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O que Trump vai causar?

Tenho escrito aqui desde antes da eleição americana de 2016, quando o Trump ainda era apenas um candidato, mas que depois ganhou no colégio eleitoral e perdeu no voto popular, tornando-se o 45º presidente americano, que sua administração, por seu pensamento isolacionista, vai gerar conflitos diplomáticos que nos vão levar à uma guerra mundial.

Desde quando Trump foi devidamente efetivado no cargo de presidente, seus decretos são todos discriminatórios. Não existe diplomacia em seu governo e o que estava resguardado pelo seus antecessores, começaram a ser jogados na lama.

Impedir entrada de cidadãos nos EUA é rasgar a constituição americana e todos os princípios propagados pelos governos anteriores de um país livre e justo. Veja que nenhum dos países atingidos pelo decreto de Trump está em guerra contra os EUA, ato que justificaria o impedimento.

O certo é que as várias atitudes do novo governo, em especial de isolação, trará no futuro sua bancarrota. Países como China, Japão, Alemanha e Rússia, podem assumir seu lugar. Afirmar que os EUA por ser potência atômica e militar poderá impor seu vontade, não é verdade. As demais nações citadas acima, tirando o Japão, também são potências militares e podem manter peso coercitivo.

Trump levará os americanos para o mesmo fim do livro “A revolta de atlas” e ninguém visualiza isso hoje. Os diversos grupos da sociedade civil americana já começaram a entrar na Justiça para anular os decretos discriminatórios. A decisão final que caberá a Suprema Corte americana, vai ser o balizador dos limites de Trump. Mas a questão central é saber se ele vai acatar o que for decidido pela justiça americana.

Como paciência tem limite, os governos chineses e alemães já advertiram Trump que ele deve portar suas ações com mais cautela. Evitar o conflito diplomático é fundamental. No fim, duas opções teremos: Ou vamos ter guerra mundial pelas falas e ações tresloucadas de Trum, ou suas falas não serão levadas em consideração pelos demais países e ele ficará falando no twitter para fantasmas.

Espero, sinceramente, que seja a segunda.

A nova ordem mundial

O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, apresentou na campanha um plano de governo expansionista como forma, em seu entendimento, de tirar os americanos da incapacidade de crescimento da economia.

Algumas medidas eleitoreiras foram: diminuir tributos, aumentar o financiamento público para obras (diversas), desregulamentar o sistema financeiro (diminuindo as amarras para concessão de empréstimos) e taxar produtos estrangeiros.

Realmente, as medidas anunciadas são de expansão pura. O mesmo procedimento adotou a ex-presidente Dilma no Brasil, mas num contexto diverso.

Trump só não vai mexer nos juros, pois lá, o presidente do Banco Central Americano – Federal Reserve – FED, possui mandato não coincidente com o do presidente dos EUA, justamente para evitar intromissão na política de juros.

Os dados da economia americana já mostram recuperação, sendo que a implementação das medidas anunciadas por Trump, causará mais estrago no longo prazo.

Imprimir moeda para financiar investimentos em infraestrutura, trará aumento da inflação e a necessidade da elevação dos juros dos títulos públicos americanos em maior monta do que o programado.

O corte de tributos sem um programa de ajuste fiscal, será perigoso para manter as finanças americanas em dia. Veja que se eu fecho uma das mãos (arrecadação) e aumento a outra (investimento), a conta no final do mês não vai fechar. Ou seja, vai faltar recurso para equalizar receita x despesa, assim, logo teremos o povo americano sendo obrigado a sofrer com inflação alta e descontrole dos gastos públicos e privados.

Tentando evitar o caos lançado por Trump em sua campanha, medidas econômicas, o FED vai subir os juros além do necessário para evitar uma inflação acima de 2% ao ano, encarecendo a tomada de financiamento pela população, reduzindo, com isso, o crédito e causando um desencontro nas finanças privadas.

Os juros mais altos aumentarão o custo da alavancagem empresarial, forçando o setor a repassar para os produtos o aumento da despesa financeira. No final, a conta vai sobrar para o eleitorado de Trump, que ao invés de consumir, vai estancar.

No curto prazo as medidas trumpistas resolverão o problema do baixo crescimento da economia americana, mas no longo prazo a fatura será enorme, pois o crescimento imediato não terá alicerce em sólidas colunas fiscais.

Os EUA serão daqui uns 3 ou 4 anos, se realmente as medidas trumpistas forem colocadas em prática, o Brasil de hoje, com descontrole do orçamento público, queda na receita (tributos), aumento das despesas e caos nos orçamentos familiares, empresariais e públicos.

Neste tempo, o resultado do Brexit já começará a ser sentido pelos ingleses – baixo crescimento econômico e recessão. É possível que a Alemanha esteja sendo controlada pela mesma turma que prega o isolamento, idem a França, que somado ao descontrole fiscal americano, permitirão o retorno de políticos ligados a ortodoxia para salvar as contas públicas.

A exemplo é simples: O Brasil passou por tudo isso que estamos vendo nos demais países acima citados. Somos até hoje um país fechado ao comércio (isolamento), fizemos um planejamento expansionista sem controle fiscal (programa econômico de Dilma), com financiamento público no balde, intervenção no domínio econômico desregrado e na segurança jurídica inapropriado, que tudo somado, estimulou a corrupção e a queda do governo. Hoje o governo é ortodoxia pura como forma de salvar o que ainda resta de um país esfacelado.

E assim será nesses países. O problema é que eles são loucos, possuem bombas atômicas, gostam de fazer guerras e colocam a culpa sempre nos outros, nunca neles. As opiniões são levadas aos extremos e tudo pode acontecer.

As teses plantadas atualmente para o crescimento das nações pelos atuais políticos de plantão, são um perigo para a ordem mundial. A Rússia busca apenas uma desculpa para começar a terceira guerra mundial e vem preparando isso com cuidado.

Putin busca sua perpetuação no poder como seus antepassados da era czarina. Sob seu comando, a Rússia acaba de sair da jurisdição do Tribunal Penal Internacional, ou seja, não está mais sob o alcance das condenações por crimes de guerra, permitindo ao seu país praticar as maiores atrocidades em qualquer conflito que esteja participando.

As duas guerras mundiais começaram com conflitos no Leste, passando pelo centro e finalizando no Oeste. E parece que esse deve ser de novo o surgimento da terceira guerra mundial. Um país beligerante do Leste (Rússia) que perturba o centro (Europa) e provoca o Oeste (EUA).

Com os povos sofrendo com as crises econômicas em seus países, começam a levar ao poder pessoas que no seu íntimo cultivam esse sentimento beligerante. Tais políticos se aproveitam das crises econômicas e vão colocando seus tentáculos nas salas de comando dos arsenais nucleares.

Se algo não for feito com urgência para estancar essa sangria desvariada de políticos voltados para o caos, seremos em pouco tempo varridos do mapa.

Mas a culpa não é deles, apenas se aproveitam de um situação criada pelo capitalismo desgovernado e sem regulamentação como foi a crise sub-prime americana.

Nos EUA daquela época e de hoje, ainda existe na mente dos administradores americanos, a necessidade de não regulamentar o sistema financeiro, bancário, crédito e empréstimo, sob o mantra de que o mercado se autorregula.

E foi essa autorregulamentação que criou e que cria todas as crises econômicas existentes no mundo (1929, 1998 e 2008). Assim, a solução passa por regras mais rígidas e claras na economia mundial e nas governanças públicas, forçando a prezarem pela estabilidade da moeda a todo e qualquer custo.

A nova ordem mundial está em perigo, mas será que deve ser salva??

Trump, o cara!!!

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Trump, o cara!!! Obama na década passada chamou Lula, o molusco brasileiro, na época como presidente do Brasil, de o cara. Bem, o cara brasileiro deu no que deu. Lula corre o risco de ser preso por causa da operação Lava-Jato, mas o cara americano, Trump, fez uma campanha falando o que pensava de tudo e de todos.

Foi escolhido pelos americanos como presidente dos Estados Unidos. O povo é soberano em sua escolha. Do mesmo jeito que escolhemos Dilma por duas vezes e quebramos a cara por duas vezes, o povo americano tem todo o direito de escolher Trump como presidente.dilma rindo

A questão central é saber se vão quebrar a cara. Acho, sinceramente, que Trump fez uma campanha mostrando os podres dos demais adversários. Falou para o público o que eles queriam ouvir.

A diferença agora é que sentar na cadeira de presidente dos Estados Unidos a coisa muda. Ele sabe que não poderá administrar um país com a forma da campanha, terá que remodelar sua fala e entender que administrar o mais país do mundo em poderia militar, é ter prudência e calma.

trump-1Entendo que foi temeroso eleger Trump, mas acho que ele não fará de sua administração o que propagou na campanha. Claro que alguma coisa ele vai fazer, talvez construir o muro, diminuir impostos ou sei lá, mas no final, ele não irá ser o Trump da campanha.

O importante é entender o significado da eleição americana somada ao Brexit e demais pelo mundo. Veja que no Brasil o PT foi varrido do mapa, a Inglaterra vai sair da comunidade europeia e os americanos elegem uma pessoa que vai contra tudo na economia e diplomacia.

O povo dessas diversas nações manda um recado claro: Não aceitamos mais o mesmo, precisamos mudar para mudar a vida das pessoas. Não queremos mais viver sobre promessas vagas e sem sintonia com o povo.

Trump certamente será um diferencial. Quem domina a chave do maior arsenal atômico do mundo, pode sim surpreender numa boa administração. Que assim seja com Trump, o cara!!!

Enfim, o teatro eleitoral americano vai acabar

O que Trump quer, é o que todos nós queremos, PODER!!! Trump não é um ser extraordinário, mas uma pessoa comum como qualquer outra. Sua graça é saber aproveitar muito bem, as oportunidades que a vida proporciona. Não importa, para ele, se é boa ou ruim, o importante é aproveitar e fazer de tudo para massificar seu retorno positivo.

Trump sabe aproveitar as oportunidades como ninguém até hoje fez. Sua fala é para a massa de americanos descontentes com o sistema. Fazer tudo para chegar ao poder é o menor de suas preocupações. Se está num estado onde as armas são veneradas, ele fala bem e demoniza quem diz o contrário, pois o voto daquele que possui arma é igual daquele que não possui, portanto, cada um vai ouvir o que lhe interessa.

Trump como rei das falas contrárias é o filho do sistema americano em colapso. Os Estados Unidos desde sempre forçaram todos os demais países a fazerem e rezarem em sua cartilha, agora, depois da eleição de 2016 que finda hoje, serão, também, o exemplo daquilo que não devemos seguir.

A estilo de vida americano faliu. Não existe reparo pelo que vimos nessa campanha e não podemos relevar que todos àqueles que presenciaram essa guerra eleitoral, irão esquecer tudo na noite de terça para quarta, dia seguinte ao resultado no mais novo velho presidente dos Estados Unidos.

Uma lição enorme que nos foi passada pelos americanos, pois se eles não conseguem entender para onde está caminhando sua civilização, quem somos nós para buscar esse entendimento.

Como todo império um dia acaba, podemos dizer que a eleição deste ano é o início daquilo que um dia iremos conhecer nos livros de história como a era do sonho americano de ser, de se vestir e de se portar.

Agora, será que Hillary é diferente ou apenas veste uma roupagem feminina???

Is Leftist Era Fading in Latin America? Ask Colombia and Brazil

Matéria do NYT (03/10/2016). Pode ser acessado no endereço NYT.

Dilma Rousseff, a leftist, was impeached amid a divisive political climate in Brazil. Her predecessor and mentor, the once-powerful Luiz Inácio Lula da Silva, faces a corruption inquiry.CreditTomas Munita for The New York Times

RIO DE JANEIRO — It was not a banner day for Latin America’s leftists.

Colombia rejected a peace deal with Marxist rebels on Sunday, delivering a very public victory to the conservative former president who campaigned passionately against it. On the same day, voters in Brazil handed a resounding defeat to the leftist party that once controlled their country, knocking it down in municipal elections.

It was just another sign of the shift to the right in Latin America. In less than a year, voters have thwarted the leftist movement in Argentina andelected a former investment banker as president of Peru, while lawmakersimpeached the leftist leader of Brazil.

“Put simply, conservatives are on the rise in Latin America,” said Matías Spektor, a professor of international relations at Fundação Getúlio Vargas, a university in Brazil.

Many factors are feeding the trend. The sharp drop in commodities prices has eroded economic growth around Latin America and the support leftist governments once drew from it. The clout of evangelical Christian megachurches is expanding, and they are confronting socially liberal policies and channeling widespread dissatisfaction with the status quo.

But in one country after another, the results are the same: Leaders embracing market-friendly policies are eclipsing the leftists who exerted sway around the Americas in the previous decade. Once-powerful leftist presidents like Luiz Inácio Lula da Silva of Brazil and Cristina Fernández de Kirchner of Argentina now face corruption inquiries.

Still, political analysts caution that the trend does not necessarily involve a wholesale rejection of the policies that won admiration and votes for leftist governments in previous years. For instance, Michel Temer and Mauricio Macri, the leaders of Brazil and Argentina, have expressed support for maintaining popular antipoverty programs.

Peru’s new president, Pedro Pablo Kuczynski, relied on an alliance with the left to defeat his rival, Keiko Fujimori, the daughter of Alberto Fujimori, the imprisoned former president.

Likewise, Colombia’s vote on the peace deal offered an example of how unpredictable politics is getting in some parts of Latin America. Leaders around the region — from an array of ideological backgrounds — had supported the agreement, which was forged between President Juan Manuel Santos and the Revolutionary Armed Forces of Colombia, or the FARC.

Colombians rebuffed the deal largely because they thought it was too lenient on the FARC, enabling most fighters to walk away scot-free. But the result also showed how ready voters were to reject what the political establishment was offering.

“Voters defying the status quo is hardly peculiar to Colombia,” said Michael Shifter, president of Inter-American Dialogue, a policy group in Washington. “It fits a pattern that can be discerned in Argentina, Brazil, Venezuela, Mexico and other countries.”

Leaders around Latin America are paying close attention to the shifting mood in their countries. In Chile, President Michelle Bachelet returned to office in a landslide in 2013 on a platform of reducing inequality.

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President Pedro Pablo Kuczynski of Peru, a former investment banker, relied on an alliance with the left to defeat Keiko Fujimori, the daughter of the former President Alberto Fujimori. CreditMariana Bazo/Reuters

But Ms. Bachelet shifted course in the face of a slowing economy and a graft scandal involving her family, naming a finance minister respected by the business establishment. Her government’s budget for 2017 prioritizes Chile’s tradition of fiscal prudence while reining in stimulus spending.

In Brazil, a country of 206 million, half of South America’s population, the shift to the right has unfolded against a backdrop of rising political divisiveness.

Supporters of the impeached president, Dilma Rousseff, argue that her ouster was the equivalent of a coup, a view that has weighed on the legitimacy of Mr. Temer, her former vice president who rebelled against her. Candidates from his centrist Brazilian Democratic Movement Party were also roundly defeated in Sunday’s mayoral elections in Brazil’s largest cities.

But the Brazilian Social Democracy Party, which had its origins in the opposition to the country’s military dictatorship before evolving into a more conservative grouping that now anchors Mr. Temer’s coalition, scored big gains. One of the party’s members, João Doria, a former host of a reality television show that involved firing participants on the air, glided to victory in the mayoral race in São Paulo, Brazil’s largest city.

Some in the region see parallels with the “Brexit” vote in which Britain elected to leave the European Union, or the chance that Donald J. Trump, who also starred in a reality game show in which he fired contestants, will win the presidential election in the United States.

The vote in Colombia reflected a shift “from magical realism to tragic realism,” the Colombian writer Héctor Abad Faciolince said on Twitter, referring to the mythical narratives of Latin American authors like Gabriel García Márquez. “All that’s left now is for Trump to win.”

Colombia, for its part, has long defied easy explanations of its politics. A top ally of Washington in Latin America, the country has traditionally been more politically conservative than some of its neighbors, even as nominally leftist guerrillas persisted for decades in its jungles.

The rightward shift has stalled in some parts of the region. While the opposition won control of Venezuela’s National Assembly earlier this year, the country’s leftist president, Nicolás Maduro, has managed to delay a referendum to remove him from office despite the collapsing economy.

In Bolivia, the leftist government of President Evo Morales has wonplaudits from the International Monetary Fund for its management of the economy. Bolivia’s central bank said in September that it expected gross domestic product to expand by about 5 percent this year, ranking it among Latin America’s fastest-growing economies.

But in a recent speech peppered with references to Marx and Lenin, even Bolivia’s vice president, Álvaro García Linera, acknowledged the ebbing influence of leftists in the region.

“We are facing a historical turning point in the region; some are talking about a throwback,” Mr. García Linera said, comparing the current situation to previous periods of conservative resurgence in Latin America. “We must relearn what we learned in the ’80s and ’90s, when everything was against us.”

As leaders on the left pick up the pieces in parts of Latin America, their dilemma now resembles that of the conservative politicians they long struggled to dislodge.

“We can think of the shift as a Latin American variant of the West’s blossoming romance with anti-establishment movements,” Mohamed A. El-Erian, the chief economic adviser at Allianz, the German financial services giant, wrote in a recent essay. “For now, rightist parties and policy agendas are the main beneficiaries of the region’s economic and social disillusion.”

TRUMP x coerência

Uma eleição é uma eleição, certo? Não quando falamos dos Estados Unidos. Dizem que só existe uma Democracia no mundo, a americana. Todo o resto é imitação. Bem, dizer que só nos Estados Unidos existe uma Democracia e que todo o resto é imitação, é surreal.

Acredito que a democracia americana é o que é por causa da força militar. Sem ela, os Estados Unidos não são nada. Impor o dólar por meio da arma é muito vantajoso. Roma fez isso. O Egito antigo também, mas o maior país do mundo em força militar pode fazer outras coisas engraçadas.

Veja a eleição presidencial americana. De um lado temos Hillary, mas sensata e coerente com a fala; do outro lado temos Trump, um empresário tresloucado que afirmou ter trabalhado tanto ao fornecer tantos empregos.

O mundo inteiro fica de olho no que está ocorrendo nos Estados Unidos. Se Hillary ganhar, continua tudo na mesma; mas se Trump vencer, ninguém sabe o que esse homem poderá fazer com a maleta dos códigos das bombas atômicas.

trumpAssisti o último debate e ouvi Trump dizer que vai cobrar pela proteção do  Japão, Coréia do Sul e etc. Parece surreal um candidato à presidente dos Estados Unidos falar uma besteira dessa.

O Japão e a Coréia do Sul precisam da proteção dos Estados Unidos, justamente porque esse foi um dos vencedores da Segunda Guerra Mundial e ator da divisão do mundo entre ocidentais e orientais.

Gosto de ler os livros do americano John Grisham. Neles o autor mostra as disparidades da cultura americana e como eles acabam com a vida de seus pares sem a menor piedade. Assim é Trump, um ser maluco e sem condições de presidir os Estados Unidos.

Acontece que os Estados Unidos são uma caixa de surpresa, você nunca sabe o que poderá sair das urnas. Lá, tudo é mídia e balburdia midiática. São influenciados diariamente pelos canais de televisão e eleger Trump com seu jeito irresponsabilidade pode acontecer.trump-1

Vamos esperar e ver o que acontece. Mas desejo que Hillary ganhe a eleição para podermos ter mais quatro anos de vida tranquila no planeta terra. Agora sei que nos Estados Unidos uma eleição nem sempre é uma eleição, mas um show de mídia!!!

Cervejoduto

A iniciativa privada é o motor de toda economia. Os projetos saem com valor correto e a construção sem sobrepreço. Imaginar a iniciativa privada como um país, é dizer que tudo correrá bem e conforme o planejado. Os dissabores existentes na iniciativa privada são causados pelo poder público ou por funcionário desleixado. Se os governos (federal, estadual e municipal) praticassem os costumes da iniciativa privada, o poder público seria melhor e a população teria um serviço público de primeira qualidade.

E o que me levou a escrever o parágrafo acima? É que recentemente li uma reportagem sobre uma cervejaria belga chamada De Halve Maan, fundada em 1856 por Leon Maes, na cidade de Bruges (Bélgica). A cerveja produzida é de alta fermentação nublado com um gosto amargo, mas estava enfrentando uma problema que poderia acabar dificultando a produção.

A fabricação do valioso líquido dourado fica numa ponta da cidade e a engarrafadora do outro lado. Como a cidade de Bruges ainda preserva sua áurea medieval, milhares de turistas do mundo vão conhecê-la, o que atrapalhava o transporte da fábrica para a engarrafadora. Como os caminhões precisavam passar pelo centro da cidade que fica lotado de visitantes, a produção estava tendo dificuldade para entregar o produto final.

E como resolver o problema? Qual a solução? A cervejaria pensou então em fazer o mesmo que se faz para transportar o petróleo (oleoduto), dando o nome de “”cervejoduto””. Xavier Vanneste, diretor da De Halve Maan, disse que “Até onde sabemos, é a primeira vez que algo assim foi feito”, mesmo sendo “… um produto antigo, mas o projeto é inovador”.

A solução encontrada foi brilhante. Além de reduzir o custo para empresa com o transporte rodoviário, o “cervejoduto” poderá trabalhar 24 horas por dia sem se preocupar com turistas, semáforos, chuva e etc. O “cervejoduto” já foi uma ideia genial, mas mais genial ainda foi a forma que a empresa utilizou para financiar a obra. Realizou uma vaquinha “on-line” onde seus consumidores compravam uma cota, várias existentes e diferentes valores, para receber pelo resto da vida a cerveja. Poderia ser algumas cervejas no dia do seu aniversário ou todo dia uma garrafa na porta de sua casa. O custo da obra foi de US$4,5 milhões de dólares. Já em atividade, o “cervejoduto” poderá transportar por hora o correspondente a mais de 12 mil garrafas.

A iniciativa privada pensa na solução do problema para evitar a paralisia da produção, pois sabe que se deixar de produzir não vai gerar receita e terá que fechar a porta. O poder público não possui esse problema, pois a falta de dinheiro é sempre suprida com o aumento de imposto. Todavia, a incompetência gerencial do setor público deve ter um limite.

A população brasileira parece que acordou do sono profundo. Hoje, o gestor público é vigiado por instituições e associações que mapeiam o gasto público e questionam quando são mal empregados. O que falta mudar é a culpabilidade dos gestores públicos que ainda aproveitam as lacunas das diversas legislações para impedir a condenação, continuando no poder.

Mas voltando ao caso da cerveja, nós temos um exemplo de inteligência nacional no líquido dourado. O trio Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sucupira e Marcel Hermann Teller compraram em 1989 a cervejaria Brahma que estava falida. Organizaram a empresa e em 1999 fundiram com a Antartica, criando a Ambev. Em 2004 fundiram-se com a Interbrew formando a Inbev e, por fim, com a  Anheuser-Busch, criando a maior cervejaria do mundo – AB Inbev.

Quem tiver curiosidade em conhecer a história da cervejaria De Halve Maan, basta acessar <http://www.halvemaan.be> e do trio brasileiro, basta ler o livro “Sonho Grande”.

Marco Antonio Mourão de Oliveira, 40, é advogado, especialista em Direito Tributário pela Universidade de Uberaba-MG e Finanças pela Fundação Dom Cabral-MG.

Artigo publicado no Jornal Opinião, Estado do Acre, no dia 20 de setembro de 2016.

Venezuela 2016

Escrevemos no último dia (18) sobre a profissão de ‘Bachaqueros’, que é a mais próspera na Venezuela do falecido Hugo Chávez e do atual presidente Nicolás Maduro. Os ‘bachaqueros’ são os contrabandistas do país socialista.

Naquele país não existe um Poder Judiciário independente. A maioria dos magistrados de todas as instâncias são favoráveis ao governo Maduro que nomeia e exonera quem não ler sua cartilha socialista masoquista. Maduro ainda governa por causa do apoio das Forças Armadas que recebem todas as rações necessárias para uma vida digna em desfavor do restante a população.

Num evento transmitido pela televisão no dia 19 de agosto passado, Maduro ameaçou a oposição afirmando que as ações tomadas pelo presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, para controlar o golpe sofrido em seu país, parecerá brincadeira de criança com a que ele tomará na Venezuela. Disse o presidente tresloucado da Venezuela: “Erdogan vai parecer um bebê de colo comparado com o que a revolução bolivariana fará caso a direita ultrapasse a linha com um golpe.”

Uma parte do que acontece na Venezuela hoje é culpa de Lula e Dilma que sempre aceitaram com o silêncio, as aberrações desse regime maluco. Depois do afastamento de Dilma, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil passou a ter outra atitude com o governo de Maduro. Diversas mensagens já foram enviadas no sentido de que o governo venezuelano deve mudar sua forma de atuação e que a oposição deve ser tratada com respeito. O ministro Serra deixou bem claro esse entendimento quando bloqueou a Venezuela de assumir a presidente do Mercosul, estando, hoje, o bloco sendo comandado pelos diplomatas dos quatro países fundadores (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai). Esse último, Uruguai, que deixou a presidência, quer manter a rotatividade e colocar a Venezuela na presidência do bloco.

Para continuar lendo, clique Venezuela 2016.

Marco Antonio Mourão de Oliveira, 40, é advogado, especialista em Direito Tributário pela Universidade de Uberaba-MG e Finanças pela Fundação Dom Cabral-MG.

Artigo publicado no dia 31 de agosto de 2016, no Jornal Opinião – Acre.

REAL VALORIZADO

Nos dois últimos artigos (19 e 26/07/2016) tratamos sobre o câmbio, suas regras e a recente apreciação do real frente ao dólar. Hoje, o terceiro artigo da série câmbio, iremos abordar se o Real manterá essa valorização em relação ao dólar, já que em fevereiro passado o mesmo chegou a valer mais de R$4,00.

A análise do caso deve começar pela recente decisão do Reino Unido em deixar a União Europeia, o que irá transformar a relação comercial de todos os país com o velho continente. Mesmo dentro da Comunidade Europeia, a relação também irá mudar entre o próprio Reino Unido e a União Europeia. A livre circulação de bens, direitos e mercadorias serão afetados, não possuindo o Reino Unido depois de sua saída, acesso aos demais países integrantes da União Europeia sem uma taxação. Diversas tarifas serão aplicadas ao comércio entre estas duas partes e o mercado financeiro deixará de movimentar seus trilhões de dólares e euros livremente, principalmente os bancos que possuem suas bases na Inglaterra. No sistema financeiro da União Europeia, uma licença de operação concedida por um Banco Central de um dos membros da União Europeia, permite que o banco possa operar em toda a união sem precisar obter em cada país a autorização de operação. Assim, todos os demais bancos de fora da União Europeia que escolheram Londres como sua base de operação para os demais países europeus, terão que rever sua política, devendo transferir para outros países sua sede no continente europeu se quiserem operar no mercado financeiro.

Para continuar lendo, clique Real Valorizado.

Marco Antonio Mourão de Oliveira, 40, é advogado, especialista em Direito Tributário pela Universidade de Uberaba-MG e Finanças pela Fundação Dom Cabral-MG.

Artigo publicado no dia 2 de agosto de 2016, no Jornal Opinião – Acre.

RESERVA INTERNACIONAL

A crise econômica criada pelo governo de Dilma 1 e sentida pelos brasileiros no Dilma 2, só não é pior por causa de nossa reserva internacional. A sorte do Brasil e dos brasileiros, é que a Nova Matriz Econômica – NME deixou de lado os mais de US$370 bilhões de dólares que temos guardados fora do Brasil pelo Banco Central.

Graças ao dinheiro dos brasileiros guardado e aplicado no exterior, estamos conseguindo restringir a crise econômico. Por causa de nossa reserva cambial, os investidores estrangeiros não abandonaram o país e continuam, mesmo que calmamente, aplicando seus capitais em investimentos nacionais. Mas como o brasileiro é sempre formidável nos “jeitinhos”, nossos políticos decidiram tratar a reserva cambial convertida em Real como um ganho contábil, começando a fabricar dinheiro virtual (contábil) para pagar as contas.

Para continua lendo, clique Reserva Internacional.

Marco Antonio Mourão de Oliveira, 40, é advogado, especialista em Direito Tributário pela Universidade de Uberaba-MG e Finanças pela Fundação Dom Cabral-MG.

Artigo publicado no dia 9 de agosto de 2016, no Jornal Opinião – Acre.

BACHAQUEROS

‘Bachaqueros’ é o nome venezuelano para o que conhecemos nestas duas semanas olímpicas como cambistas, mas na realidade venezuelana, os ‘bachaqueros’ são o que conhecemos como contrabandistas. Essa é a “profissão” que mais prospera na Venezuela do falecido Hugo Chávez e do atual presidente Nicolás Maduro.

Os ‘bachaqueros’ são responsáveis em prover a população venezuelana de todos os produtos, medicamentos e bens que faltam nos supermercados, farmácias e comércio em geral. Eles não se importam se o produto é de primeira, segunda ou terceira necessidade. Basta pagar o valor do mercado negro que o cliente leva a mercadoria imediatamente.

A Venezuela enfrenta uma escassez de produtos, medicamentos e bens de todos os gêneros. A população vive um colapso geral e os produtos alimentícios, quando existentes, não são suficientes para todos. Até papel higiênico deixou de existir.

Para continuar lendo, clique Bachaqueros.

Marco Antonio Mourão de Oliveira, 40, é advogado, especialista em Direito Tributário pela Universidade de Uberaba-MG e Finanças pela Fundação Dom Cabral-MG.

Artigo publicado no dia 16 de agosto de 2016, no Jornal Opinião – Acre.