-45,91
Alho
4,83
3,44
4,34
-5,31
Feijão-carioca
-1,64
3,29
-28,90
-22,03
Chocolate em barra e bombom
-2,92
2,75
-2,24
6,57
Leite longa vida
1,25
1,87
6,87
4,24
Pão de forma
1,26
1,44
6,04
6,82
Café moído
2,65
1,00
9,06
22,34
Pão doce
0,15
0,90
1,69
4,37
Queijo
0,97
0,83
1,88
10,25
Ovos
4,03
0,73
11,67
13,09
Frango em pedaços
1,30
0,57
-0,51
0,86
Refrigerante fora
0,33
0,52
0,83
5,97

Na ótica dos índices regionais, os resultados ficaram entre os -0,13% registrados na região metropolitana de Belém e os 0,72% da região metropolitana de Recife. Em Belém, a queda foi impulsionada pelas carnes, mais baratas em 2,16%. Já em Recife, o aumento de 24,05% na energia elétrica se deu, além do retorno das contas aos valores sem desconto, devido à pressão do reajuste de 8,87% em vigor desde 29 de abril.

 

Região
Peso
Regional (%)
Variação mensal (%)
Variação Acumulada (%)
Abril
Maio
Ano
12 meses
Recife
5,05
0,49
0,72
2,35
5,18
Porto Alegre
8,40
0,22
0,48
1,36
3,09
Curitiba
7,79
-0,05
0,43
1,40
2,27
Campo Grande
1,51
-0,13
0,42
1,23
4,83
São Paulo
30,67
0,16
0,36
1,33
3,56
Salvador
7,35
-0,22
0,32
1,38
3,56
Vitória
1,78
0,20
0,31
1,53
3,75
Brasília
2,80
0,54
0,24
1,45
4,40
Rio de Janeiro
12,06
0,38
0,22
2,07
4,29
Belo Horizonte
10,86
-0,08
0,21
1,07
3,38
Goiânia
3,59
0,15
0,16
0,39
2,18
Fortaleza
3,49
0,08
0,10
1,76
4,92
Belém
4,65
0,09
-0,13
0,81
3,22
Brasil
100,00
0,14
0,31
1,42
3,60

 

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília. Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 29 de abril a 31 de maio de 2017 (referência) com os preços vigentes no período de 30 de março a 28 de abril de 2017 (base).

INPC varia 0,36% em maio

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC apresentou variação de 0,36% em maio e ficou acima da taxa de 0,08% de abril em 0,28 p.p. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice desceu para 3,35%, ficando abaixo dos 3,99% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio de 2016, o INPC registrou 0,98%.

Os produtos alimentícios tiveram queda de 0,44% em maio, enquanto no mês anterior registraram alta de 0,54%. O agrupamento dos não alimentícios ficou com variação de 0,73%, acima da taxa de -0,13% de abril.

Quanto aos índices regionais, os mais elevados ficaram com Campo Grande e com a região metropolitana de Recife, ambos com 0,61%, sob influência da energia elétrica. Além do retorno das contas aos valores sem desconto, em Campo Grande, o item variou 16,40%, com pressão adicional do aumento de 30,26% na parcela do PIS/COFINS. Já em Recife, o adicional se deu com o reajuste de 8,87% em vigor desde 29 de abril, resultando no aumento de 24,64%. O menor índice foi registrado na região metropolitana de Belém (-0,09%), onde as carnes se apresentaram em queda (-1,64%).

 

Região
Peso
Regional (%)
Variação mensal (%)
Variação Acumulada (%)
Abril
Maio
Ano
12 meses
Recife 7,17 0,60 0,61 2,42 5,48
Campo Grande 1,64 -0,38 0,61 0,88 4,39
Curitiba 7,29 -0,17 0,59 1,69 2,05
Porto Alegre 7,38 0,26 0,52 1,32 2,73
São Paulo 24,24 0,17 0,51 1,27 3,07
Vitória 1,83 -0,03 0,44 1,68 3,56
Rio de Janeiro 9,51 0,22 0,36 2,03 3,37
Salvador 10,67 -0,20 0,29 1,40 3,63
Belo Horizonte 10,60 -0,15 0,24 1,01 2,92
Brasília 1,88 0,28 0,21 2,08 4,51
Goiânia 4,15 0,03 0,18 0,26 2,11
Fortaleza 6,61 0,12 -0,04 1,82 4,98
Belém 7,03 0,01 -0,09 0,95 3,19
Brasil 100,00 0,08 0,36 1,43 3,35

 

O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 05 salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília. Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 29 de abril a 31 de maio de 2017 (referência) com os preços vigentes no período de 30 de março a 28 de abril de 2017 (base).

No Brasil, o crime compensa?

A imagem da classe política no momento atual vivido pelo Brasil é de lama pura. O ‘mar de lama’ chega ao ponto de pensarmos que o crime compensa. O desdém do criminoso com as regras e normas legais é tamanha, que mesmo confessando os crimes praticados, se sente capaz de continuar praticando os atos ilegais, inclusive utilizando-se de informações privilegiadas para causar prejuízo aos demais participantes do mercado. O pior de tudo é que o ente público, vítima da ação criminosa, ainda impõe perdão e permite que outras ações ilegais possam ser realizadas.

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Fundos de Investimentos

logo_oficial_opiniao Artigo publicado no Jornal Opinião, Estado do Acre, no dia 09 de maio de 2017. bandeira-acre

Nos últimos três artigos escrevemos sobre finanças, em especial sobre o Mercado Financeiro e suas modalidades de investimentos e dos riscos. Falamos sobre poupador, tomador, ações e risco. Hoje vamos falar sobre outro tipo de investimento bastante diversificado e que pode ser encontrado nos diversos bancos de varejos, investimentos e corretoras de valores. O fundo de investimento é a junção de vários investidores que aplicam seu capital de forma conjunta em produtos financeiros ou de valores mobiliários, visando obter um retorno maior pelo poder de compra e venda dos ativos financeiros ou valores mobiliários envolvidos. Nas palavras de Gilson Oliveira, fundo de investimento é “qualquer concentração de recursos na forma de um condomínio, que pode ser aberto ou fechado, com o objetivo de investi-los na aquisição de ativos financeiros e valores mobiliários, bem como quaisquer outros ativos disponíveis no mercado financeiro e de capitais, e, posteriormente, distribuir os resultados, proporcionalmente, aos cotistas. Portanto, o investidor troca seus recursos por cotas de um fundo de investimento, e os recursos captados pelos fundos são investidos em títulos diversificados.”

Para continuar lendo o artigo publicado, clique em Fundos de Investimentos.

Para ler o artigo enviado para publicação, clique em Fundos de Investimentos enviado. Tal correção é necessária por ter sido publicado o início do primeiro parágrafo como sendo “DOS”, quando deveria ter sido “NOS”.

O risco do investimento

logo_oficial_opiniao Artigo publicado no Jornal Opinião, Estado do Acre, no dia 03 de maio de 2017. bandeira-acre

O investimento, como sabemos, é a ação do poupador que deixa de consumir hoje para consumir mais no futuro. Deixar de usar o dinheiro que está na conta corrente ou no bolso hoje para usá-lo no futuro sem correr o risco de perder o valor aplicado, é a questão que fica pairando na cabeça de todo poupador. Assim, confiar no agente intermediário é fundamental para manter a guarda ou a custódia do dinheiro aplicado nas mãos de terceiros. Acontece que não existe no mundo um investimento livre de risco. O que existe é investimento com menor ou maior grau de risco com base nos cálculos elaborados por meio das medidas estatísticas. Várias medidas podem ser usadas, sendo as mais comuns à média aritmética, a média aritmética ponderada, desvio padrão e o valor em risco (VAR).

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Mercado de Capitais: Ações

logo_oficial_opiniao Artigo publicado no Jornal Opinião, Estado do Acre, no dia 25 de abril de 2017. bandeira-acre

Na semana passada escrevemos sobre o “Mercado Financeiro: Poupador e Tomador”, onde trouxemos as definições dos participantes (poupador, tomador e agente intermediário) e falamos sobre os juros e spread bancário. O mercado financeiro é o gênero onde existem quatro espécies: Mercado Monetário, Mercado de Crédito, Mercado Cambial e Mercado de Capitais. Cada um é responsável por gerir um ramo do mercado financeiro e conduzir as políticas públicas de forma a permitir a riqueza, o investimento, a produção e o desenvolvimento econômico do país.

Para continuar lendo, clique em Mercado de Capitais: Ações.

PIB de 2016 teve queda de 3,6%

logo_oficial_opiniao Artigo publicado no Jornal Opinião, Estado do Acre, no dia 14 de março de 2017. bandeira-acre

O IBGE divulgou no último dia 07 de março que o PIB ­ Produto Interno Bruto ­ de 2016, teve queda de 3,6% em comparação com 2015. Em 2015, o PIB teve queda de 3,8% quando comparado com 2014, trazendo dois anos seguidos de recessão. Em 2016, o volume transacionado foi de R$6,3 trilhões de reais, que convertidos para moeda americana (dólar) chegamos a US$1,937 trilhões de dólares (comercial) ou US$1,933 trilhões de dólares (Ptax), ambos do dia 30 de dezembro de 2016.

Para ler o artigo, clique em PIB de 2016 teve queda de 3,6%.

 

Em dezembro, IPCA sobe 0,30%e acumula 6,29% em 2016*

*Matéria copiada do site do IBGE

Período TAXA
Dezembro de 2016
0,30%
Novembro de 2016
0,18%
Dezembro de 2015
0,96%
Acumulado em 2016
6,29%

 

IPCA dezembro foi o mais baixo para esse mês desde 2008 (0,28%). Em 2016, índice acumulou alta de 6,29%, ficando abaixo dos acumulados de 2015 (10,67%) e de 2014 (6,41%). O grupo Alimentação e Bebidas exerceu a maior influência sobre os índices do mês e do ano. Já o INPC variou 0,14% em dezembro e acumulou alta de 6,58% em 2016.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de dezembro subiu 0,30% e superou os 0,18% de novembro em 0,12 ponto percentual (p.p.). Mesmo assim, esse foi o IPCA mais baixo para um mês de dezembro desde 2008 (0,28%). Já em dezembro de 2015, o IPCA atingiu 0,96%, maior taxa para um mês de dezembro, desde 2002 (2,10%).

Após recuar de 0,26% para 0,18% de outubro para novembro, o IPCA voltou a subir (0,30%) sob influência da aceleração dos grupos Alimentação e Bebidas (de -0,20% em novembro para 0,08% em dezembro), Despesas Pessoais (de 0,47% para 1,01%) e Transportes (de 0,28% para 1,11%), conforme mostra a tabela abaixo.

 

Grupo Variação (%) Impacto (p.p.)
Novembro Dezembro Novembro Dezembro
Índice Geral
0,18
0,30
0,18
0,30
Alimentação e Bebidas
-0,20
0,08
-0,05
0,02
Habitação
0,30
-0,59
0,05
-0,09
Artigos de Residência
-0,16
-0,31
-0,01
-0,01
Vestuário
0,20
0,32
0,01
0,02
Transportes
0,28
1,11
0,05
0,20
Saúde e Cuidados Pessoais
0,57
0,49
0,07
0,05
Despesas Pessoais
0,47
1,01
0,05
0,11
Educação
0,06
0,07
0,00
0,00
Comunicação
0,27
0,02
0,01
0,00

 

Os alimentos subiram de -0,20% para 0,08% devido à alimentação consumida em casa (de -0,47% em novembro para -0,05% em dezembro). Apesar de alguns produtos alimentícios em queda, como feijãocarioca (-13,77%) e o leite longa vida (-3,97%), outros produtos importantes na mesa do brasileiro exerceram pressão contrária, como o arroz (0,21%), as carnes (0,77%) e as frutas (3,39%). Em dezembro, a alimentação fora de casa manteve a mesma taxa de novembro (0,33%).

Principais ítens alimentícios em queda

 

Item
Variação mensal
(%)
Variação Acumulada
Ano
(%)
Novembro
Dezembro
Batata-inglesa
-8,28
-16,12
-29,03
Feijão-carioca
-17,52
-13,77
46,39
Feijão-mulatinho
-0,81
-4,39
101,59
Leite longa vida
-7,03
-3,97
12,19
Açaí
-3,32
-3,47
-3,09
Tomate
-15,15
-2,04
-27,82
Chocolate em barra e bombom
0,35
-1,80
19,20
Farinha de trigo
-1,34
-1,70
3,28
Leite em pó
0,14
-1,36
26,13
Queijo
-0,23
-1,05
12,72
Sorvete
-0,07
-1,03
8,81
Refeição fora
0,19
-0,12
5,67

 

Principais ítens alimentícios em alta

 

Item
Variação mensal
(%)
Variação Acumulada
Ano
(%)
Novembro
Dezembro
Óleo de soja
1,63
6,17
13,51
Cebola
6,09
4,98
-36,50
Frutas
3,00
3,39
22,67
Pescado
3,47
2,84
8,98
Cafezinho
-0,03
2,62
15,78
Ovos
0,57
2,16
9,96
Refrigerante fora
-0,02
1,68
10,22
Farinha de mandioca
4,26
1,60
46,58
Café moído
1,68
1,33
20,34
Doces
0,50
1,17
7,86
Açúcar refinado
0,83
1,14
23,62
Macarrão
0,22
1,12
9,16
Hortaliças
2,14
1,04
-4,94
Iogurte
2,10
1,01
15,10
Lanche fora
0,82
0,92
10,74
Cerveja
1,05
0,81
7,56
Carnes
0,22
0,77
3,01
Carnes industrializadas
-0,20
0,73
5,76
Café da manhã
0,77
0,68
12,20
Frango inteiro
2,91
0,52
7,31

 

Os principais impactos individuais no índice do mês vieram das passagens aéreas, com alta de 26,29% e 0,10 p.p., da gasolina (1,75% e 0,07 p.p.) e do cigarro (4,80%, com 0,05 p.p.). O impacto destes três itens juntos foi de 0,22 p.p., equivalente a 73% do IPCA. Passagens aéreas e gasolina foram os principais responsáveis pelo IPCA dos Transportes (1,11%), a maior alta de grupo no mês. Houve elevação de preços em outros itens desse grupo, como seguro voluntário de veículo (2,92%), diesel (1,47%), etanol (0,75%) e conserto de veículo (0,57%). No caso da gasolina, o aumento foi reflexo do reajuste de 8,10%, a partir de 06 de dezembro. O diesel teve um reajuste de 9,50% na mesma data.

Nas Despesas Pessoais (1,01%), a maior pressão veio do cigarro (4,80%), tendo em vista reajustes ocorridos a partir de 1º de dezembro. Houve influência, também, dos serviços de excursão (0,91%), empregado doméstico (0,87%) e cabeleireiro (0,53%). Nos demais grupos, destacam-se as altas de artigos de limpeza (1,18%), plano de saúde (1,07%), mão de obra para pequenos reparos (0,87%), roupa masculina (0,72%), roupa feminina (0,66%).

O principal impacto para baixo (-0,13 p.p.) veio da energia elétrica (-3,70%). Essa queda nos preços se deve à volta da bandeira tarifária verde em 1º de dezembro, em substituição à amarela, que implicava em custo adicional de R$ 1,50 por cada 100 kilowatts-hora consumidos. Ocorreu, ainda, queda de 11,49% nas contas de energia de Porto Alegre, reflexo da redução de 16,28% nas tarifas de uma das concessionárias, a partir do dia 22 de novembro. No Rio de Janeiro, o recuo na energia elétrica (-4,98%) refletiu a redução de 11,73% em uma das concessionárias locais, desde 07 de novembro.

Outros destaques em queda de preços foram: TV, som e informática (-2,15%), automóvel usado (-1,65%) e eletrodomésticos (-0,62%).

O índice regional mais elevado foi o de Brasília (1,12%), onde os preços das passagens aéreas tiveram alta de 21,30%, com impacto de 0,40 p.p.. A alta de 1,06% nos preços dos alimentos consumidos em casa também pressionou o resultado do mês. Já a região metropolitana de Porto Alegre (-0,04%) teve o índice mais baixo, com a queda de 11,49% na energia elétrica mencionada anteriormente. A seguir, os índices regionais:

 

Região
Peso
Regional (%)
Variação mensal (%)
Variação
Acumulada
Ano (%)
Novembro
Dezembro
Brasília
2,80
0,28
1,12
5,62
Campo Grande
1,51
0,43
0,70
7,52
Vitória
1,78
0,30
0,63
5,11
Fortaleza
3,49
0,13
0,60
8,34
Recife
5,05
0,60
0,43
7,10
São Paulo
30,67
0,26
0,35
6,13
Salvador
7,35
-0,05
0,32
6,72
Rio de Janeiro
12,06
0,04
0,25
6,33
Belo Horizonte
10,86
0,16
0,24
6,60
Belém
4,65
-0,14
0,20
6,77
Curitiba
7,79
0,16
0,14
4,43
Goiânia
3,59
-0,31
0,05
5,25
Porto Alegre
8,40
0,37
-0,04
6,95
Brasil
100,00
0,18
0,30
6,29

 

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília. Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 1º a 29 de dezembro de 2016 (referência) com os preços vigentes no período de 28 de outubro a 30 de novembro de 2016 (base).

Em dezembro, INPC variou 0,14%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) apresentou variação de 0,14% em dezembro e ficou 0,07 p.p. acima da taxa de 0,07% de novembro. Com isso, o acumulado no ano foi para 6,58%, bem menos do que os 11,28% registrados em 2015. Em dezembro de 2015 o INPC foi de 0,90%.

Os produtos alimentícios variaram 0,05% em dezembro, depois de recuarem (-0,31%) em novembro. Já os não alimentícios (0,18%) subiram menos do que em novembro (0,25%).

O INPC regional mais elevado foi o de Brasília (0,87%), onde os alimentos subiram 0,70%, bem acima do índice nacional (0,05%). Os itens aluguel residencial (1,90%) e passagem aérea (21,30%) também contribuíram para o resultado do mês. O menor índice foi da região metropolitana de Curitiba (-0,15%), conforme mostra a tabela a seguir:

 

Região
Peso
Regional (%)
Variação mensal (%)
Variação
Acumulada
Ano (%)
Novembro
Dezembro
Brasília
1,88
0,33
0,87
5,16
Campo Grande
1,64
0,28
0,52
7,16
Fortaleza
6,61
0,24
0,51
8,61
Recife
7,17
0,55
0,50
7,74
Vitória
1,83
0,14
0,39
5,54
Salvador
10,67
0,03
0,20
7,40
São Paulo
24,24
0,07
0,14
6,48
Belo Horizonte
10,60
0,05
0,09
6,49
Belém
7,03
-0,18
0,06
6,87
Goiânia
4,15
-0,40
-0,03
5,36
Rio de Janeiro
9,51
-0,17
-0,07
6,23
Porto Alegre
7,38
0,19
-0,12
6,90
Curitiba
7,29
0,07
-0,15
4,21
Brasil
100,00
0,07
0,14
6,58

 

Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 1º a 29 de dezembro de 2016 (referência) com os preços vigentes no período de 28 de outubro a 30 de novembro de 2016 (base).

O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 05 salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília.

IPCA acumulado em 2016 (6,29%) é menor que o de 2015 (10,67%)

O IPCA acumulado em 2016 (6,29%) ficou bem abaixo (4,38 p.p.) do IPCA de 2015 (10,67%). Ao longo do ano, as taxas se distribuíram da seguinte forma:

 

Mês
Variação (%)
Mês
Trimestre
Ano
Janeiro
1,27
1,27
Fevereiro
0,90
2,18
Março
0,43
2,62
2,62
Abril
0,61
3,25
Maio
0,78
4,05
Junho
0,35
1,75
4,42
Julho
0,52
4,96
Agosto
0,44
5,42
Setembro
0,08
1,04
5,51
Outubro
0,26
5,78
Novembro
0,18
5,97
Dezembro
0,30
0,74
6,29

 

As principais influências foram os grupos alimentação e bebidas (alta de 8,62% e impacto de 2,17 p.p.) e saúde e cuidados pessoais (11,04% e impacto de 1,23 p.p.). Juntos, estes dois grupos somam 3,40 p.p., responsáveis por 54% do IPCA (tabela a seguir):

 

Grupo Variação (%) Impacto (p.p.)
2015 2016 2015 2016
Índice Geral
10,67
6,29
10,67
6,29
Alimentação e Bebidas
12,03
8,62
3,00
2,17
Habitação
18,31
2,85
2,69
0,45
Artigos de Residência
5,36
3,41
0,24
0,14
Vestuário
4,46
3,55
0,29
0,22
Transportes
10,16
4,22
1,88
0,78
Saúde e Cuidados Pessoais
9,23
11,04
1,04
1,23
Despesas Pessoais
9,50
8,00
1,02
0,85
Educação
9,25
8,86
0,42
0,40
Comunicação
2,11
1,27
0,09
0,05

 

Num ano em que a produção agrícola ficou 12% abaixo da colhida em 2015, o consumidor passou a pagar, em média, 8,62% mais caro do que em 2015 para adquirir alimentos. Isto colocou Alimentação e Bebidas (que tem peso de 25% nas despesas das famílias) na liderança dos impactos de grupo. Os alimentos paraconsumo em casa (que tem peso de 17,00% no IPCA) subiram 9,36%, enquanto a alimentação consumida fora de casa (peso de 8,83%) subiu 7,22%. No entanto, no ranking dos impactos individuais, a alimentação fora de casa é líder, com 0,63 p.p. A região metropolitana de Fortaleza (12,05%) foi onde os preços mais aumentaram em 2016 (tabela abaixo).

Região
Variação acumulada no ano (%)
Alimentação e bebidas
Alimentação em casa Alimentação fora
Fortaleza
12,05
13,75
7,27
Belém
10,40
11,41
6,95
Vitória
9,90
10,65
8,43
Belo Horizonte
9,69
9,50
10,13
Salvador
9,52
10,33
7,64
Campo Grande
9,32
9,74
8,25
Recife
9,30
11,14
4,88
Porto Alegre
8,93
9,54
7,61
São Paulo
7,83
8,23
7,23
Curitiba
7,56
6,61
9,29
Goiânia
7,43
7,59
7,10
Brasília
7,27
8,83
5,20
Rio de Janeiro
7,24
8,91
4,90
Brasil
8,62
9,36
7,22

Entre os alimentos consumidos em casa, houve aumentos significativos, com destaque para os feijões (56,56%) e o arroz (16,16%), que compõem o prato típico do brasileiro:

 

Item
Variação (%)
Impacto ano (p.p.)
2015
2016
Refeição fora
9,71
5,67
0,29
Frutas
15,23
22,67
0,23
Lanche fora
10,76
10,74
0,21
Feijões
21,45
56,56
0,19
Leite longa vida
8,10
12,19
0,11
Arroz
9,65
16,16
0,10
Carnes
12,48
3,01
0,09
Açúcar cristal
29,99
25,30
0,08
Refrigerante
10,49
11,00
0,08
Café moído
11,21
20,34
0,07
Farinha de mandioca
8,62
46,58
0,07
Queijo
9,34
12,72
0,07
Leite em pó
-0,54
26,13
0,06
Pão francês
12,05
4,92
0,06
Carnes industrializadas
8,99
5,76
0,05
Refrigerante fora
10,67
10,22
0,04
Biscoito
7,77
7,97
0,04
Frango inteiro
13,42
7,31
0,04
Óleo de soja
17,17
13,51
0,04
Cerveja fora
13,21
5,02
0,04
Iogurte
6,86
15,10
0,03
Cerveja
8,78
7,56
0,03
Açúcar refinado
30,30
23,62
0,03
Pescado
10,75
8,98
0,03
Macarrão
9,26
9,16
0,03
Chocolate em barra e bombom
12,27
19,20
0,03
Alho
53,66
19,33
0,02
Ovos
18,55
9,96
0,02
Doces
10,08
7,86
0,02
Chocolate e achocolatado em pó
9,54
13,57
0,02
Frango em pedaços
3,43
4,15
0,02
Margarina
7,44
10,73
0,02
Enlatados
7,12
9,81
0,02

 

Já a Cebola (-36,50%), a batata-inglesa (-29,03%), o tomate (-27,82%) e a cenoura
(-20,47%) foram destaques entre os produtos que ficaram mais baratos no ano.

Saúde e Cuidados Pessoais foi o grupo com a maior alta acumulada no ano (11,04%) e o único dos nove grupos cujos preços subiram mais em 2016 do que em 2015. A maior pressão veio das mensalidades dos planos de saúde (13,55%), que teve sua variação acumulada mais alta desde 1997. Já a alta acumulada dos remédios (12,50%) foi a mais elevada desde 2000. Destacam-se, ainda, no grupo, os artigos de higiene pessoal (9,49%).

Os grupos Educação (8,86%), com destaque para os cursos regulares (9,12%), e o de Despesas Pessoais (8,00%), onde sobressai o item empregado doméstico (10,27%), terminaram o ano acima do IPCA. Os demais ficaram abaixo, com resultados entre 1,27% (Comunicação) e 4,22% (Transportes), contribuindo para a contenção da taxa do ano.

No grupo dos Transportes (4,22%), que detêm 18% do IPCA, peso superado apenas pelos alimentos, destaca-se a alta do transporte público (7,78%): ônibus intermunicipal (11,78%), ônibus urbano (9,34%), metrô (9,14%), trem (8,45%), ônibus interestadual (7,66%), táxi (7,06%). Já as passagens aéreas foram a exceção, pois fecharam o ano com queda de 4,88%.

No caso dos ônibus urbanos (9,34%), os reajustes foram expressivos em algumas regiões, mas não ocorreram em três delas: Brasília, Belém e Fortaleza. Em Curitiba ocorreu a maior alta (16,12%), com Porto Alegre (15,38%) e Recife (14,54%) a seguir.

O item veículo próprio (2,91%) ficou muito abaixo do transporte público (7,78%), mesmo com o forte aumento aplicado sobre as multas, que acarretou em uma variação de 68,31% no ano. Já o automóvel novo (0,48%) e, mais ainda, o usado (-4,46%), itens com grande participação no índice, seguraram o resultado do item.

Os combustíveis, também do grupo Transportes, fecharam o ano com 3,25%, sendo 2,54% a variação da gasolina e 2,21% a do diesel. A partir de outubro, o preço dos combustíveis passou a ser definido, mensalmente, pelo Grupo Executivo de Mercado e Preços (GEMP). Assim, ocorreu redução em 15 de outubro de 3,20% na gasolina e de 2,70% no diesel. Em 08 de novembro houve redução de 3,10% na gasolina e de 10,40% no diesel. Em 06 de dezembro, alta de 8,10% na gasolina e 9,50% no diesel. Já o litro do etanol subiu 6,66%, após problemas na safra da cana de açúcar.

A principal contribuição para conter a taxa do IPCA acumulado no ano veio da energia elétrica (variação de -10,66% e impacto de -0,43 p.p.), do grupo Habitação (2,85%). Destaca-se a região metropolitana de Curitiba, onde as contas recuaram 21,53% em relação a 2015. A energia também teve forte queda no Rio de Janeiro (-14,19%), Goiânia (-15,65%), São Paulo (-14,11%), Porto Alegre (-12,38%) e Vitória (-9,51%).

Fortaleza foi a região metropolitana com a maior variação (8,34%), devido à alta de 12,05% do grupo Alimentação e Bebidas. O destaque foi para os alimentos consumidos em casa, que subiram 13,75%, bem acima dos alimentos consumidos fora de casa (7,27%). Já o índice mais baixo foi o de Curitiba (4,43%), onde as contas de energia elétrica ficaram 21,53% mais baratas, refletindo a redução, em 24 de junho, de 13,83% nas tarifas, aliada a reduções no PIS/COFINS durante o ano, além do retorno à bandeira verde. Curitiba havia tido a variação mais elevada de 2015 (12,58%), devido ao impacto do reajuste de 50% nas alíquotas do ICMS sobre vários itens, com vigência desde o dia 01 de abril daquele ano. Na tabela a seguir, os índices regionais:

 

Região
Peso
Regional (%)
Variação anual (%)
2015
2016
Fortaleza 3,49 11,43 8,34
Campo Grande 1,51 9,96 7,52
Recife 5,05 10,15 7,10
Porto Alegre 8,40 11,22 6,95
Belém 4,65 9,93 6,77
Salvador 7,35 9,86 6,72
Belo Horizonte 10,86 9,22 6,60
Rio de Janeiro 12,06 10,52 6,33
São Paulo 30,67 11,11 6,13
Brasília 2,80 9,67 5,62
Goiânia 3,59 11,10 5,25
Vitória 1,78 9,45 5,11
Curitiba 7,79 12,58 4,43
Brasil 100,00 10,67 6,29

 

INPC acumula alta de 6,58% em 2016

O INPC fechou 2016 em 6,58%, abaixo dos 11,28% de 2015 em 4,70 p.p.. Os alimentos tiveram variação de 9,15%, enquanto os não alimentícios variaram 5,44%. Em 2015 os alimentos haviam subido 12,36% e os não alimentícios, 10,80% (tabela abaixo):

 

Grupo Variação (%) Impacto (p.p.)
2015 2016 2015 2016
Índice Geral
11,28
6,58
11,28
6,58
Alimentação e Bebidas
12,36
9,15
3,77
2,81
Habitação
18,22
2,76
3,10
0,50
Artigos de Residência
5,30
3,29
0,29
0,16
Vestuário
4,10
3,67
0,33
0,27
Transportes
11,77
6,02
1,82
0,93
Saúde e Cuidados Pessoais
8,75
10,63
0,85
1,01
Despesas Pessoais
10,44
8,22
0,77
0,60
Educação
9,02
8,94
0,27
0,26
Comunicação
2,29
1,12
0,08
0,04

 

A região metropolitana de Fortaleza (8,61%) acumulou a maior alta, refletindo a elevação no grupo Alimentação e Bebidas (12,31%), com destaque para os alimentos consumidos em casa (13,74%), que superaram a alta dos alimentos consumidos fora de casa (7,42%). Já o índice mais baixo foi o da região metropolitana de Curitiba (4,21%), onde as contas de energia elétrica ficaram 22,35% mais baratas. Curitiba havia tido a variação mais elevada de 2015 (13,81%), com o impacto do reajuste de 50% nas alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre vários itens. Os índices, por região pesquisada, são apresentados na tabela a seguir.

 

Região
Peso
Regional (%)
Variação anual (%)
2015
2016
Fortaleza
6,61
11,45
8,61
Recife
7,17
10,39
7,74
Salvador
10,67
9,96
7,40
Campo Grande
1,64
10,45
7,16
Porto Alegre
7,38
11,74
6,90
Belém
7,03
9,86
6,87
Belo Horizonte
10,60
9,71
6,49
São Paulo
24,24
12,02
6,48
Rio de Janeiro
9,51
11,86
6,23
Vitória
1,83
9,50
5,54
Goiânia
4,15
12,19
5,36
Brasília
1,88
11,47
5,16
Curitiba
7,29
13,81
4,21
Brasil
100,00
11,28
6,58

 

 

Comunicação Social
11 de janeiro de 2017

Fonte: IBGE

IPCA fica em 0,18% em novembro de 2016

Período TAXA
NOVEMBRO de 2016
0,18%
Outubro de 2016
0,26%
Novembro de 2015
1,01%
No ano 2016
5,97%
Acumulado nos 12 meses
6,99%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de novembro variou 0,18% e ficou abaixo dos 0,26% de outubro, constituindo-se no menor índice para os meses de novembro desde 1998, quando registrou queda de 0,12%. Com isto, o acumulado no ano situa-se em 5,97%, bem abaixo dos 9,62% de igual período do ano anterior. Considerando os últimos 12 meses, a taxa foi para 6,99%, abaixo dos 7,87% relativos aos 12 meses imediatamente anteriores. Em novembro de 2015 o IPCA foi 1,01%. Clique aqui para acessar a publicação completa.

As variações dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados se situaram entre -0,20% e 0,57%, enquanto que, no mês anterior, o intervalo foi mais amplo, entre -0,13% e 0,75%. Os grupos artigos de residência (-0,16%) e alimentação e bebidas (-0,20%) apresentaram os mais baixos resultados no índice do mês.

Grupo Variação (%) Impacto (p.p.)
Outubro Novembro Outubro Novembro
Índice Geral
0,26
0,18
0,26
0,18
Alimentação e Bebidas
-0,05
-0,20
-0,01
-0,05
Habitação
0,42
0,30
0,06
0,05
Artigos de Residência
-0,13
-0,16
0,00
-0,01
Vestuário
0,45
0,20
0,03
0,01
Transportes
0,75
0,28
0,13
0,05
Saúde e Cuidados Pessoais
0,43
0,57
0,05
0,07
Despesas Pessoais
0,01
0,47
0,00
0,05
Educação
0,02
0,06
0,00
0,00
Comunicação
0,07
0,27
0,00
0,01

No grupo alimentação e bebidas, a queda se aprofundou para -0,20%, enquanto havia ficado em -0,05% em outubro. Embora os preços dos alimentos consumidos em casa tenham continuado a cair (de -0,45% em outubro para -0,47% em novembro), o nível se manteve. Nesse subgrupo, os preços subiram apenas nas regiões metropolitas de Recife (0,53%) e de Porto Alegre (0,25%), conforme a tabela abaixo.

Região
Variação Mensal (%)
Variação
Acumulada (%)
Outubro
Novembro
Recife
0,11
0,53
13,15
Porto Alegre
-0,09
0,25
11,23
Rio de Janeiro
-0,62
-0,10
11,80
Curitiba
-0,84
-0,17
10,18
Fortaleza
1,07
-0,25
16,18
Campo Grande
0,68
-0,58
12,97
Vitória
-0,09
-0,63
13,61
Belo Horizonte
-0,41
-0,67
11,58
Salvador
-0,66
-0,71
12,63
São Paulo
-1,19
-0,78
10,11
Goiânia
0,16
-0,87
10,27
Belém
0,49
-0,97
13,16
Brasília
-0,52
-1,19
8,98
Brasil
-0,45
-0,47
11,57

A maior queda foi nos preços do feijão carioca (-17,52%), seguido pelo tomate (-15,15%) e pela batata inglesa (-8,28%).

Item
Variação mensal
(%)
Variação Acumulada
(%)
Outubro Novembro
Ano
12 meses
Feijão-carioca
-8,79
-17,52
69,77
81,69
Tomate
1,74
-15,15
-26,32
-17,88
Batata-inglesa
0,73
-8,28
-15,40
-12,47
Leite longa vida
-10,68
-7,03
16,83
16,87
Açaí
-3,68
-3,32
0,39
0,30
Feijão-fradinho
4,02
-3,24
58,60
70,08
Cenoura
-3,45
-2,74
-20,71
-16,05
Alho
-1,62
-2,24
19,07
24,70
Farinha de trigo
1,11
-1,34
5,06
7,26
Bolo
0,79
-1,04
7,71
12,21
Feijão-mulatinho
-4,85
-0,81
110,83
121,89
Feijão-preto
-1,56
-0,77
78,50
80,27
Pão doce
1,46
-0,76
7,00
8,63
Chocolate e achocolatado em pó
0,11
-0,69
13,68
13,80

Entre os alimentos em alta, a cebola subiu 6,09%, a farinha de mandioca, 4,26%, e o pescado, 3,47%.

Item
Variação mensal
(%)
Variação Acumulada
(%)
Outubro Novembro
Ano
12 meses
Cebola
-6,48
6,09
-39,51
-31,22
Farinha de mandioca
-1,64
4,26
44,27
49,43
Pescado
2,10
3,47
5,97
8,65
Frutas
-0,27
3,00
18,65
23,56
Frango inteiro
1,43
2,91
6,75
8,55
Hortaliças
-4,45
2,14
-5,92
-2,31
Iogurte
-1,02
2,10
13,95
11,71
Açúcar cristal
2,87
1,80
25,39
34,34
Outras bebidas alcoólicas
1,29
1,71
12,20
13,09
Café moído
1,09
1,68
18,75
20,51
Óleo de soja
0,36
1,63
6,92
10,66
Frango em pedaços
-0,58
1,50
3,82
3,98
Atomatado
0,40
1,07
7,48
8,78
Cerveja
1,61
1,05
6,70
7,66
Refrigerante
1,16
0,99
10,68
11,48
Açúcar refinado
-0,88
0,83
22,23
34,70
Lanche fora
0,46
0,82
9,73
9,56
Café da manhã
-0,60
0,77
11,45
11,36
Biscoito
-0,10
0,69
7,73
7,86
Suco de frutas
0,98
0,61
7,56
7,87
Ovos
-4,77
0,57
7,64
11,01
Doces
0,44
0,50
6,61
6,76
Carnes
2,64
0,22
2,22
3,81
Refeição fora
0,77
0,19
5,80
6,74

A alimentação fora de casa subiu, mas bem menos, desacelerando de 0,75% para 0,33%, sob influência da refeição fora, que foi de 0,77% para 0,19%.

Nos artigos de residência (-0,16%), a queda foi influenciada, principalmente, pelos itens eletrodomésticos (-0,92%) e pelos aparelhos de TV, som e informática (-0,92%).

Do lado dos grupos em alta, as variações mais elevadas ficaram com saúde e cuidados pessoais (0,57%), com destaque para o item plano de saúde (1,07%) e o grupo despesas pessoais (0,47%), sobressaindo o item empregado doméstico (0,87%).

Na energia elétrica, do grupo habitação (0,30%), a variação de 0,43% leva em conta a introdução da bandeira tarifária amarela em substituição à verde, a partir de 1º de novembro, com custo adicional de R$ 1,50 por cada 100 kilowatts-hora consumidos. Além disso, houve aumento de 5,80% nas contas de energia de Brasília, reflexo do reajuste de 4,62% em vigor desde o dia 22 de outubro. No Rio de Janeiro, a queda de 3,57% refletiu a redução de 11,73% nas tarifas de uma das concessionárias a partir de 07 de novembro. Já em Goiânia, foi registrada a queda de 3,65%, tendo em vista a redução de 8,83% no valor das tarifas em vigor desde o dia 22 de outubro.

Na gasolina, do grupo transporte (0,28%), ocorreu queda de 0,43%, mesmo com o aumento de 4,71% nos preços do etanol, que faz parte, em 27% de sua composição e que ficou com o principal impacto individual no mês (0,04 p.p). Isto, em parte, se deve ao reflexo, nas bombas, da redução de 3,2% fixada pela Petrobrás sobre os preços da gasolina, vigentes nas refinarias desde o dia 15 de outubro, além da redução de 3,1% que passou a valer a partir do dia 08 de novembro.

Ainda no grupo transporte (0,28%), a expressiva variação de 47,82% no item multas tendo em vista que as penalidades por infrações de trânsito tiveram fortes aumentos a partir de 1° de novembro, em decorrência de alteração, por meio da lei federal n° 13.281, no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Sobre os índices regionais, o mais elevado foi o da região metropolitana de Recife (0,60%), com alta de 0,48% nos preços dos alimentos. Goiânia (-0,31%) apresentou o índice mais baixo, em função da queda de 3,65% na energia elétrica, refletindo a redução de 8,83% no valor das tarifas em vigor desde o dia 22 de outubro. Os alimentos consumidos em casa (-0,87%) também contribuíram para o menor resultado.

Região
Peso Regional (%)
Variação Mensal (%)
Variação Acumulada (%)
Outubro
Novembro
Ano
12 meses
Recife
5,05
0,30
0,60
6,64
7,70
Campo Grande
1,51
0,53
0,43
6,78
7,76
Porto Alegre
8,40
0,25
0,37
6,99
7,87
Vitória
1,78
-0,16
0,30
4,45
5,50
Brasília
2,80
0,36
0,28
4,45
5,72
São Paulo
30,67
0,23
0,26
5,77
6,66
Belo Horizonte
10,86
0,33
0,16
6,34
6,96
Curitiba
7,79
-0,02
0,16
4,29
5,48
Fortaleza
3,49
0,39
0,13
7,69
9,25
Rio de Janeiro
12,06
0,15
0,04
6,06
7,38
Salvador
7,35
0,50
-0,05
6,37
7,38
Belém
4,65
0,51
-0,14
6,56
8,04
Goiânia
3,59
0,37
-0,31
5,21
6,05
Brasil
100,00
0,26
0,18
5,97
6,99

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de um a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília. Para cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 28 de outubro a 30 de novembro de 2016 (referência) com os preços vigentes no período de 29 de setembro a 27 de outubro de 2016 (base).

INPC varia 0,07%% em novembro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) variou 0,07% em novembro e ficou abaixo da taxa de 0,17% de outubro. Com este resultado, o acumulado no ano foi para 6,43%, bem menos do que os 10,28% registrados em igual período do ano anterior. Considerando os últimos 12 meses, o índice está em 7,39%, abaixo dos 8,50% relativos aos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2015, o INPC registrou 1,11%.

Os produtos alimentícios tiveram queda de 0,31% em novembro, enquanto no mês anterior a queda foi de 0,06%. O agrupamento dos não alimentícios variou 0,25%, abaixo da taxa de 0,28% de outubro.

Quanto aos índices regionais, o mais elevado foi o da região metropolitana de Recife (0,55%), com alta de 0,47% nos preços dos alimentos. Goiânia (-0,40%) apresentou o menor índice, em função da queda de 3,72% no item energia elétrica, refletindo a redução de 8,83% no valor das tarifas em vigor desde o dia 22 de outubro. Os alimentos consumidos em casa (-0,90%) também contribuíram para o menor resultado.

Região
Peso Regional (%)
Variação Mensal (%)
Variação Acumulada (%)
Outubro
Novembro
Ano
12 meses
Recife
7,17
0,20
0,55
7,20
8,35
Brasília
1,88
0,21
0,33
4,25
5,13
Campo Grande
1,64
0,43
0,28
6,61
7,69
Fortaleza
6,61
0,39
0,24
8,06
9,61
Porto Alegre
7,38
0,24
0,19
7,03
7,79
Vitória
1,83
-0,19
0,14
5,13
5,89
São Paulo
24,24
0,04
0,07
6,33
7,11
Curitiba
7,29
-0,04
0,07
4,37
5,48
Belo Horizonte
10,60
0,14
0,05
6,39
6,93
Salvador
10,67
0,30
0,03
7,18
8,13
Rio de Janeiro
9,51
0,16
-0,17
6,30
7,53
Belém
7,03
0,43
-0,18
6,81
8,08
Goiânia
4,15
0,28
-0,40
5,39
6,18
Brasil
100,00
0,17
0,07
6,43
7,39

O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de um a cinco salários mínimos, sendo o chefe assalariado. Abrange dez regiões metropolitanas, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília. Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 28 de outubro a 30 de novembro de 2016 (referência) com os preços vigentes no período de 29 de setembro a 27 de outubro de 2016 (base).

 

Comunicação Social
9 de dezembro de 2016

PIB recua ante o 2º tri (-0,8%) e chega a R$ 1,6 trilhão no 3º trimestre

Acumulado no ano (2016) PIB recua 4%.

PERÍODO DE COMPARAÇÃO
INDICADORES
PIB
AGROPEC
INDUS
SERV
FBCF
CONS. FAM
CONS. GOV
Trimestre / trimestre imediatamente anterior (c/ ajuste sazonal)
-0,8%
-1,4%
-1,3%
-0,6%
-3,1%
-0,6%
-0,3%
Trimestre / mesmo trimestre do ano anterior (s/ ajuste sazonal)
-2,9%
-6,0%
-2,9%
-2,2%
-8,4%
-3,4%
-0,8%
Acumulado em 4 trimestres / mesmo período do ano anterior (s/ ajuste sazonal)
-4,4%
-5,6%
-5,4%
-3,2%
-13,5%
-5,2%
-0,9%
Valores correntes no trimestre (R$ bilhões)
R$ 1.580,2
R$ 75,3
R$ 302,2
R$ 993,4
R$ 260,5
R$ 1.009,6
R$ 303,4
TAXA DE INVESTIMENTO (FBCF/PIB) no 3° trimestre de 2016 = 16,5%
TAXA DE POUPANÇA (POUP/PIB) no 3° trimestre de 2016 = 15,1%

O Produto Interno Bruto (PIB) caiu 0,8% na comparação do terceiro trimestre de 2016 contra o segundo trimestre do ano na série com ajuste sazonal. É a sétima queda seguida nessa comparação. Frente a igual período de 2015, houve contração do PIB (- 2,9%) pela 10ª vez consecutiva. No acumulado dos quatro trimestres terminados no terceiro trimestre de 2016, o PIB registrou queda de 4,4% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores, sétimo resultado negativo seguido. Já no resultado acumulado do ano até o mês de setembro, o PIB apresentou recuo de 4,0% em relação a igual período de 2015, a maior queda para este período desde o início da série em 1996.

Em valores correntes, o PIB no terceiro trimestre de 2016 alcançou R$ 1,580 trilhão, sendo R$ 1,371 trilhão referente ao Valor Adicionado a preços básicos e R$ 209,3 bilhões aos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios.

A publicação completa da pesquisa pode ser acessada aqui.

Em relação ao 2º tri, PIB cai 0,8%

O PIB recuou 0,8% na comparação do terceiro contra o segundo trimestre de 2016, levando-se em consideração a série com ajuste sazonal. É o sétimo resultado negativo consecutivo nesta base de comparação. A agropecuária (-1,4%), a indústria (-1,3%) e os serviços (-0,6%) apresentaram queda.

Na indústria, houve crescimento de 3,8% na extrativa mineral, puxada pela extração de petróleo e gás natural. A indústria de transformação (-2,1%) e a construção (-1,7%) apresentaram queda. Já a atividade de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana registrou variação negativa de 0,2% no trimestre.

Nos serviços, transporte, armazenagem e correio (-2,6%), outros serviços (-1,0%), intermediação financeira e seguros (-0,6%) e comércio (-0,5%) apresentaram queda. Administração, saúde e educação pública (-0,1%) e atividades imobiliárias (0,0%) mantiveram-se praticamente estáveis no trimestre. Já a atividade de serviços de informação (0,5%) variou positivamente.

Pela ótica da despesa, a formação bruta de capital fixo voltou a cair (-3,1%), após ter crescido 0,5% no trimestre anterior. A despesa de consumo das famílias (-0,6%) caiu pelo sétimo trimestre seguido e a despesa de consumo do governo recuou 0,3%. No setor externo, as exportações caíram 2,8%, enquanto que as importações recuaram 3,1% em relação ao segundo trimestre de 2016.

PIB cai 2,9% em relação ao 3º trimestre de 2015

Quando comparado a igual período do ano anterior, o PIB sofreu contração de 2,9% no terceiro trimestre de 2016, o 10º resultado negativo consecutivo nesta base de comparação. O valor adicionado a preços básicos caiu 2,5% e os impostos sobre produtos líquidos de subsídios recuaram em 4,8%.

Dentre as, a agropecuária registrou queda de 6,0% em relação a igual período do ano anterior. Algumas culturas mostraram retração na estimativa de produção anual e perda de produtividade, como milho (-25,5%), algodão (-16,9%), laranja (-4,7%) e cana de açúcar (-2,0%). Café (11,0%) e mandioca (3,8%), cujas safras também são significativas nesse trimestre, apontaram crescimento na produção.

A indústria sofreu queda de 2,9%. Nesse contexto, a indústria de transformação recuou 3,5%, resultado influenciado pelo decréscimo na produção de máquinas e equipamentos; da indústria automotiva e outros equipamentos de transporte; produtos de metal; artigos do vestuário; produtos farmacêuticos; móveis e equipamentos de informática.

A construção também apresentou redução no volume do valor adicionado (-4,9%). Já a extrativa mineral caiu 1,3% em relação ao terceiro trimestre de 2015, puxada principalmente pela queda da extração de minérios ferrosos. A atividade de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana registrou expansão de 4,3%, influenciada pelo efeito-base proveniente do desligamento de termelétricas no 3º trimestre de 2015 e no 1º e 2º trimestres de 2016.

Os serviços caíram 2,2% na comparação com o mesmo período do ano anterior, com destaque para a queda de 7,4% em transporte, armazenagem e correio e de 4,4% no comércio (atacadista e varejista). Também apresentaram resultado negativo as atividades de intermediação financeira e seguros (-3,3%), outros serviços (-2,5%) e serviços de informação (-1,5%). Administração, saúde e educação pública (0,1%) e as atividades imobiliárias (0,1%) mantiveram-se praticamente estáveis no período.

Pelo sexto trimestre seguido, todos os componentes da demanda apresentaram resultado negativo na comparação com igual período do ano anterior. A despesa de consumo das famílias caiu 3,4%. Este resultado pode ser explicado pelo comportamento dos indicadores de inflação, juros, crédito, emprego e renda ao longo do período.

A formação bruta de capital fixo sofreu contração de 8,4% no terceiro trimestre de 2016, a 10ª consecutiva. Este recuo é justificado pela queda das importações e da produção interna de bens de capital, sendo influenciado ainda pelo desempenho negativo da construção. A despesa de consumo do governo caiu 0,8% frente ao terceiro trimestre de 2015.

No setor externo, as exportações variaram 0,2% (após terem crescido 4,0% no trimestre anterior), enquanto que as importações caíram em 6,8% no terceiro trimestre de 2016, ambas influenciadas pela valorização de 8,5% na taxa de câmbio e pelo desempenho da atividade econômica registrados no período.

Dentre as exportações, as maiores quedas ocorreram na agropecuária, siderurgia e extrativa mineral. Nas importações, as maiores quedas ocorreram em máquinas e equipamentos, siderurgia, indústria automotiva, borracha, plástico, eletroeletrônicos, confecções e calçados.

De janeiro a setembro, PIB acumula queda de 4,0%

O PIB no acumulado do ano até o terceiro trimestre de 2016 recuou 4,0% em relação a igual período de 2015. É a maior queda acumulada para o período de janeiro a setembro desde o início da série histórica iniciada em 1996. Nesta base de comparação, agropecuária (-6,9%), indústria (-4,3%) e serviços (-2,8%) acumulam queda.

Na análise da demanda interna, houve queda de 11,6% da formação bruta de capital fixo. A despesa de consumo das famílias (-4,7%) e a despesa de consumo do governo (-0,7%) também acumulam queda no ano. Analisando-se o setor externo, as importações caíram 13,1%, enquanto que as exportações cresceram 5,2%.

PIB acumulados em quatro trimestres cai 4,4%

O PIB acumulado nos quatro trimestres terminados em setembro de 2016 recuou 4,4% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. Esta taxa resultou da contração de 3,8% do valor adicionado a preços básicos e do recuo de 8,3% nos impostos sobre produtos líquidos de subsídios. O resultado do valor adicionado neste tipo de comparação decorreu das quedas na agropecuária (-5,6%), indústria (-5,4%) e serviços (-3,2%).

Sob a ótica da despesa, todos os componentes da demanda interna apresentaram resultado negativo pelo sexto trimestre consecutivo. A formação bruta de capital fixo sofreu contração de 13,5%. A despesa de consumo das famílias (-5,2%) e a despesa de consumo do governo (-0,9%) também apresentaram queda.

Já no âmbito do setor externo, as exportações cresceram 6,8%, enquanto que as importações recuaram 14,8%.

PIB no 3º tri de 2016 chega a R$ 1,6 trilhão

O PIB no terceiro trimestre de 2016 totalizou R$ 1,580 trilhão, sendo R$ 1,371 trilhões referentes ao valor adicionado a preços básicos e R$ 209,3 bilhões aos impostos sobre produtos líquidos de subsídios.

A taxa de investimento no terceiro trimestre de 2016 foi de 16,5% do PIB, abaixo do observado no mesmo período do ano anterior (18,2%). A taxa de poupança foi de 15,1% no terceiro trimestre de 2016 (ante 15,3% no mesmo período de 2015).

Revisão das séries das Contas Trimestrais

As Contas Nacionais Trimestrais têm a rotina de, na divulgação do terceiro trimestre de cada ano, realizar uma revisão mais abrangente que incorpora os novos pesos das Contas Nacionais Anuais de dois anos antes.

Comunicação Social
30 de novembro de 2016

Fonte: IBGE