Boletim Focus com notícia ruim.

O Boletim Focus (28/03/2014) dessa semana começou como uma bomba para economia brasileira. O mercado continua apostando que a inflação irá ultrapassar o teto da meta de 6,5% antes mesmo do final do ano. Com os dados apresentados, é bem possível que isso ocorra antes mesmo da eleição em outubro próximo.

O IPCA subiu para 6,30% – quarta semana seguida, o PIB caiu para 1,69% e a Produção Industrial para 1,38% – sexta queda consecutiva. Assim, temos que o horizonte ainda continua muito nebuloso e os danos a economia estão claros. Teremos mais aumento da Selic para tentar conter a inflação e, com isso, retração da economia.

Não adianta o ministro da Fazenda sorrir por causa do superávit primário alcançado em fevereiro, pois como ficou explícito, o resultado foi conseguido por causa dos Estados com a arrecadação do IPTU e IPVA, impostos típicos de Janeiro e Fevereiro.

Já o governo federal teve déficit, ou seja, não contribuiu em nada para o superávit. Portanto, não vejo qual o motivo da felicidade do ministro da Fazenda que como sempre, não sabe nada do que faz, apenas que temos “pernas mancas”.

Vai ser difícil para a sociedade aguentar a continuidade da política econômica e fiscal como estamos vendo. A crise irá ficar pior e o resultado será o mesmo da Petrobras, pagaremos mais caro para corrigir erros do governo Dilma.

Relatório de Inflação do BC.

O Banco Central divulgou o Relatório de Inflação na semana passada e trouxe projeções de inflação para 2014 e 2015 ruins para o governo. O Relatório destoa das palavras da presidente Dilma de que o governo irá cumprir com sua promessa de zelar pela economia.

O BC projeta inflação de 6,1% no terceiro tridente desde ano e de 6,2% no final do ano. Mas numa perspectiva ruim, temos que a inflação pode no final do ano superar a meta de 4,5% a.a.

Pelos cálculos do BC, podemos ter 6,4% e 6,6% no terceiro e quarta trimestre desse ano, trazendo retração da economia e baixo PIB. Infelizmente a fala de Dilma na 55ª Reunião Anual da Assembleia de Governadores do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), na Costa do Sauípe, no Litoral Norte da Bahia, neste sábado 29/03/2014, não condiz com a realidade do BC.

Dilma vive realmente num mundo só dela e não entende que estamos caminhando para um período negro da economia. A persistência da presidente nesse caminho de manipular os dados e as contas públicas só irá ocasionar mais descrédito e inflação alta.

É fundamental que o governo encontre o caminho certo. Isso é urgente.

Granja Comary – luxo de hotel cinco estrela.

A imprensa divulgou nos últimos dias as novas instalações da Granja Comary onde ficará hospedada a seleção brasileira de futebol no período da Copa do Mundo. O que foi possível verificar, são instalações dignas de hotéis cinco estrelas, ou seja, acomodações para reis e rainhas.

Como só irão ficar hospedados a comissão técnica e jogadores, não teremos rainhas, apenas reis e servos. São instalações únicas e se depender delas, nossa seleção já está com a Copa do Mundo na mão.

É importante ressaltar que não temos isso na maioria dos clube de futebol brasileiro. Temos Federações de Futebol que sequer possuem sede e outras onde os campeonatos estaduais são de cinco times. Os ingressos são de R$10,00 e os estádios ficam vazios.

Nossos reis jogadores já vivem numa vida que beira a utopia dos mortais pelos deuses. Ganham salários milionários, dão festas faraônicas, tiram fotos com as nádegas de mulheres na beira da piscina, casam e descasam.

É necessário incentivar melhor nossos reis jogadores. É fundamental que pisem no chão; É essencial a disciplina, respeito e coragem. Nome nenhum colocará medo no adversário, precisamos de seriedade, compromisso e dedicação.

Dispor de instalações maravilhosas e grandiosas deveria ser o destino da conquista, não o começo. Se recebem tratamento de campeões antes mesmo de ganharem, como será quando perderem?

Enfim, começar pelo fim pode ser o fim do começo. Que eu esteja errado e que nossos reis jogadores ganhem a Copa do Mundo de 2014, assim, poderão ser promovidos a Deuses jogadores, ou somente Deuses.

Rebaixamento da nota soberana do Brasil

Ontem a agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P), rebaixou a nota soberana brasileira para (BBB-) com perspectiva estável. Dilma não gostou nada desse rebaixamento, já que tudo indicava que seria apenas no final do ano, depois da eleição.

Como a agência decidiu antecipar sua decisão, o ministério da Fazenda baixou nota afirmando que não consiste com a realidade brasileira, mas que aceita e que vai cumprir com suas promessas.

Acontece que ninguém acredita mais nesse governo e na sua equipe econômica por um simples fato, nem o ministro e nem os demais integrantes da equipe econômica mandam na economia do governo. Tudo deve ser feito depois das ordens de Dilma e nem sempre saem conforme o planejado pela presidente.

A alegria hoje é que desde o anúncio o mercado já vinha equalizando essa queda e não houve um nervosismo maior. O mercado hoje subiu e manteve a perspectiva lançada no Boletim Focus de ontem, com IPCA em 6,28%, Selic 11,25% e Produção Industrial caindo para 1,41%.

Vamos torcer para que a inflação não estoure o teto da meta, mas na análise do TOP 5 do mesmo Boletim Focus, a inflação chega no final de 2014 em 6,51%, ou seja, ultrapassando o teto da meta.

Outros já falam que isso pode ocorrer ainda no primeiro semestre. O certo é que os preços administrados devem sofrer reajustes para não matar o setor. Os alimentos não param de subir e o custo da infraestrutura crescendo. A indústria não está investindo no aguardo do ver para crer. O câmbio desvalorizado não ajuda como o esperado por não existir comprador pelo mundo.

A crise ainda vai ficar pior antes de melhorar.

Dilma, Pasadena e Petrobras.

Dilma arrumou outra confusão sem necessidade. A compra da refinaria de Pasadena nos EUA por mais de US$ 1 bilhão de dólares, mesmo valendo apenas US$ 42 milhões de dólares, trouxe mais um item picante em sua campanha de reeleição.

O melhor mesmo foi a reação de Dilma. Afirmou que só aprovou a compra por ter existido omissão (hoje conhecido) por diretor, quanto a cláusula put option. Essa cláusula obrigou a Petrobras a adquirir o restante da refinaria pelo preço de mais de US$700 milhões de dólares.

O diretor em questão foi demitido da diretoria da Petrobras, mas foi contratado como diretor da BR Distribuidora, ou seja, trocou-se seis por meia dúzia.

A questão da Petrobras é apenas o elo do cabide de emprego encontrado pelo Petismo em colocar nos conselhos das estatais seus ministros e apadrinhados.

Deu no que deu. Desde que o PT assumiu o governo federal, a Petrobras perdeu mais da metade de seu valor de mercado, estando hoje como a empresa mais especulativa do mercado nacional. A Bovespa sobe e desce com sua volatilidade. Temos o mesmo sinônimo da OGX, mas com uma diferença: o preço de sua ação ainda vale mais que R$10,00 reais.

Assim, se essa política petista está sendo boa para o Brasil, só você poderá falar em outubro. Mas que os prejuízos estão sendo maiores que os anteriores, isso está. O PT que sempre foi contra o cabide de emprego das estatais, é hoje seu maior cliente.

E viva ao PT!!! Viva o que falavam, mas não o que fazem.

Os dados econômicos continuam ruim para o Brasil.

Ontem o Banco Central divulgou seu Boletim Focus (http://www.bcb.gov.br/?COPOM181) com informações sobre a economia brasileira na visão do mercado. Podemos verificar que as coisas não estão das melhores para nossa economia.

Os integrantes das bancas nacionais colocaram o IPCA para fim de 2014 em 6,11%, um acréscimo de 0,10 pp quando comparado com a última semana (6,01%). Os analistas também opinam que o dólar irá subir e chegará no fim de 2014 em R$2,49, alta comparada com a projeção da semana anterior. Por outro lado, a produção industrial teve queda de 1,57% para 1,44% no fim de 2014.

Assim, temos que a inflação chegará no limite da meta de inflação para o ano que é de 6,5%, o que causará impacto na economia e nos investimentos, pois irá obrigar o COPOM a aumentar ainda mais a taxa Selic com intuito de estancar a crescente subida da inflação.

Os preços administrados têm projeção de aumento de 4,5% para fim de 2014. Os preços administrados são aqueles em que o governo coordena sua elevação como combustíveis, passagens de ônibus, metro, água, gás, pedágios, telefonia, energia e etc…

Como no ano passado os preços administrados não puderam sofrer aumento devida as manifestações que ocorreram no país, o governo terá que permitir as empresas concessionários um aumento, mesmo que pequeno, mas influente na oscilação da inflação.

O que o governo espera é conseguir levar o reajuste até depois das eleições para só então liberar. Em recente reportagem veiculada do ministro da Fazenda, tivemos a informação que os impostos também irão subir ainda nesse ano(http://www.dci.com.br/politica-economica/aumento-de-impostos-e-extensao-de-refis-cobrirao-socorro-ao-setor-eletrico-id387688.html), mas somente depois das eleições em outubro.

Acontece que o governo não tem tempo disponível para esperar. Em recente artigo de Miriam Leitão(http://oglobo.globo.com/economia/miriam/posts/2014/03/17/governo-da-sinais-de-que-aceita-inflacao-perto-de-6-previsoes-sobem-527906.asp), ela invoca a possibilidade do governo gostar de inflação no topo da meta, o que nos parece preocupante, pois se o governo aceita uma inflação em 2014 de 6,5% ou bem próximo, podemos entender que o combate foi deixado de lado e o papel do COPOM será subir a Selic indeterminadamente.

O caminho não é esse. Devemos combater a inflação a qualquer custo. Devemos permitir que as Estatais possam reajustar seus preços e permitir o lucro, traduzindo num aumento da arrecadação dos impostos. Por outro lado, devemos cobrar do governo a redução das bolsas famílias e etc…, que já cumpriram com seu papel de tirar da miséria grande parte do povo brasileiro, mas também criou um indústria de desocupados pendurados no aporte social.

Os empresários precisão de regras claras e de garantias de seu cumprimento, sem modificações posteriores do governo como forma de jogar para a população que são defensores dos pobres.

Hoje estamos pagando um preço alto para o futuro. Teremos a partir do ano que vem um aumento da energia para pagar a política energética do governo que reduziu o valor de modo errado e ainda causou instabilidade no setor, quando requereu o encerramento dos contratos sem a devida indenização pelos aportes realizados pelas empresas.

O Brasil precisa de uma pessoa que tenha condições de aceitar quando erra e de ouvir conselhos que melhorem a economia e seu povo. Não podemos ter um imperialismo que não aceita outra palavra que não a sua. O Brasil precisa que todos trabalhem juntos para o crescimento de todos.

Desde o início do governo Dilma, a inflação nunca esteve próximo do centro da meta (2011 – 6,50%, 2012 – 5,84%, 2013 – 5,91% /// http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/precos/inpc_ipca/ipca-inpc_201402_3.shtm), portanto, quando Miriam Leitão afirma que o governo dá sinais de que aceita a inflação em 6% em 2014, é porque existe precedente nesse governo.

Em nenhum dos anos em que Dilma esteve a frente do governo, a inflação chegou perto do centro da meta, sequer chegou a 5%. Dessa forma, não será uma curva fora da trajetória se ultrapassar 6%. E é por isso que no Boletim Focus o mercado já trabalha com 6,11% de IPCA no fim de 2014.

As coisas vão ficar muito complicadas nos próximos meses. Com as eleições chegando, o governo vai soltar a chave do cofre e os rombos vão sair mais que o esperado. Para piorar de vez, só resta as agência standard & poor’s rebaixar a nota do Brasil de grau de investimento para menos.

A meta de superávit primário já está ameaçada com a conta da energia que será suportada pelo Tesouro, chegando a R$ 4 bilhões nesse ano e o restante por meio de financiamento da Câmara de Comercialização da Energia Elétrica (CCEE), que no ano que vem começa a ser repassado ao consumidor final (você e eu), e tudo por culpa do programa lançado pela Dilma para reduzir a energia sem respeitar as regras existentes nos contratos até então em vigor.

O intervencionismo do atual governo na economia nos deixou de mãos atadas ou nas palavras de Guido Mantega, de “pernas mancas”. Os investidores ficaram com medo da vontade truculenta de mudança das regras e da fome da receita pelo atual governo a todo e qualquer custo.

Com o relançamento do no prazo do Refis para tapar a conta da energia e outras que vão surgir até o final do ano, a credibilidade do governo passa a inexistir e o cumprimento da meta não será alcançada. Ontem no Jornal Valor Econômico, o ministro da Previdência anunciou que o rombo será maior que o existente e divulgado pelo governo no Orçamento, sofrendo uma reprimenda de Dilma e voltando atrás em suas declarações( http://blog.previdencia.gov.br/?p=9465).

Assim, fica claro que o país está caminhando para uma crise que nos remonta aos velhos tempos. Podemos mudar isso, basta só trocar o comando.

Interpol questiona errado o desaparecimento do avião da Malaysia Airlines.

A BBC em seu “site” ontem traz reportagem sobre a possibilidade de passageiros embarcarem em voos com passaportes roubados ou falsos. O texto afirma que a polícia internacional – Interpol, depois do 11 de setembro, criou uma rede livre para que governos e empresas aéreas possam confirmar o estado do passaporte. Mesmo sendo livre, ou seja, sem custo, o procedimento para instalar a base é caro e apenas três países usam constantemente o serviço.

Acontece que esse não é momento para esse tipo de questionamento com o avião da empresa Malaysia Airlines. O correto é saber como um avião desse porte desapareceu dos radares de vários países e da vigilância dos satélites de diversos governos? Como um avião considerado o mais moderno parou de emitir todo e qualquer sinal?

Se o problema foram os passaportes roubados, isso é questão para depois, já que até o momento nenhuma rede terrorista ou milícia requereu a autoria do suposto sequestro ou atentado ao avião. A questão é saber como os governos estão fragilizados em monitorar o espaço aéreo pelo mundo? Essa fragilidade é a causa maior nesse momento e é isso que deve servir de alerta sobre as condições de vigilância do céu.

Os americanos que ouvem de tudo e dizem saber de tudo, não podem ficar calados nesse momento e devem informar imediatamente se tem informações sobre o voo e seu destino. No último problema desse gênero com o voo 447 da Air France que caiu entre Brasil e França, o então presidente Nicolas Sarközy afirmou que os americanos tinham condições de saber onde o avião caiu por ter uma rede de espionagem com satélites e demais, sendo que os americanos ficaram em silêncio.

Portanto, se o presidente de uma das maiores potências mundiais afirmou que os americanos poderiam informar onde o avião caiu, qual o motivo agora de sonegar mais essa informação? Por que os americanos não informaram a trajetória do voo?

A questão é saber como um avião considerado o mais moderno fabricado pela Boeing, pode desaparecer sem mandar um sinal de socorro, de ajuda, de pane, de problema elétrico e etc? A Boeing afirma que seus aviões conversam com a base em cada voo quase que instantaneamente, então, como ele desaparece sem mandar um sinal sequer?

Esse fato demonstra que estamos desprotegidos em voo, que as empresas não conseguem monitorar seus aviões e que os governos ainda são falhos em resguardar o espaço aéreo. A China colocou 10(dez) satélites para localizar o avião e mesmo assim não conseguiu nada até o momento.

A conclusão que chegamos é que atravessar os oceanos dentro de um avião hoje em dia é um perigo e se compara como viajar no início do Século XX. Tanta tecnologia disponível atualmente e um avião do tamanho de um prédio de 15(quinze) andares some do mapa sem deixar vestígio.

Viajar no ar hoje têm o mesmo perigo que viajar na terra. Abaixo o endereço da reportagem da BBC.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/03/140311_avisao_desaparecido_passaportes_pai.shtml

A primeira vitória do PMDB.

O PMDB começou a dificultar a vida do governo no parlamento. Na noite de hoje (11.03.2014), a Câmara do Deputados aprovou a criação de comissão externa para investigar a denúncia do suposto pagamento de propina a funcionários da Petrobras pela empresa multinacional holandesa SBM, que visava ganhar contrato para construir plataforma de produção de petróleo em casco de navio.

Com a aprovação os membros da comissão irão a Holanda para acompanhar a investigação realizada pelos holandeses e trazer subsídios para uma possível criação de Comissão Parlamentar de Inquérito.

Outro passo é convocar a presidente da Petrobras, Graças Foster, para apresentar argumentos sobre esse episódio, e, também, sobre sua política de reajustes dos preços da gasolina e diesel.

O que o PMDB quer nessa comissão é obter munição para ameaçar o PT publicamente com provas robustas de que a administração petista só causou prejuízo para a Petrobras, dilapidando seu patrimônio e provocando o baixo crescimento do PIB.

O próximo passo da comissão será a convocação de ministros nessa quarta-feira (12.03.2014).

A falta de credibilidade do governo e agora a falta de sustentabilidade no Congresso Nacional, trará uma possível queda das ações da Petrobras na bolsa de valores – BOVESPA, já amanhã, causando nova sangria de seu patrimônio como vêm ocorrendo nesses últimos meses.

A Petrobras sofre diariamente com a administração petista por meio de seu Conselho de Administração, impedindo o reajuste dos combustíveis e causando prejuízo mensal. A falta de preparo e lógica das ações da multinacional em não ter uma administração independente, lhe faz amargar queda de valor de mercado impensável nos últimos anos.

Enquanto Dilma passeia pela América Latina, sua situação na Câmara começa a virar oposição. Se houver uma queda de intenção de voto na eleição na próxima pesquisa, é possível que o PMDB do Senado também comece a fazer cara feia para o governo.

Não podemos esquecer que lá, no Senado, eles adoram o Poder e cargos públicos, sendo capazes de tudo para conseguir mais ministérios, autarquias, secretarias e etc…, inclusive, se necessário, fazendo cara de menino do contra.

O PT precisa aprender a ser mais humilde e a partilhar melhor o poder. O PT precisa voltar a ser companheiro de fato e de direito e deixar a imagem formal.

As celeumas de Dilma.

O clima político na Câmara dos Deputados azedou de vez com a notícia de que os deputados do PMDB declararam independência em relação ao bloco de apoio ao governo, exigindo, ainda, reunião da Executiva Nacional para debater a aliança com o PT.

Já era tempo disso ocorrer. Todos sabemos que o PMDB gosta mesmo é de cargo, de ministério, de autarquia. Ter esses entes públicos não mão os faz feliz. E ter eles até têm, mas o problema é que não mandam nada. Os cargos são de direção mas sem poder de decidir. São apenas cargos de emprego.

Isso começou a incomodar o partido, mas tudo caminhava para uma relação amigável até que Dilma esqueceu que precisava liberar as emendas dos deputados para escolas, pontes, creches, praças, ramais e etc…

São essas emendas parlamentares que fazem os deputados ficarem perto do povo e mostrar serviço em defesa do interesse do “povo”. Como Dilma gasta além da conta em coisas erradas e cria política fiscal utópica, ficou difícil ter condições de liberar os milhões das emendas parlamentares.

Aí o negócio azedou de vez. Somado a isso temos o deputado Eduardo Cunha que quer mais prestígio no partido; quer mandar nas diretrizes e participar dos acordos que a cúpula realiza sem conversar antes com os nobres parlamentares, a confusão foi armada.

Como o governo achou que atacando Cunha tudo seria resolvido, o tiro saiu pela culatra. Esqueceram que Cunha é popular entre seus pares e essa ação mostrou que quem estiver como líder e não andar conforme mandado, será crivado de ataques. Vendo isso, os deputados peemedebistas decidiram apoiar Cunha e centrar opinião firme de que ele fala por todos e ferrar de uma vez por todas a aliança – pelo menos na Câmara.

Com essa outra burrada de Dilma, o clima favorável a Cunha possibilitou a declaração de independência dos deputados e o fim da aliança – mesmo que formal – na Câmara. Agora teremos a convocação de ministros, da presidente da Petrobras, da aprovação de projetos contra o governo e etc…

Essa nova bomba no colo de Dilma não é boa e só vai piorar a situação num ano eleitoral. Será mais uma frente de ataque além do câmbio, da inflação, das bolsas família e demais, do “Pibinho”, dos empresários raivosos.

E quanto aos adversários? Bem, esses devem gargalhar de todas essas lambanças fabricadas por Dilma.

Por tudo isso, o grito de “Volta LULA” volta com tudo e deve tirar Eduardo Campos do jogo, pois este prometeu que não será candidato se Lula for. Com todas as celeumas fabricadas por Dilma, deixou para Lula a desculpa de que se continuar dessa forma o partido e o projeto petista de poder pode correr risco e é necessário sua volta.

Se a carruagem continuar a andar nesse ritmo ninguém poderá ser considerado culpado. Dilma terá que sair do páreo e Lula voltará. Mas nem ela e nem ninguém poderá impor a culpa em Lula, pois no fim, foi ela quem deu causa a tudo isso quando tomou para si a rédea completa do país e não permitiu que seus auxiliares e ministros tomassem as decisões necessárias, mesmo as mais bobas.

Lula deve rir a toa. “Volta Lula!!!”.

Dilma não gosta do Norte.

Estamos vendo a cada dia que a região Norte do país sofre com as chuvas e as capitais dos Estados de Rondônia e Acre estão com desabrigados. A situação mais crítico é do Acre que tem a única via de acesso terrestre (BR 364) alagada, não permitindo o tráfego de caminhões e carros, deixando o Vale do Acre e a capital com desabastecimento de gêneros alimentícios, remédios, combustíveis e gás.

O Estado do Acre e a prefeitura de Rio Branco decretaram estado de emergência, o que permitem mover recursos e receber doações sem a necessidade de observar nesse momento as regras da Lei n. 8.666, mas a situação continua piorando.

E para concretizar a desgraça, não vemos a presidente Dilma fazer nenhum pronunciamento, sequer uma nota foi divulgada sobre o tema. Esse desprezo da presidente Dilma deve ser porque não teve votação expressiva e não tem um relacionamento próximo com os dirigentes desses Estados.

Ademais, esse menosprezo da presidente com os Estados lhe trará mais rejeição. Numa eleição que parece ser difícil, com vários candidatos, qualquer voto, mesmo que num longínquo município do Acre e de Rondônia, pode fazer uma diferença danada.

Outra possibilidade é por ser o Estado do Acre terra de Marina da Silva, política que já declarou ser rival de Dilma e candidata da Vice-Presidente na chapa de Eduardo Campos. Mas isso não é motivo para Dilma esquecer dos brasileiros do Norte, pois antes de ser Marina, somos brasileiros e fazemos parte do Brasil.

Isso nos permite exigir uma atenção da presidente e um respeito. Não podemos continuar com esse desprezo por parte do Palácio do Planalto. É dever de presidente Dilma olhar pelos acreanos e rondonienses. É dever de Dilma visitar as populações desses dois Estados. Nós somos brasileiros e devemos ter atenção de nossa presidente.

Venha Dilma!!! você precisa conhecer nosso Estado.

Falta para Ucrânia saber pedir.

A instabilidade na Ucrânia é um ponto letárgico para a economia. Grande parte do óleo e gás que abastece a Europa passa pela Ucrânia, sendo, portanto, um país estratégico e fundamental para os europeus.

A existência de uma mínima possibilidade de voltar a ser território da Rússia, causa calafrio na Europa. Os europeus não esquecem o inverno que passaram sem gás por ter a Rússia fechado as torneiras por inadimplência dos ucranianos em pagar pelo gás que corre em seus dutos.

Até a semana passada a Ucrânia ainda devia R$1,5 bilhões de dólares pelo gás dos meses anteriores e não tinha dinheiro para pagar. Para tentar evitar a suspensão do fornecimento pela Rússia, a Europa e EUA correram para emprestar o valor, só que outro débito ainda do mesmo valor ficou pendente.

Enquanto o presidente Yanukovytch comandava o país, as coisas estavam bem com a Rússia, já que eram aliados. O presidente Yanukovytch não assinou o acordo com a Europa e causou um clamor social por querer continuar com os russos, o que levou a oposição e parte do povo a manifestarem descontentamento em público.

As manifestações chegaram a tal ponto que depuseram o presidente Yanukovytch e levaram os russos a cortar o desconte do gás vendido aos ucranianos de 30%, passando a exigir a quitação da dívida.

Uma coalizão parlamentar se formou para gerir a crise e comandar o país com apoio da Europa/EUA, que trataram de fornecer o empréstimo necessário. Acontece que se no futuro essa coalizão for considerada ilegítima pelos russos, os valores emprestados ficaram no imaginário dos europeus e americanos.

É melhor uma negociação urgente sem imposição dos termos pelos interlocutores ocidentais. Persistindo nesse tom é sacrificar um povo que já sofre com toda a crise. Os ucranianos não são os responsáveis pelos interesses dos outros, tendo direito a vida digna e justa.

No fim, Putin vai dominar a Ucrânia sem precisar impor seu poderia militar, apenas atendendo um pedido do povo.

Mesmo que não fique com todo o país, levando o território da Crimeia. Vai ser considerado vencedor e poderá impor o preço que considerar devido pelo gás que fornece para Europa e que passa pelos dutos da Ucrânia.

A solução para o acordo é saber pedir.