PT não protege seu filiado.

O deputado licenciado André Vargas (PT-PR) que até o início do mês era Vice-presidente da Câmara Federal, foi deixado de lado pelos seus colegas partidários e pela alta cúpula do PT. Em recente entrevista do ex-presidente Lula, afirmou que o PT não pode pagar o pato por seus filiados. Em outras palavras, Lula disse que o interesse maior é do partido no poder hoje e sempre, não sendo permitido que nenhum integrante faça esse plano cair por terra.

Veja que estamos falando de um deputado petista que ocupava o segundo maior cargo da Câmara dos Deputados, era coordenador da campanha ao governo do Paraná da ex-ministra e senadora Gleisi, e que hoje está jogado aos ratos.

O PT já foi mais amigável. Lembro bem da defesa feita por todos os correligionários petistas aos mensaleiros José Dirceu, João Paulo Cunha e demais. Hoje, com as condenações impostas aos mensaleiros, qualquer sinal de corrupção e outros escândalos petistas têm levado sua cúpula a cortar na carne sem pestanejar.

O mais interesse é o deputado estadual do PT de São Paulo que é presidente do partido e faz tudo que o Lula manda, obedeceu ao recado dado de cornar na carne a confusão armada por André Vargas.

O PT mostra que vale tudo pelo poder, mas poderia pelo menos trocar o comandante. Já está na hora dele tirar férias ou aposentadoria partidária. Mas é uma delícia ver as contradições petistas de antes e depois de assumir o governo. Mesmo com suas ideias autoritárias para o país e com o país, ainda podemos gargalhar muito. E viva a hipocrisia petista.

Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE)

A semana no Brasil foi tranquila no mundo normal do brasileiro, mas no mundo empresarial e de mercado tivemos a notícia ruim da assinatura do empréstimo bancário para a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), no valor de R$ 11,2 bilhões de reais para pagar a conta da energia do programa Dilma.

O governo Dilma obrigou um órgão de classe a contrair empréstimo para pagar a conta das distribuidoras de energia que estão sendo obrigadas a comprar no mercado livre o kwh ao custo de RS 822,00.

Esse valor deixa qualquer empresa com déficit muito mais num mercado controlado pelo governo ,e como o repasse do custo não pode ser imediato, já que o contrato só permite um reajuste por ano ao consumidor final, as distribuidoras amargam um déficit bilionário.

O programa imposto por Dilma para baixar a conta de energia e dos juros bancários foi o pior plano de um governo pós-ditadura. A falta de zelo e discernimento pela presidente com o funcionamento do mercado privado foi gritante ao ponto de não saber mais o que fazer para minorar a crise.

A manutenção de um ministro da Fazenda sem crédito junto ao mercado e programas sociais distorcidos da realidade, são medidas que apenas forçam os indicadores econômicos para cima, num movimento frenético de subida dos juros, dos impostos, dos valores financeiros.

Dilma não sabe tratar a iniciativa privada como parceira. Sempre afirmou que o setor privado quer destruir suas ações e que só pensa no lucro. Fazer parte de um governo com mente retrograda e ter o setor privado como inimigo, é marcar data para o fim da atividade empresarial e comercial no Brasil.

Na briga entre os conselheiros para aprovar ou não o empréstimo, três renunciaram por não concordarem com a ingerência do poder público no órgão.

Os conselheiros que renunciaram são da iniciativa privada. Luciano Freire é engenheiro eletricista; Ricardo Lima é físico e ex-presidente da Abrace (Associação dos grandes consumidores industriais de energia) e ex-diretor da AES, e Paulo Born é engenheiro civil e foi executivo de várias distribuidoras e vice-presidente da associação que representa produtores de energia. Todos estavam na CCEE desde 2008, 2011 e 2012 respectivamente. No órgão só ficaram os representantes do governo (é claro), Luiz Eduardo Barata atual presidente da CCEE e Antônio Machado que já foi presidente da entidade.

Dessa forma o governo mostra como sua interferência em instituições privadas ultrapassa o senso comum e mostra sua vontade intervencionista tipicamente de governo ditatoriais.

Tudo isso foi feito para que o governo, culpado pela crise do setor energético, não fosse obrigado a pagar a conta criada para não prejudicar o suposto ajuste fiscal.

Agora as perguntas: Como um órgão sem patrimônio, bens, orçamento e estrutura empresarial consegue contrair com vários bancos públicos e privados um empréstimo de mais de R$ 11 bilhões de reais? Quem irá pagar essa conta? Qual foi a vantagem do programa de redução da tarifa de energia lançado por Dilma com pompas milagrosas?

O presidente do órgão Luiz Barata relatou que se sente injustiçado com as críticas que foi o pivô da saída dos diretores e que não existe risco dos conselheiros serem obrigados a pagar a conta caso tudo saia errado. (http://www.valor.com.br/empresas/3527774/presidente-da-ccee-se-sente-injusticado-com-acusacoes-sobre-emprestimo) Acessado em 26/04/2014.

O certo é que o governo tapou o sol com a peneira de uma crise energética provocada pelo programa da presidente Dilma, numa fantasiosa vontade de entrar para história como a mandatária que baixou os juros, a energia e que colocou o povo brasileiro na era da economia de mercado.

Tudo deu errado e tudo vai terminar errado. No final das contas nós que teremos que pagar essa conta em 2015 e 2016 com o aumento da conta de energia. Isso é governo do povo e para o povo. Que saudades do Lula!!!