Tesouro Direto paga 7,38% de juro real

dilmaPrintO maior absurdo do mundo é o Brasil de hoje, tema já abordado na postagem – O MAIOR JURO REAL DO MUNDO.

Na tabela abaixo podemos ver que a falta de noção do governo em conduzir a economia do país pode causar para todos nós a maior carga de juro que teremos que pagar para rolar a dívida pública.

Preços e taxas dos títulos públicos disponíveis para compra 

acessado em 31/08/2015, às 15h26min.

Título Vencimento

Taxa(a.a.)

Preço Unitário Dia

Compra

Venda

Compra

Venda

Indexados ao IPCA
Tesouro IPCA+ 2019 (NTNB Princ) 15/05/2019 7,38%
R$ 2.070,94
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2020 (NTNB) 15/08/2020 7,28%
R$ 2.563,16
Tesouro IPCA+ 2024 (NTNB Princ) 15/08/2024 7,22%
R$ 1.444,89
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2035 (NTNB) 15/05/2035 7,18%
R$ 2.419,76
Tesouro IPCA+ 2035 (NTNB Princ) 15/05/2035 7,16%
R$ 692,38
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2050 (NTNB) 15/08/2050 7,08%
R$ 2.337,55
Prefixados
Tesouro Prefixado 2018 (LTN) 01/01/2018 14,13%
R$ 736,17
Tesouro Prefixado 2021 (LTN) 01/01/2021 14,16%
R$ 495,02
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2025 (NTNF) 01/01/2025 14,27%
R$ 810,64
Indexados à Taxa Selic
Tesouro Selic 2021 (LFT) 01/03/2021 0,00%
R$ 7.088,24
Atualizado em: 31-08-2015 14:15:51

Nenhum dos títulos ofertados na forma indexada pelo IPCA tem juro real menor que 7,08% a.a. Já para os títulos pré-fixados, todos estão pagando mais de 14% a.a., que dá no mínimo 1,10% ao mês, devendo descontar nessa modalidade a inflação mensal.

A causa disso tudo é o Orçamento de 2016 com déficit de R$ 30 bilhões de reais. Sem a malfadada CPMF que foi sepultada antes mesmo de nascer, o rombo causado no orçamento tem como origem a desoneração do governo passado, bem como a continuidade dos empréstimos realizados pelos bancos públicos com juros abaixo dos praticados no mercado para certo setores da economia. Tudo isso somado, trouxe queda na arrecadação e fez surgir o déficit orçamentário.

Portanto, melhor aplicação para quem quer proteger seu dinheiro da onda de descontrole é aplicar nos títulos públicos ou no CDI – esse pós-fixado.

Dilma arregou e a CPMF não vai voltar

dilma1Nada muda de um dia para o outro, certo? Errado. Muda sim e parece que Dilma aprendeu a lição de não persistir no erro apenas para impor sua vontade, que quase sempre é errada, sobre a sabedoria popular.

E o que mudou de um dia para o outro? Na sexta-feira passada começamos o final de semana com a notícia da volta da CPMF. No sábado Dilma fez reunião para decidir sua viabilidade política e ao mensurar as opiniões divergentes favoráveis (somente do governo) e contrárias (de políticos, empresários e população), decidiu que era melhor deixa enterrada a CPMF.

Finalmente a presidente viu, com antecedência, que continuar no caminho de recriação da CPMF era um erro grotesco de gestão, sua gestão.

A imagem do governo perante a população é horrível. Ninguém quer ouvir falar de aumento da carga tributária na recessão em que vivemos, onde milhares de trabalhadores estão sendo demitidos por uma política catastrófica de Dilma no 1º mandato.

Dilma sofre com algum tipo de inferioridade e tudo que fala tem que ter verbo feminino (presidenta, mulher sapiens e por aí vai), como se o feminino fosse inferior.

Talvez isso possa explicar sua incapacidade de ouvir ministros (homens) ou querer que sua decisão prevaleça sobre dados técnicos mostrados pelos mesmos.

A celeuma causada pela incompetência de lançar a tese da volta da CPMF foi tão grande, que o estrago feito foi maior que se o imposto tivesse sido criado. A imagem do Palácio do Planalto é fraca e pode sucumbir em poucos atos no teatro que é Brasília.

O Orçamento de 2016 já começa no vermelho e a causa disso é a falta de gestão da coisa pública. Em qualquer empresa, empreendimento, indústria, comércio, orçamento familiar ou seja lá onde se faça um orçamento, gastar mais do que arrecadar, é sinal de prejuízo, de saldo devedor, ou para o público, de déficit. E é isso que Dilma fez no 1º mandato, gastou mais do que arrecadou.

O Orçamento de 2016 deve ser enviado para o Congresso com um corte de gasto que tampe o buraco deficitário. Não é criando imposto ou aumentando a carga tributária existente que o buraco será coberto, já que Dilma 2, a missão, continuará gastando além do que arrecada.

O erro que deve ser corrigido é matemático, de gasto, uma coisa simples de ser feita. Basta pagar apenas as despesas constitucionais, parar obras e deixar de criar outras até que tudo volte ao azul e o investimento possa renascer das cinzas.

Cinzas, aliás, que é onde Dilma nos levará em curto espaço de tempo se algo de sério e honesto não for feito no Orçamento e na gestão do erário público pelo Palácio do Planalto, caso contrário, ela vai continuar sofrendo com a vergonha de arregar de suas decisões a partir de agora.

O PMDB quer a presidência

Finalmente o PMDB escolheu o lado do povo. Os vídeos abaixo serão veiculados nessa semana e dizem que a verdade deve prevalecer, um claro sinal contra Dilma que nunca falou a verdade.

Começa com Cunha afirmando a independência da Câmara, priorizando os interesses da sociedade.

Temer no vídeo abaixo afirma que o momento é de superação, de grandeza e reunificação da sociedade. O Brasil é maior que qualquer governo, inclusive o do PT. Guerra declarada.

Renan afirma que divergência deve existir, governo passa e todo ele deve defender o interesse do país, não do  partido do PT.

Com o PMDB declarando lado, Dilma fica só.

Ela precisa pensar direito

dilmaJá vi muita gente sem a menor noção das consequências do que faz ou deseja fazer, mas Dilma parece ser uma pessoa que adotou isso como forma de viver e governar.

É incrível como ela pratica todos os dias ações que só trazem desgastes ao seu governo. A mídia mostra diariamente governantes dos mais variados estilos e formas com resultados desastrosos num ou noutro momento, mas constância em realizar desastres todos os dias pela presidente Dilma é ímpar e superou todos.

A última que encerrou a semana foi a divulgação da volta da CPMF pelo governo. O vice-presidente Temer sequer tinha noção sobre o assunto, falando apenas burburinho, mas o tema no Planalto já estava decidido. A ideia parece que surgiu de Barbosa e dos governadores de São Paulo e Rio de Janeiro que lançaram a volta e deixaram Dilma sofrer, sangrando no desgaste de impor a recriação de um tributo num momento de recessão aguda.

É bem provável que os ditos governadores estimularam a recriação do tributo para ver como ficaria a ideia, mas não foram para a televisão apoiar. Apenas o líder do governo na Câmara disse ter um projeto pronto, no forno, para colocar em votação. Esse cara é tão sem noção que talvez supere Dilma nesse quesito.

Dizem os defensores, incluído o nobre deputado, que o tributo é temporário, apenas para recompor o caixa do governo levado a falência por Dilma e seu partido. Acreditar na história é conversa que não se conta nem para boi dormir.

Essas pessoas ainda não caíram na real. O governo é acéfalo, sem um capitão para guiar o país rumo ao crescimento. Ainda não entenderam que a crise é moral, de comando, de sinceridade e não precisamos de novos tributos.

Dilma, a economista, deve fazer o ajuste fiscal cortando gasto. Se fizer isso, não precisaremos aumentar tributo existente ou criar os temporários.

Dilma precisa pensar um pouco e deixar de lado a ideia de manter programas sociais custosos, de bancar empreendimentos de moradias, de emprestar dinheiro com taxa de juro inferior ao de mercado, ou seja, precisa pensar com estadista e em prol de todos, não de uma minoria.

Um governo hipócrita é um governo sem voz e comando. Um governo sem norte é um governo a deriva. Estamos caminhando para o abismo de décadas perdidas para nossos filhos e filhas.

A oposição, outra sem noção, tem que decidir se vai resolver isso ou não. Todos são pacíficos em um ponto: a solução da crise, que é política, deve chegar logo e antes que seja tarde, pois Dilma não vai aprender agora a governar.

PIB DO 2º TRIMESTRE É RECESSIVO

O final de semana não é nada bom para os indicadores econômicos. O IBGE divulgou o resultado do PIB para o 2º trimestre com retração de 1,9%. No acumulado dos últimos 4 trimestres a retração é de 1,2% e no ano o PIB já caiu 2,1%.

PIB recua (-1,9%) em relação ao 1º tri de 2015

PERÍODO DE COMPARAÇÃO
INDICADORES 2° TRI 2015
PIB
AGROPEC
INDUS
SERV
FBCF
CONS. FAM
CONS. GOV
Trimestre / trimestre imediatamente
anterior (c/ ajuste sazonal)
-1,9
-2,7
-4,3
-0,7
-8,1
-2,1
0,7
Trimestre / mesmo trimestre do ano
anterior (s/ ajuste sazonal)
-2,6
1,8
-5,2
-1,4
-11,9
-2,7
-1,1
Acum. em 4 tri / 4 tri imediatamente
anteriores (s/ ajuste sazonal)
-1,2
1,6
-2,9
-0,5
-7,9
-0,6
-0,3
Acumulado no ano / mesmo período do
ano anterior (s/ ajuste sazonal)
-2,1
3,0
-4,1
-1,3
-9,8
-1,8
-1,3
Valores correntes no trimestre (R$)
1.428,3
bilhões
76,1
bilhões
263,6
bilhões
879,2
bilhões
254,2
bilhões
896,1
bilhões
298,3
bilhões
TAXA DE INVESTIMENTO (FBCF/PIB) 2° TRI 2015 = 17,8%
TAXA DE POUPANÇA (POUP/PIB) 2° TRI 2015 = 14,4%

Fonte: IBGE

Essa é a consequência da política expansionista de DILMA 1. Como passou o primeiro mandato descuidando do trato com a coisa pública, gastando mais do que arrecadava, aumentando o programa Minha Casa, Minha Vida, beneficiando setores da economia com desoneração em prol da manutenção de empregos que nunca vieram, aplicando mesmo que com a recomendação do TCU em obras suspeitas de corrupção e demonstradas na operação judicial denominada Lava-Jato, a economia foi para o ralo.

Claro que DILMA demorou um ano para perceber que a crise estava chegando no país – conforme relatou aos jornais nessa semana – mas não quer dizer que tenha que continuar fazendo barbeiragem na economia.

O Levy que quer colocar as coisas nos seus devidos lugares sofre diariamente com ataques palacianos – os jornais publicam esses informes diários – prejudicando o ajuste fiscal. Como escrevemos em várias postagens, o ajuste fiscal deve começar pela corte de gasto, não pelo aumento de tributo.

A última delinquência palaciana foi a divulgação ontem da recriação da CPMF, obra dizem as notícias jornalísticas, do Barbosa (Ministro do Planejamento), para que o rombo de 2016 do Orçamento possa ser tapado.  Esse senhor nunca escondeu que deseja ser o ministro da Fazenda, tendo sido preterido por DILMA, mas que fica infernizando as ações de Levy.

A falta de sensibilidade do sr. Barbosa em cortar gasto público é comparado com o antigo titular – Mantega – que só fazia o que DILMA mandava e tais ações eram direcionadas para acabar com a economia.

O ministro Levy deveria sair do governo. Aceitar trabalhar nessas condições é viver de ego. Para salvar o que ainda resta de sua reputação, vá para casa e deixe Barbosa resolver o problema da economia brasileira, já que ele é o suprassumo da sabedoria – finanças públicas.

Para terminar, a retração do PIB em 2,1% já está dois trimestres antecipadas chegando ao nosso indicador de -2,5%, ou seja, estamos certo quando afirmamos a incompetência governamental para gerir a crise econômica.000

Leia: PIB DO 1º TRIMESTRE É RECESSIVO,

O maior juro real do mundo

Quando um país paga juro real de mais de 7% ao ano, é sinal de desespero para rolar sua dívida pública ou sinônimo de total falta de controle fiscal.

moeda

E esse é o caso do governo brasileiro atualmente. O Tesouro Direto vendeu ontem (27/08/2015), título atrelado ao IPCA com juros reais de 7,15% a.a., num absurdo descomunal quando comparado com outros países que possuem até taxas reais negativas, ou seja, você empresta para o Estado e ele cobra por isso para guardar seu dinheiro.

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Título Vencimento

Taxa(a.a.)

Preço Unitário Dia

Compra

Venda

Compra

Venda

Indexados ao IPCA
Tesouro IPCA+ 2019 (NTNB Princ) 15/05/2019 7,15%
R$ 2.085,54
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2020 (NTNB) 15/08/2020 7,05%
R$ 2.584,86
Tesouro IPCA+ 2024 (NTNB Princ) 15/08/2024 7,04%
R$ 1.465,47
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2035 (NTNB) 15/05/2035 7,05%
R$ 2.450,59
Tesouro IPCA+ 2035 (NTNB Princ) 15/05/2035 7,07%
R$ 703,29
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2050 (NTNB) 15/08/2050 6,95%
R$ 2.375,27
Prefixados
Tesouro Prefixado 2018 (LTN) 01/01/2018 13,70%
R$ 741,88
Tesouro Prefixado 2021 (LTN) 01/01/2021 13,74%
R$ 504,29
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2025 (NTNF) 01/01/2025 13,91%
R$ 824,78
Indexados à Taxa Selic
Tesouro Selic 2021 (LFT) 01/03/2021 0,00%
R$ 7.080,80
Atualizado em: 27-08-2015 14:26:39

Entenda a Tabela de Preços e Taxas
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Observações

* A quantidade mínima de compra é a fração de 0,1 título, ou seja, 10% do valor de um título. O investidor pode comprar 0,1 título; 0,2 título; 0,3 título e assim por diante. Desta forma, para saber o valor mínimo que pode ser investido basta multiplicar o valor de 1 título por 0,1.

Para o segmento Compras Programadas, os investidores têm a vantagem de realizar suas negociações obedecendo a parcela mínima de 0,01 ou 1% do preço unitário de cada título, desde que respeitado o limite mínimo de R$ 30,00. (trinta reais). Para a venda agendada, entretanto, não há o limite financeiro. Confira a lista de Instituições financeiras que já aderiram a essa nova funcionalidade.

Veja que o título Tesouro IPCA+ 2019 (NTNB Princ), pagava ontem juros de 7,15% de taxa real. Nenhum país do mundo paga isso. Tal proporção é consequência da política expansionista do governo Dilma 1 e das trapalhadas do atual governo.

Essa taxa é uma aberração por si, sem nexo com a realidade que existe no mundo. Países europeus estão com taxas negativas, outros com taxas que sequer chegam a 1,50% a.a.

O ajuste fiscal que só leva o nome, é feito apenas de aumento tributário, deixando de lado o corte nas despesas governamentais.

Dilma precisa entender, já que leva quase um ano para visualizar as coisas (conforme declarou para imprensa que só compreendeu a crise no final do ano passado), que ou ela corta despesa ou vai acabar levando todos nós para o fundo do poço.

Acontece que eu não quero ir para o fundo do poço. Você quer? E por culpa dos outros?

buraco

Na corda bamba

insolvenciaA crise econômica toma conta do país e Dilma afirmou em entrevista ao jornal Folha de São Paulo que só percebeu isso depois da eleição que lhe rendeu um novo mandato.

Enquanto a presidente só compreendeu ou tomou conta da crise depois da eleição, o Rio Grande do Sul torna-se insolvente ao deixar de pagar o débito com a União, sofrendo com a retenção dos repasses obrigatórios para quitar o débito mensal. Para não sofrer novamente com a retenção, decidiu entrar hoje com uma ação no Supremo Tribunal Federal para impedir o bloqueio de sua conta pela governo federal neste mês.

Na semana passada foi a vez do Mato Grosso do Sul e Sergipe também entrarem em mora com a União. A solução foi o bloqueio da verba federal para quitar o débito.

O interessante é que o RS era governo por um petista até o ano passado e o atual governante não passa a culpa pelo estrago ao ex-titular, talvez por medo de perder qualquer outra ajuda do petismo federal.

Já o MS onde o agronegócio é forte e sustenta boa parte da economia nacional, entrou em moratória branca com a União pelo baixo valor das mercadorias (commodities) cultivadas. Como a China não sabe para onde vai nesse momento e os preços da soja, milho e demais produtos da agricultura caíram, a arrecadação decresceu.

Sergipe é singular. Situado no Nordeste, sol o ano inteiro, vive do turismo. Na recessão atual por causa de Dilma 1, os viajantes deixaram de comparecer e a arrecadação minguou.

Como o ajuste fiscal da União é apenas para aumentar tributo numa economia estagnada, a insolvência dos entes federados só crescerá. O incrível é que o gatilho disparou naqueles com produção industrial e turismo, quando na realidade deveria ter largado nos situados no Norte, como o Acre, Roraima, Rondônia e Amapá, onde a economia é zero ou quase zero.

Se continuar assim, teremos uma onda crescente de moratórias estaduais e o caos irá se instalar. Dilma 2 vendo tudo isso parece que não aprendeu a lição para consertar seus erros. Prefere ficar emprestando dinheiro para setor automobilístico com juros abaixo do mercado mesmo quando o povo não quer comprar carro.

A retomada da política expansionista sem lastro do governo só vai trazer mais dissabores aos Estados e causar a sangria no povo. Impossível acreditar num governo que fala uma coisa e pratica outra.

Estamos numa crise moral e de realidade. Dilma 2 precisa voltar para o planeta terra e para o Brasil. Não queremos que assuma a culpa por seus erros, queremos que faça a coisa correta a partir de agora.

Quem só sabe governar na corda bamba não pode chorar depois que for expulsa pelos senadores do Palácio do Planalto.

O BC e o dólar

dolar

E ele sobe e desce, sobe e desce. O dólar depois de toda a confusão formada na economia e na política nacional, parece uma gangorra. Ninguém possui a menor noção, mesmo que básica, para onde o dólar irá até o final do ano. Casas de câmbio das mais diversas origens colocam a moeda americana em R$ 4,00, outros já falam em R$ 4,20, mas a realidade é incerta.

E para piorar a coisa, a China que já foi a terra do futuro, onde a empresa que não estivesse lá instalada não estaria no comércio mundial, traz hoje para o real um incremento de maior instabilidade monetária.

Dizem que sua moeda Renminbi, mas a unidade básica se chama Yuan, está muito valorizada em relação ao dólar. Em função dessa suposta valorização, o BC Chinês fez uma desvalorização programada de 2%, que virou com a ajuda do mercado 4%, provocando uma onde de terror no mundo, acabando com a queda total de todas as principais bolsas na última segunda-feira.

Mas voltando ao Brasil, com a desvalorização do yuan pela China, o governo Dilma 2 vai ter que encontrar um ponto de equilíbrio do real frente o dólar o mais rápido possível.

O mercado como sempre se antecipa aos acontecimentos e faz uma desvalorização forçada do real, estando hoje em R$ 3,6449 (11h19min).

Certo é que essa desvalorização recente tem um viés maior na política, já que o quadro em Brasília piora a cada dia. Enquanto a oposição perdida em suas falas não faz nada, Dilma continua governando da pior forma possível.

Essa confusão geral só cria desconfiança no mercado e provoca o estouro do dólar. Vai ser assim até que a política volte ao normal e a economia comece a crescer.

Não acredito que o dólar vá para R$4,00, mas pode chegar bem próximo disso. O BC ao relançar a renovação de todos os contratos de swap para acalmar o mercado, só faz crescer a dívida com o pagamento dos juros advindos desses contratos, colocando lenha na fogueira.

Só que essa estrategia não vai segurar a cotação por muito tempo, tudo tem um limite e o mercado sabe disso. O valor da nossa reserva internacional é o valor da guerra cambial.

Como alguns da política disseram que querem ver sangrar certo governo, o mercado também pode querer ver sangrar o BC e ir comendo a reserva aos poucos até não ter mais nada para comer, nesse momento o dólar sobe livre, leve e solto.

Precisamos modificar a política fiscal do governo que só aumenta tributo, minorando a taxação dos investidores interno e externo, atraindo o capital financeiro e acalmando o mercado. Isso nos daria um tempo para que o governo ou os políticos resolvam logo o que fazer, já que a crise hoje não é matemática, mas moral e de comando.

A resolução da crise é urgente ou vamos perder nossa reserva internacional. O mercado está aí para pagar o preço e eles sempre vencem no final.

O melhor é deixar o dólar flutuar livremente com o BC resguardando nossa reserva, sem swap. Um dólar livre força a classe industrial a pressionar a política por uma solução rápida para todos, permitindo florescer no brasileiro o espírito empreendedor já perdido, fazendo a economia crescer. Tudo, claro, sem tributar severamente como deseja o Ministério da Fazenda.

Essa pequena ação governamental dará uma ajuda ao BC para minorar no horizonte a taxa Selic e permitir que o crédito comece a ser liberado pelos bancos e o capital volte a circular na economia. O governo precisa entender que tributar mais é enfraquecer a economia e o ciclo vicioso vai continuar até dilapidar todo comércio, empresa e serviço.

Dilma não precisa pedir desculpa pelos erros do passado, basta consertar as coisas a partir de agora. O brasileiro é bom em esquecer logo os erros cometidos em Dilma 1 e continuados em Dilma 2.

Alguém avisa o Fodão

O fodão é um cara bem legal, militante do PT, filho de petistas, faz a defesa do governo Dilma com grande alegria.

O fodão tem como lema rebater os argumentos dos seus opositores com palavras ditas na época em que o PT era um partido pobre, sem a máquina estatal e os cofres das doações dos milhares de militantes petistas empregados no Estado.

Quando o fodão é encurralado nos argumentos desfavoráveis ao governo Dilma, ele acusa seu oponente de aristocrata, burguês e filho de papai.

O fodão tem um emprego na Câmara Federal como assessor de Deputado Federal, trabalhando na base do deputado no Acre.

Ano passado, antes da eleição, nós tivemos uma conversa quando ele postou a manchete de jornal digital informando que o desemprego estava em 4%, afirmando que Dilma era uma presidente “fodona” por baixar o desemprego.

Tentamos argumentar com o fodão que isso era uma consequência ainda da política expansionista do governo Dilma 1, e que ao ter que consertar tal forma de governar, o desemprego iria crescer, portanto, o resultado mostrado na reportagem era uma maquiagem governamental para a eleição.

O fodão sabendo de tudo isso e sem argumentos, desferiu as palavras aristocrata e burguês, tentando desfigurar minha afirmação. Não satisfeito, o fodão ainda atacou minha profissão, dizendo ser um advogado merreca.

Bem, hoje podemos ver que a realidade é dura. O desemprego já é de 8,3% (IBGE), e a maquiagem do governo Dilma 1 caiu. Depois de nossa última conversa eu não falei com o fodão, não adianta, ele sofreu uma lavagem cerebral e não consegue ver a realidade.

Quem sabe terei a oportunidade de perguntar algum dia desse se o dado do IBGE foi feito pela aristocracia? Se o 8,3% de desemprego é mentira? Se tiver essa oportunidade, já imagino a cara dele buscando no cerebelo uma resposta sem nexo para justificar o injustificável.

Portanto, peço seu auxílio para avisar o fodão, defensor de um governo sem nexo, que o desemprego continua crescendo a caminho do cume nos próximos anos.

PNAD Contínua mostra desocupação de 8,3% no 2º tri de 2015

Indicador / Período
2º tri 2015
1º tri 2015
2º tri 2014
Taxa de desocupação
8,3%
7,9%
6,8%
Rendimento real habitual
R$ 1.882
R$ 1.892
R$ 1.855
Variação do rendimento real habitual em relação a:
-0,5%
1,4%

A taxa de desocupação, no Brasil, foi estimada em 8,3% no 2º trimestre de 2015, a maior taxa da série histórica, que teve início em 2012. Esta estimativa cresceu tanto na comparação com o 1º trimestre de 2015 (7,9%), quanto com o 2º trimestre de 2014 (6,8%). No 2º trimestre de 2015 frente ao mesmo período de 2014, a taxa de desocupação cresceu em todas as regiões: Norte (de 7,2% para 8,5%), Nordeste (de 8,8% para 10,3%), Sudeste (de 6,9% para 8,3%), Sul (de 4,1% para 5,5%) e Centro-Oeste (de 5,6% para 7,4%). Entre as unidades da federação, Bahia teve a maior taxa (12,7%) e Santa Catarina, a menor (3,9%).

A população desocupada (8,4 milhões de pessoas) subiu 5,3% frente ao trimestre imediatamente anterior e, na comparação com o 2º trimestre de 2014, subiu 23,5%.

Fonte: IBGE

Acionista não pode mover ação em nome próprio para defender interesses da sociedade

STJ notícia

Em decisão unânime, a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou provimento ao recurso especial interposto por um acionista que tentava anular negócio jurídico realizado entre a empresa e uma instituição bancária para a emissão de debêntures.

Ele ajuizou, em nome próprio, ação contra o banco na qual alegou ter sido alterada a destinação dos recursos obtidos pela companhia por meio de debêntures. Segundo o acionista, tais recursos se destinavam a um empreendimento imobiliário, mas o banco, cumprindo ordens do administrador da sociedade, teria depositado os valores em contas de outras empresas integrantes do mesmo grupo.

O relator, ministro Villas Bôas Cueva, entendeu pela ilegitimidade ativa do acionista para, em nome próprio, ajuizar ação em defesa dos interesses da sociedade com o objetivo de anular atos supostamente irregulares praticados por terceiros.

Villas Bôas Cueva destacou a diferença entre interesse e legitimidade. Segundo ele, embora se possa admitir a existência de interesse econômico do acionista na destinação dos valores adquiridos pela empresa, o titular do direito é a pessoa jurídica, e os acionistas não estão autorizados por lei a atuar como substitutos processuais.

“Eventual interesse econômico reflexo do acionista, decorrente da potencial diminuição de seus dividendos, por exemplo, não lhe confere por si só legitimidade ativa para a causa anulatória dos atos de administração da sociedade, sendo completamente descabido a quem quer que seja postular em juízo a defesa de interesses alheios”, afirmou o ministro.

O recurso teve provimento negado pela turma, que assim manteve a decisão de segunda instância que havia declarado o processo extinto. O acórdão foi publicado no último dia 15.

Leia o voto do relator.

Levy, tempo e particular

levyO ministro Levy pediu uma semana de folga para cuidar de assuntos particulares conforme podemos ler no Diário Oficial da União de hoje (DOU Afastamento Levy).

Parece que Levy começa a entender que não é um homem para atuar na Esplanada dos Ministérios, muito menos no Ministério da Fazenda.

Levy imaginava que poderia levar a forma de administrar do Bradesco para o governo onde uma ordem sua deve ser cumprida com urgência imediata (saber o que é urgência imediata é outra coisa).

No ministério Levy quando ordena não quer dizer que verá sua ordem cumprida, pois outros devem ser consultados sobre tal expediente (Casa Civil, Presidência, Câmara, Senado e por aí vai).

O Levy achava que Bradesco e Governo eram a mesma coisa e se deu mal. Governo não é empresa privada, é uma instituição onde muitos mandam e nada acontece. Enquanto estava no privado, ele mandava e muitos obedeciam e as coisas aconteciam.

Como venha escrevendo, já é chegada a hora de Levy arrumar a mala, cumprir a quarentena e voltar para o Bradesco onde tudo acontece. Lá, poderá fazer suas decisões acontecerem e trabalhar para que pelo menos os seu funcionários possam ter um salário digno no final do mês.

Levy, o Bradesco te chama.