Montadora não vai responder por erro de concessionária que vendeu carro alienado

STJ notícias

A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) afastou a responsabilidade de uma montadora de veículos por atos de má gestão praticados pela concessionária, que vendeu um carro alienado e não tomou as providências necessárias para levantar o gravame e transferir a propriedade ao consumidor. A decisão reforma acórdão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).

O comprador entrou com ação contra a montadora e a concessionária pretendendo a transferência do veículo livre de ônus, além de indenização por danos materiais e morais. Em juízo, o representante da concessionária admitiu que costumava alienar fiduciariamente os veículos para levantar dinheiro e que, após a venda, quitava a dívida no banco. No caso, porém, o consumidor não conseguiu a transferência porque o veículo continuava alienado.

Considerando que a relação era de consumo, o TJSP concluiu haver responsabilidade solidária da concessionária e da fabricante do veículo. No entanto, a Terceira Turma do STJ entendeu que, se não foi a montadora que deu o veículo em alienação fiduciária, não pode ela responder pelo levantamento do gravame. “Só quem onera com ônus real um bem é juridicamente capaz de levantar tal ônus”, afirmou o relator, ministro Moura Ribeiro.

Por isso, segundo ele, a montadora não tem legitimidade para figurar no polo passivo da ação, já que não poderia tomar as providências exigidas pelo consumidor em relação ao gravame e à transferência do veículo.

Solidariedade

A jurisprudência do STJ já estabeleceu que, em princípio, considerando o sistema de comercialização de automóveis por meio de concessionárias autorizadas, tanto o fabricante quanto o comerciante que aliena o veículo são solidariamente responsáveis por eventuais danos causados ao consumidor.

Há também, segundo Moura Ribeiro, orientação no sentido de que a existência dessa solidariedade não impede que possa ser apurada eventual responsabilidade de apenas um deles, dependendo das circunstâncias relatadas em cada processo (REsp 1.155.730).

No caso, a Turma concluiu que não houve vício do produto, mas sim falha na prestação do serviço de venda, atribuída à concessionária, o que afasta o nexo de causalidade entre a conduta da fabricante e o dano suportado pelo consumidor.

A ação contra a montadora foi extinta sem resolução de mérito, nos termos do artigo 267, inciso VI, do Código de Processo Civil. “Não se pode pretender responsabilizar o fabricante por atos de má gestão e administração praticados pela concessionária”, afirmou Moura Ribeiro.

Leia o voto do relator.

Terceira Seção edita mais quatro súmulas na área penal

STJ notícias

A Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ), especializada no julgamento de processos que tratam de matéria penal, aprovou a edição de quatro novas súmulas. Elas são o resumo de entendimentos consolidados nos julgamentos do tribunal e, embora não tenham efeito vinculante, servem de orientação a toda a comunidade jurídica sobre a jurisprudência firmada pelo STJ.

São estes os novos enunciados, seguidos de precedentes que embasaram sua edição:

Súmula 533

“Para o reconhecimento da prática de falta disciplinar no âmbito da execução penal, é imprescindível a instauração de procedimento administrativo pelo diretor do estabelecimento prisional, assegurado o direito de defesa, a ser realizado por advogado constituído ou defensor público nomeado” (REsp 1.378.557).

Súmula 534

“A prática de falta grave interrompe a contagem do prazo para a progressão de regime de cumprimento de pena, o qual se reinicia a partir do cometimento dessa infração” (REsp 1364192).

Súmula 535

“A prática de falta grave não interrompe o prazo para fim de comutação de pena ou indulto” (REsp 1364192).

Súmula 536

“A suspensão condicional do processo e a transação penal não se aplicam na hipótese de delitos sujeitos ao rito da Lei Maria da Penha” (HC 173426).

Sibá Machado volta para falar o que não deve

Ele voltou em grande estilo. Voltou falando que vai bater em todo mundo que falar mal do governo Dilma, do PT e dele.

siba-machado

Sibá é tão desqualificado para o posto que ocupa, que foi colocado na geladeira pelos colegas de partidos, passando os vice-líderes a tratar dos assuntos dentro do Congresso Nacional.

Como já deixei claro, ele é deputado pelo Estado do Acre, mas não nasceu lá e não representa o povo acreano, apenas parte da militância petista no Acre.

Abaixo texto publicado no jornal Folha de São Paulo em 29/10/2015:

O líder que não lidera*

“Bando de vagabundos! São vagabundos! Vocês são vagabundos! Vamos para o pau com vocês agora!”. As frases foram gritadas pelo deputado acriano Sibá Machado, líder do PT na Câmara. Ele se dirigia a cerca de 30 militantes pró-impeachment que exibiam uma faixa contra Dilma Rousseff nas galerias do plenário, na noite de terça-feira.

O destempero, que contribuiu para a tensão de ontem no gramado em frente ao Congresso, não surpreende quem conhece o personagem. Sibá é o deputado que sugeriu que a CIA estava por trás das manifestações contra o governo. A fala o transformou em motivo de chacota, no momento em que o Planalto tentava dar uma resposta séria aos protestos de rua.

Valente para ameaçar manifestantes, o petista costuma se encolher diante de Eduardo Cunha. Em março, disse que não havia “nenhuma razão” para o peemedebista ser investigado na Lava Jato. Neste mês, após a divulgação das contas na Suíça, insistiu que não via “nada de contundente” contra o presidente da Câmara. Acrescentou que o eventual afastamento dele era uma “questão de foro íntimo”. Como Cunha não quer sair, está tudo bem para Sibá.

Quando não diz bobagens, o petista parece estar no mundo da lua. Em setembro, ele sumiu de Brasília no momento em que Dilma começava a enfrentar a ameaça de impeachment. Foi descoberto em passeio oficial pelos Estados Unidos, para irritação de seus colegas de bancada.

A abulia de Sibá virou um constrangimento para o PT e a maioria dos 62 deputados da sigla. Os mais experientes chegaram a discutir sua destituição da liderança, por falta de condições para exercê-la. Optou-se por uma intervenção branca. O deputado passou a falar só o obrigatório, e os vice-líderes montaram um rodízio para substituí-lo na tribuna.

Esvaziado, Sibá agora preocupa menos porque se transformou num líder que não lidera. Por este ponto de vista, ele parece o homem certo para representar Dilma na Câmara.

Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/colunas/bernardomellofranco/2015/10/1699892-o-lider-que-nao-lidera.shtml>. Acessado em: 29/10/2015. 

*Bernardo Mello Franco, Jornalista, assina a coluna Brasília. Na Folha, foi correspondente em Londres e editor interino do ‘Painel’. Também trabalhou no ‘JB’ e no ‘Globo’. Escreve de terça a sexta e aos domingos.

Portanto, fica claro para todos e para o Brasil, que o ser Sibá Machado só sabe fazer política na base da porrada, ou seja, na velha forma da ex-União Soviética, de onde o PT teve seu aprendizado para governar o Brasil.

Leia também: SIBÁ VIROU INDIGESTOSIBÁ MACHADO E SUA LIDERANÇASIBÁ MACHADO AJUDA? e O GOVERNO PISCA*

Legalizar dinheiro, última esperança do governo

dinheiro voandoEstamos passando por um momento difícil na economia e na política como podemos ver todos os dias nos jornais televisivos, impressos e digitais.

A carência de tranquilidade que atinge todos os membros da sociedade é clara e o maior culpado disso tudo é a inflação que começa a surgir com força, fincando seus tentáculos no solo e falando que voltou para ficar alguns anos.

Só que a inflação não volta por voltar, é preciso que algo seja feito, e foi. A alteração do curso das políticas públicas da forma como foi perpetrada no primeiro governo Dilma, foi o estopim para o descontrole das finanças públicas.

A falta de sensibilidade da presidente – economista – de tratar com as finanças públicas só descabelou a economia. Parte da culpa também deve ser atribuída a elite empresarial que permitiu que o governo passado baixasse várias medidas que resultariam no descontrole das contas públicas.

Todavia, chegar ao ponto de salvar a contabilidade federal com a legalização de dinheiro remetido para fora do país por décadas e décadas, é o cúmulo do absurdo.

Escrevemos isso não pela medida em si, pois entendemos que todos os nacionais devem ter o direito de deixar no país ou fora dele seus recursos, mas todas as transações devem ser declaradas. O projeto é válido, serve para seu fim, mas a forma como é vendido fere o decoro público.

Não pode o governo atual afirmar que o repatriamento dos recursos salvará boa parte da incompetência de Dilma na administração da economia.

O projeto deve ser defendido como forma de legalizar sim, os recursos, porque é dever de todos os nacionais fazer a declaração de bens existentes no Brasil e no exterior. Sonegar rendimento, patrimônio ou seja lá o que for como forma de fugir da tributação nacional é crime.

Alegar que o dinheiro foi remetido para não ser atingido pelas diversas crises econômicas vividas, é salutar, mas a atitude de extirpar essa informação do Imposto de Renda – IR, não, e só serve como precedente da suposta origem escusa do recurso.

É lícito salvar seu patrimônio das pendengas econômicas do país, mas sua declaração no IR não iria retirar o valor do dinheiro transferido para o exterior. Pelo contrário, como o mesmo estaria em moeda forte – dólar – sua variação quando comparado com a moeda nacional, seja de que época for, estaria dando sempre ganho patrimonial se fosse repatriado.

Por outro lado, o pagamento de imposto sobre o mesmo só ocorria dos ganhos auferidos nas aplicações lá fora, nunca do principal remetido e já tributado.

Assim, alegar que a repatriação desses recursos é a salvação da lavoura do governo para entregar as contas em azul, é o maior absurdo, fazendo crer que Brasília vive de larotas para boi dormir.

O certo é defender que todo nacional pode remeter dinheiro para o exterior, mas desde que tenha declarado ao fisco, caso contrário, as suspeitas de origem escusa irá pairar no ar e deve ser investigada. Afinal, é crime não declarar renda e provento de qualquer natureza.

Pesquisa CNT

Divulgado hoje pela CNT a pesquisa sobre o governo Dilma e possível eleição presidencial. Os dados mostram que Dilma realmente não consegue sair da base da pirâmide de dados negativos. Os pesquisados colocam a presidente como incapaz de gerir a crise econômica.dilma

Os dados são esclarecedores e devem ser interpretados como sinal de esgotamento da paciência do povo brasileiro. Se a eleição fosse hoje, Aécio ganharia de todos os demais concorrentes, inclusive Lula e Marina, na realidade, Lula não ganha é de ninguém.

lulaefalcaoA derrota de Lula para todos os possíveis candidatos é uma vitória da democracia contra a mentira. O PT cavou sua própria sepultura e isso é brilhante, pois com uma oposição incompetente, o povo responde por sentir na carne os efeitos da inflação.

Os dados da pesquisa:

Avaliação de governo e desempenho pessoal da presidente

Federal: A avaliação do governo da presidente Dilma Rousseff é positiva para 8,8% dos entrevistados, contra 70,0% de avaliação negativa. A aprovação do desempenho pessoal da presidente atinge 15,9% contra 80,7% de desaprovação.

Eleições 2018

1º turno: Intenção de voto espontânea

Aécio Neves: 13,7%
Lula: 7,9%
Marina Silva: 4,7%
Dilma Rousseff: 1,8%
Geraldo Alckmin: 1,2%
José Serra: 1,1%
Jair Bolsonaro: 0,9%
Joaquim Barbosa: 0,4%
Luciana Genro: 0,2%
Branco/Nulo: 17,3%
Indecisos: 47,9%

1º turno: Intenção de voto estimulada

CENÁRIO 1: Aécio Neves 32,0%, Lula 21,6%, Marina Silva 21,3%
CENÁRIO 2: Marina Silva 27,8%, Lula 23,1%, Geraldo Alckmin 19,9% 
CENÁRIO 3: Marina Silva 27,9%, Lula 23,5%, José Serra 19,6%

2º turno: Intenção de voto estimulada

CENÁRIO 1: Aécio Neves 45,9%, Lula 28,3%
CENÁRIO 2: Geraldo Alckmin 36,4%, Lula 30,2%
CENÁRIO 3: José Serra 35,2%, Lula, 30,9%
CENÁRIO 4: Aécio Neves 37,7%, Marina Silva, 32,9%
CENÁRIO 5: Marina Silva 39,7%, Geraldo Alckmin 25,9%
CENÁRIO 6: Marina Silva 39,6%, José Serra 26,8% 

Pedaladas fiscais

52,6% têm acompanhado ou ouviram falar sobre o julgamento das contas do Governo Federal feitas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Desses, 61,3% consideram que o parecer pela rejeição das contas é motivo para realização de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Ainda em relação aos que estão acompanhando ou ouviram falar, 56,1% acreditam que o Congresso Nacional reprovará as contas.

Crise política

63,9% não têm conhecimento da reforma ministerial realizada pelo Governo Federal em outubro. Para 42,9%, a reforma era necessária. 61,9% acreditam que a reforma não é suficiente para resolver a atual crise política.

Lava Jato e corrupção

87,2% têm acompanhado ou ouviram falar das investigações no âmbito da operação Lava Jato e que envolvem a Petrobras. Nesse grupo, 69,2% consideram que a presidente Dilma é culpada pela corrupção que está sendo investigada e

68,4% acham que o ex-presidente Lula é culpado. Ainda entre os que acompanham ou ouviram falar das denúncias da Lava Jato, 64,3% não acreditam que os envolvidos em corrupção serão punidos.

Crise econômica

80,6% consideram que a presidente Dilma não está sabendo lidar com a crise.

Para ler a pesquisa completa, acesse CNT.

O MAIOR JURO REAL DO MUNDO 7

pedraUma reflexão deve ser feita nos dias de hoje sobre o juro que pagamos para rolar a dívida interna brasileira no governo Dilma 2. Estamos escrevendo de muito tempo que o país proporciona ao investidor, seja especulativo ou não, um dos maiores juros reais do mundo.

Para tanto, basta ler a postagem COMPARATIVO ENTRE TAXAS DE JUROS E INFLAÇÃO onde mostramos os principais países e suas taxas de juros e inflação, provando que estamos no patamar de retorno muito além dos demais países desenvolvidos.

O Brasil precisa decidir o que quer fazer e rápido. Continuar nessa simbiose de crise política e econômica, só vai gerar incapacidade de corrigir os erros do governo Dilma 1 e 2, gerando ainda mais recessão, inflação, desemprego e redução da classe média.

Irá também acabar com as micro e pequenas empresas, seguimento que emprega mais da metade da classe trabalhadora. Os serviços também vão para o ralo e tudo caminha para uma crise que durará no mínimo até 2018, último ano de Dilma no governo.

Somado a tudo isso e se a carruagem caminhar dessa forma, o rebaixamento da nota de crédito pelas duas agências restantes será certa, o que irá dificultar a volta para o crescimento.

Portanto, investidor, como você não vai empurrar sozinho a pedra da inflação, aconselho para proteger seu dinheiro, aplicar em títulos públicos atrelados ao IPCA, pois o juro real pago será de mais de 7%.

Preços e taxas dos títulos públicos disponíveis para compra

Título Vencimento

Taxa(a.a.)

Preço Unitário Dia

Compra

Venda

Compra

Venda

Indexados ao IPCA
Tesouro IPCA+ 2019 (NTNB Princ) 15/05/2019 7,07%
R$ 2.135,64
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2020 (NTNB) 15/08/2020 7,23%
R$ 2.621,22
Tesouro IPCA+ 2024 (NTNB Princ) 15/08/2024 7,44%
R$ 1.448,39
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2035 (NTNB) 15/05/2035 7,28%
R$ 2.444,41
Tesouro IPCA+ 2035 (NTNB Princ) 15/05/2035 7,27%
R$ 692,59
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2050 (NTNB) 15/08/2050 7,22%
R$ 2.343,32
Prefixados
Tesouro Prefixado 2018 (LTN) 01/01/2018 15,77%
R$ 728,55
Tesouro Prefixado 2021 (LTN) 01/01/2021 15,88%
R$ 467,79
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2025 (NTNF) 01/01/2025 15,88%
R$ 765,67
Indexados à Taxa Selic
Tesouro Selic 2021 (LFT) 01/03/2021 0,00%
R$ 7.234,92
Atualizado em: 27-10-2015 9:03:13

Focus da semana

ladeira abaixoSemana começa com notícias e projeções ladeira abaixo na economia brasileira. O boletim Focus é claro ao afirmar que estamos descendo a ladeira para um buraco negro.

Tudo isso é o resultado da forma de governar da presidente, centralizadora, não aceitando posições contrárias a sua forma de pensar.

Querer consertar um erro de 5 séculos com programas sociais sem fiscalização, planejamento, controle e estudo, é levar o país para um buraco negra difícil de sair no curto e médio prazo.

O Brasil quebrou. Começamos o ano com um superávit de 1,2%, depois reduzido para 0,15%, finalizando com projeção de déficit de 1,2%, ou seja, o que era para ser uma posição no azul, virou para um vermelho da cor do partido do governo.

Um exemplo claro de como não gerir a coisa pública.

Semana atual:

IPCA: 9,85% / PIB: -3,02% / Dólar: R$ 4,00 / Produção Industrial: -7,00% / Balança Comercial: U$14 Bi / Conta Corrente: U$-65,00 Bi / Selic: 14,25%

Dados da semana passada:

IPCA: 9,75% / PIB: -3,00% / Dólar: R$ 4,00 / Produção Industrial: -7,00% / Balança Comercial: U$13,20 Bi / Conta Corrente: U$-65,00 Bi / Selic: 14,25%

Leia o Focus da semana passada.

Comparativo entre taxas de juros e inflação

De grande valia para análise dos tipos de investimentos que devemos fazer para garantir um futuro melhor na aposentadoria, é analisar gráficos, que entendo, dão uma visão mais clara para escolher em que país investir.

Buscando ajudar nesse comparativo, criamos abaixo um gráfico onde temos as taxas de juros e inflação nos principais países do mundo, sendo a primeira linha em verde os juros e a segunda em vermelho a inflação.

Veja como nos países europeus as linhas se sobrepõe, quando chega na América do Sul a inflação separa dos juros, na Asia o sentido é contrário e quando volta para Europa a igualdade retorna.

COMPARATIVO

Fonte: <www.tradingeconomics.com> Elaboração: Mourão Oliveira Consultoria Jurídica e Financeira – <www.mouraooliveira.com>

Dados utilizados:

País Taxa de Juros Taxa de Inflação
EUA 0,25% 0,00%
BRASIL 14,25% 9,49%
FRANÇA 0,05% 0,00%
ITALIA 0,05% 0,20%
INGLATERRA 0,50% -0,10%
SUÉCIA -0,35% 0,10%
SUÍÇA -0,75% -1,40%
PORTUGAL 0,05% 0,90%
RÚSSIA 11,00% 15,70%
ARGENTINA 22,76% 14,50%
VENEZUELA 20,89% 68,50%
CHILE 3,25% 4,60%
CHINA 4,35% 1,60%
JAPÃO 0,00% 0,20%
HOLANDA 0,05% 0,60%
FINLÂNDIA 0,05% -0,60%

Diante disso, podemos ver que investir no Brasil quando comparado com os demais países da tabela, ainda é um grande negócio. Nenhum outro com a estabilidade, mesmo havendo crise política, mas garantido pela reserva internacional, proporciona um retorno real acima daqueles existentes na América do Norte e Europa.

Argentina com sua eleição

A Argentina vai amanhã para votação geral com intuito de eleger o futuro presidente do país. A disputa eleitoral transcorreu com cenas maravilhosas, sendo a principal a do candidato presidencial que veio encontrar Dilma para reafirmar o compromisso de manter o Mercosul na letargia de ontem, hoje e para amanhã.

A falta de capacidade do governo brasileiro de impor uma agenda evolutiva para o Mercosul, em especial com a concretização do tratado para o livre comércio com a Comunidade Européia , deixa o Brasil em déficit na Balança Comercial desde quando o PT assumiu o governo.

O governo incapaz de mudar seu discurso, continua apoiando parceiros do bloco que são intervencionistas e totalitários (Bolívia, Venezuela e Argentina), deixando passar a oportunidade de fazer parte do tratado do pacífico.

O governo petista com sua ideologia fechada ao comércio, ao desenvolvimento e ao capital, leva o Brasil para a desindustrialização nos moldes da extinta União Soviética.

Uma parcela da culpa pelo atual estado em que estamos deve ser creditada a elite empresarial, em especial aos banqueiros, que permitiram ações políticas de enfraquecimento da indústria e do comércio.

Se não houver uma união de todos, sem o governo, mas para pressioná-lo a fazer os tratados internacionais de comércio e consertar a política fiscal, estaremos fadados ao quinto mundo.

O Brasil já faliu, Dilma fez questão de sacramentar isso, mas ainda temos condições de mudar a rota se conseguimos mudar o comando do navio, basta querer.

IBGE divulga taxa de desemprego em setembro

O IBGE, órgão público que presta um grande serviço a nação, divulgou hoje a taxa de desemprego para o mês de setembro em 7,6%, mesmo valor encontrado em agosto.

Todavia, o diferencial não ficou na taxa de desemprego, mas no rendimento real habitual que teve leve queda em comparação ao mês de agosto, saindo de R$ 2.196,54 para R$ 2.179,80, uma queda de 0,76%.

Qual é a lição que tiramos disso? Que o trabalhador preferiu reduzir sua renda para manter o emprego. Uma lição cara de fazer, pois como um governo trabalhista (já que o partido é denominado dos trabalhadores) pode causar uma depreciação da renda do trabalhador em prol do emprego? No mínimo uma incongruência de plataforma de governo.

Indicador / período Setembro
de 2015
Agosto
de 2015
Setembro
de 2014
Taxa de desocupação
7,6%
7,6%
4,9%
Rendimento real habitual
R$ 2.179,80
R$ 2.196,54
R$ 2.278,58
Valor do rendimento em relação a
-0,8%
-4,3%

A taxa de desocupação em setembro de 2015 foi estimada em 7,6% para o conjunto das seis regiões metropolitanas investigadas, mesmo resultado do mês anterior. No confronto com setembro de 2014, a taxa subiu 2,7 pontos percentuais (passou de 4,9% para 7,6%). A população desocupada (1,9 milhão de pessoas) não apresentou variação frente a agosto, mas cresceu 56,6% em relação a setembro de 2014, representando mais 670 mil pessoas em busca de trabalho. A população ocupada foi estimada em 22,7 milhões para o conjunto das seis regiões, refletindo estabilidade na análise mensal e retração de 1,8% (menos 420 mil pessoas) na comparação com setembro de 2014. O número de trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado (11,3 milhões) não variou na comparação mensal e, frente a setembro do ano passado, caiu 3,5% (menos 409 mil pessoas). O rendimento médio real habitual dos trabalhadores foi estimado em R$ 2.179,80, ficando 0,8% menor que o verificado em agosto (R$ 2.196,54) e 4,3% abaixo do apurado em setembro de 2014 (R$ 2.278,58). A massa de rendimento médio real habitual dos ocupados foi estimada em 50,1 bilhões em setembro de 2015 e ficou 0,6% menor que a estimada em agosto. Na comparação anual esta estimativa recuou 6,1%. A massa de rendimento real efetivo dos ocupados (R$ 50,3 bilhões), estimada em agosto de 2015, caiu 0,5% frente a julho e recuou 6,3% na comparação com agosto de 2014. A Pesquisa Mensal de Emprego é realizada nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. A publicação completa da pesquisa pode ser acessada aqui.

Disponível em: <http://saladeimprensa.ibge.gov.br/noticias?view=noticia&id=1&busca=1&idnoticia=3015>. Acessado em: 23/10/2015.

IPCA-15 de outubro sobe

Não era por menos, o IBGE divulgou o IPCA-15 de outubro com alta forte em relação a setembro. O grande divisor desse aumento foram os itens de Alimentação, Bebidas e Habitação, que subiram o dobro em comparação ao mês anterior.

No ano a inflação pelo IPCA-15 é de 8,49% e no acumulado em 12 meses de 9,77%. Caminhamos com clareza ímpar, para IPCA no ano de 10%. Viva ao conceito da Nova Matriz Econômica e seus resultados.

Período
TAXA
Outubro 2015
0,66%
Setembro 2015
0,39%
Outubro 2014
0,48%
Acumulado no ano
8,49%
Acumulado 12 meses
9,77%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) teve variação de 0,66% em outubro e ficou 0,27 ponto percentual acima da taxa de setembro (0,39%). Esse foi o índice mais elevado para um mês de outubro desde 2002 (0,90%). O acumulado no ano (8,49%) foi o mais elevado acumulado de janeiro a outubro desde 2003 (9,17%). Em 2014, o acumulado no mesmo período estava em 5,23%. Quanto aos últimos 12 meses (9,77%), a taxa acumulada ficou não somente acima dos 12 meses imediatamente anteriores (9,57%) como foi a mais elevada desde dezembro de 2003 (9,86%). Em outubro de 2014 o IPCA-15 fora de 0,48%. Os dados completos do IPCA-15 podem ser acessados aqui.

Em outubro, sete dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados mostraram aceleração na variação de preços em relação ao mês anterior, conforme mostra a tabela a seguir:

Grupo
Variação (%)
Impacto (p.p.)
Setembro
Outubro
Setembro
Outubro
Índice Geral
0,39
0,66
0,39
0,66
Alimentação e Bebidas
-0,06
0,62
-0,02
0,15
Habitação
0,68
1,15
0,11
0,18
Artigos de Residência
0,36
0,12
0,02
0,01
Vestuário
0,36
0,58
0,02
0,04
Transportes
0,78
0,80
0,14
0,15
Saúde e Cuidados Pessoais
0,50
0,55
0,06
0,06
Despesas Pessoais
0,51
0,56
0,05
0,06
Educação
0,24
0,17
0,01
0,01
Comunicação
0,01
0,08
0,00
0,00

O índice do mês foi influenciado pelos três grupos que mais pesam no orçamento das famílias: Habitação, com alta de 1,15%, Transportes (0,80%) e Alimentação e Bebidas (0,62%). Juntos, somando 0,48 pontos percentuais (p.p.) de impacto, foram responsáveis por 72,73% do resultado do IPCA-15 de outubro.

Disponível em: <http://saladeimprensa.ibge.gov.br/noticias?view=noticia&id=1&busca=1&idnoticia=3013> Acessado em: 22/10/2015.