Os dados do Boletim Focus e da Bovespa para o Brasil.

Impossível vivenciar a bolsa de valores brasileira sem tomar algum remédio, algum calmante. Depois da semana passada quando chegamos aos 48 mil pontos, hoje voltamos ao patamar indesejável de 46.600 mil pontos, com queda de 2,05%, com giro de mercado de R$ 6,9 bilhões.

A falta de preparo financeiro dos nossos investidores não nos permite imaginar uma crescente constante, apenas um marasmo. Ontem, o Banco Central divulgou o boletim FOCUS, que só trouxe má notícia.

A projeção do mercado para o PIB de 2014 teve queda de 1,90% para 1,79%; A produção industrial se manteve em 1,93%; A taxa de câmbio cresceu para R$2,48; O IPCA cresceu para 5,93%, ou seja, estamos caminhando para recessão.

Não podemos permitir essa crise e devemos evitar a recessão com todo vigor, pois se chegar, estaremos fadados a longo período de desemprego, inflação alta, dólar alto, indústria sem investimento, redução do consumo, dentre outros males.

Juntando tudo isso com a Bovespa, que mira os 45 mil pontos amanhã, temos um cenário de desilusão profunda. É necessário e urgente, agora mais do que antes, que o governo federal faça sua parte e deixe de gastar com besteira, deixe de fazer o que não deve e estipule uma política fiscal que possa alcançar sem uso de uma contabilidade criativa.

O mercado já deu o alerta que estará acompanhando mensalmente os dados para não permitir que a criatividade do governo volte a florescer. Se o governo não mostrar que faz sua parte, teremos o pior mundo entre os possíveis, que será o rebaixamento da nota do Brasil pelas agências de risco.

Doze anos de poder para terminar numa descrença como essa é nos fazer imaginar como seria na terra do nunca. Rogamos ao Criador para que ilumine nossa presidente e lhe possibilite fazer a coisa certa dessa vez.

Como se diz no futebol: “Sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor.”, nos faz pensar se Dilma e Mantega também são???

Projeto de lei contra o terrorismo é uma ditadura disfarçada.

A democracia é um bem que deve ser defendida a todo custo. A recente proposta de tipificar o terrorismo no Senado Federal, é uma ameaça, que poderá servir apenas para trazer uma ditadura camuflada, com aplicação direta aos manifestantes contrários ao governo.

O PT antes de chegar ao Poder, foi um partido aguerrido e defensor da democracia. Hoje, com o Poder na mão, busca uma forma de atacar seus opositores na mesma medida da ditadura.

Com a morte do jornalista Santiago Andrade, a bancada do PT no Senado Federal ficou animada e providenciou a votação do projeto de terrorismo com urgência. As opiniões dos operadores do direito e da própria classe jornalística foram contrárias, provocando nos senadores um recuo.

A democracia para o PT serve apenas para colocar seus opositores nas regras legais. Mas quando um colegiado de Ministros do STF, com a maioria indicada pelo partido, votou pela condenação da alta cúpula do governo e mandou prender alguns, o ex-presidente Lula criticou a corte como se a mesma não soubesse julgar.

O PT foi fundamental para o retorno da democracia, mas não pode usar o autoritarismo para impor aos brasileiros seu domínio, como também não pode fazer das Instituições Públicas seu quintal de serviço.

Querer subjugar a ordem democrática instalada a duras penas, sem pernas mancas, para manter o poder eterno, não é salutar. A Venezuela é o símbolo mais claro da gestão danosa da perpetuação no poder, fato que traduz uma ingerência continua na vida das pessoas.

Tipificar o terrorismo de forma ampla é errado. O direito não pode possuir tipo penal amplo. Deve ser exaustivo e concreto. Um tipo penal amplo pode possibilitar margem para um delegado, juiz, promotor e político, usar a lei ao seu favor.

Um governo que já teve um ministro da Comunicação que tentou silenciar a opinião, o jornalismo, a livre manifestação do pensamento, pode, muito bem, encarcerar qualquer um sob a acusação de terrorismo contra o povo, contra uma categoria. Qualquer desafeto do governo poderá ser atingido com essa lei.

Essa forma de ser nem na Venezuela encontramos, mas se o Brasil passar a dispor desse tipo penal, poderá dar asa para que os demais países esquerdista como Bolívia, Venezuela e Argentina, façam o mesmo, instalando uma ditadura democrática.

Devemos com urgência nos manifestar contra esse projeto de lei que traz a tipificação de terrorismo amplo, dando margem ao operador do direito de decidir o que é e o que não é o terrorismo. Uma simples manifestação contra uma escola, contra uma unidade de saúde, pode ser considerado como um ato terrorista, tipificado com pena maior que o homicídio. Isso é perigoso e serve apenas para calar os insatisfeitos.

O direito de manifestação é garantido pela nossa Constituição Federal e está entre as cláusulas pétreas, não podendo ser modificado pelo Poder Constituinte Derivado. Assim, é inconstitucional um projeto de lei ou uma lei que venha a ferir ou diminuir esse direito de manifestação.

Podemos ter esse projeto de lei como um censura mascarada. O que o governo deve fazer e colocar mais segurança nas ruas para diminuir essa onda de vândalos. Outro ato necessário do governo é desenvolver os serviços públicos e sanar as reivindicações lançadas nos protestos.

A política expansionista do governo deve ser refeita e melhorada, trazendo uma política fiscal coerente com nossas necessidades e em acordo com nossa capacidade de desenvolvimento. Os programas sociais já serviram para tirar a massa de famílias da pobreza, podendo ser minorado para reaplicar os recursos nas obras de infraestrutura, saúde, educação e moradia.

Outra grande realização contributiva que o governo poderia fazer é diminuir a corrupção, inclusive de seus quadros, como exemplo o mensalão. Pode ainda exigir qualidade das obras públicas e eficiência de seus funcionários. Aplicar para esses a mesma regra que existe no setor privado, tendo a eficiência, qualidade e assiduidade como regra, extirpando do funcionalismo os maus agentes. Simplificar a demissão é uma forma de qualificar os serviços públicos.

Um projeto como esse do Senado para tipificar o terrorismo ao interesse do titular do Poder, é o maior atraso que já tivemos em nossa democracia.

A Argentina continua criando problema para o Brasil com a União Europeia.

O governo federal cogitou em cancelar a Cúpula Mercosul x União Europeia no dia 24 de fevereiro agora. O motivo é a falta da Argentina de apresentar as propostas de no mínimo 90% de liberação de suas tarifas aos produtos existentes na proposta.

Já escrevi que não podemos perder essa oportunidade de firmar com a União Europeia o Acordo de Livre Comércio o mais rápido possível, já que o bloco europeu vêm firmando com os demais países e as cotas estão ficando menor.

Não podemos carregar nas costas um país que está preso em sua própria imoralidade gerencial, a exemplo da Venezuela, fadados a revolução civil pela ausência de produtos, comidas, dinheiro e necessidades básicas como saúde.

O Brasil de Dilma ia desmarcar a reunião com o bloco europeu por causa da Argentina que ainda não tinha e não têm definida sua proposta, nos impondo perda de oportunidade ímpar para aumentar nosso comércio, nossa tecnologia, nossa estrutura e parque industrial.

Desde que o Mercosul foi criado sempre tivemos o problema da Argentina, uma hora desfazendo as coisas, outra fazendo errado. Nunca vi uma política boa para o Brasil vinda da Argentina e sempre tivemos que suportar esses argentinos com suas políticas loucas e irracionais.

É fundamental que o Brasil apresente sua proposta dia 24 de fevereiro juntamente com o Paraguai e Uruguai, que estão prontos com suas propostas e a espera da definição da Argentina. Sempre fui contra aceitar as aberrações dos argentinos, como dos bolivianos, povos que não ligam para nada a não ser seu nariz.

A Argentina nunca gostou do Brasil e nós nunca aturamos os argentinos. Até hoje não entendi qual foi a ideia de ter esses argentinos como parceiros comerciais no Mercosul.

Devemos concretizar nosso acordo comercial com os europeus e deixar os argentinos no ostracismo que eles se impuseram. O Brasil de Dilma já possui problema maior que é administrar o Brasil, não podemos levar ainda a Argentina nas costas, já que nós, brasileiros, não temos responsabilidade pela incompetência alheia. Post anteriores:

http://marcoantonio.blog.terra.com.br/2013/11/22/a-argentina-atrasa-o-mercosul-que-atrasa-o-brasil/

http://marcoantonio.blog.terra.com.br/2013/12/12/franca-nao-se-opoe-ao-acordo-brasil-uniao-europeia/

http://marcoantonio.blog.terra.com.br/2014/02/02/o-desenvolvimento-e-os-orgaos-ambientais-2/

O vai-e-vêm do mercado de capitais continua. Hilário!!!!!!!

Ontem foi um dia diferente na bolsa, depois de uma subida de 1,58% pela fala da nova presidente do Fed, Janet Yellen, que falou e nada disse, a Bovespa hoje teve queda e foi justificado pelos analistas como realização de lucro. Bem, o que posso escrever é que ontem a Bovespa subiu por uma ação especulativa, pois nenhuma notícia foi divulgada para a euforia de compra de ativo ontem.

A queda de hoje fez com que os ativos voltassem para os patamares corretos. O importante é que o suporte de 48 mil pontos não foi rompido e podemos ter uma pequena variação amanhã que poderá fazer o suporte romper para cima ou para baixo.

O mercado de capitais brasileiro está muito volátil e isso não permite que uma projeção possa ser feita corretamente. Por isso, não acredite em ninguém que lhe fale do bom momento para investir na Bovespa, dos preços baixos, da opção de ganho.

Tudo isso é lorota. Não existe norte algum sobre o que acontecerá com a bolsa, apenas o dia-a-dia para se ter uma noção melhor do amanhã, nunca do depois de amanhã.

Se a bolsa sobe num dia, no outro teremos a venda generalizada para lucro. Se cair noutro dia, subirá por ter ativo barato. O certo é que o horizonte é negro e sem condição de perspectiva lógica.

Continuo afirmando que não é agora o momento para entrar, nem para sair. Precisamos de um tempo mais claro para tomar decisão. Enquanto isso, continue acompanhando o sobre-e-desce da bolsa.

O índice Ibovespa fechou com queda de 0,50%, aos 48.218,60 pontos e giro de R$ 5.489 bilhões.

Obs.: Vale a pena prestar mais atenção nas economias da Europa e EUA, do que ficar imaginando nossa situação. Um processo de crescimento do consumo lá, pode ajudar nossa exportação a crescer e gerar entrada de dólares que fará o real se valorizar, e, por consequência, diminuir o peso do câmbio na inflação. Olhar também para as ações do governo na política fiscal, ajuda a entender o motivo de nossa queda. Gastar mais do que arrecada e de forma ruim, usando a contabilidade criativa para apresentar um superávit primário inexistente, é o problema da falta de credibilidade que estamos passando e o motivo para o dólar sair do Brasil. Ninguém acredita nesse governo.

Janet Yellen fala ao Congresso e não diz nada.

Nada como um dia após o outro. Hoje a nova presidente do Fed, Janet Yellen, foi ao Congresso Americano falar para os deputados e o mercado mundial esperava esse pronunciamento com grande expectativa. Para surpresa geral, a presidente não falou nada novo e afirmou que a política monetária do Fed vai continuar do mesmo jeito.

Depois da fala da presidente os mercados começaram a ganhar campo, tendo encerrado no azul. Ficou a frustração de que nenhum ingrediente novo foi arbitrado, apenas a continuidade da redução do programa de compra de títulos.

Como o mercado busca qualquer informação ou qualquer notícia para subir ou descer, a de hoje foi boa e proporcionou uma recuperação. Vamos ver o que restará para amanhã e qual será a notícia que irá impulsionar ou baixar nossa Bovespa.

O índice Ibovespa fechou com alta de 1,58%, aos 48.463 pontos e giro de R$ 6,4bilhões.

Um pai, uma filha. Uma profissão, um vândalo. Uma vida, uma morte.

Nós precisamos fazer algo para que cartas como essa abaixo não se tornem uma constância no Brasil. Esses moleques que participam das manifestações devem ser presos e colocados no pau-de-arara, assim, poderemos ter uma Justiça social e um direito de manifestação popular sem vândalos, sem violência e com alegria.

Apresento meus sentimentos a família do repórter assassinado (Santiago Andrade) e rogo que Deus lhe de conforto em sua chegada e paz a família que fica.

CARTA DE DESPEDIDA – Vanessa, filha do cinegrafista, em mensagem publicada em rede social:

“Meu nome é Vanessa Andrade, tenho 29 anos e acabo de perder meu pai.

Quando decidi ser jornalista, aos 16, ele quase caiu duro. Disse que era profissão ingrata, salário baixo e muita ralação. Mas eu expliquei: vou usar seu sobrenome. Ele riu e disse: então pode!

Quando fiz minha primeira tatuagem, aos 15, achei que ele ia surtar. Mas ele olhou e disse: caramba, filha. Quero fazer também. E me deu de presente meu nome no antebraço.

Quando casei, ele ficou tão bêbado, que na hora de eu me despedir pra seguir em lua de mel, ele vomitava e me abraçava ao mesmo tempo.

Me ensinou muitos valores. A gente que vem de família humilde precisa provar duas vezes a que veio. Me deixou a vida toda em escola pública porque preferiu trabalhar mais para me pagar a faculdade. Ali o sonho dele se realizava. E o meu começava.

Esta noite eu passei no hospital me despedindo. Só eu e ele. Deitada em seu ombro, tivemos tempo de conversar sobre muitos assuntos, pedi perdão pelas minhas falhas e prometi seguir de cabeça erguida e cuidar da minha mãe e meus avós. Ele estava quentinho e sereno. Éramos só nós dois, pai e filha, na despedida mais linda que eu poderia ter. E ele também se despediu.

Sei que ele está bem. Claro que está. E eu sou a continuação da vida dele. Um dia meus futuros filhos saberão quem foi Santiago Andrade, o avô deles. Mas eu, somente eu, saberei o orgulho de ter o nome dele na minha identidade.

Obrigada, meu Deus. Porque tive a chance de amar e ser amada. Tive todas as alegrias e tristezas de pai e filha. Eu tive um pai. E ele teve uma filha.

Obrigada a todos. Ele também agradece.

Eu sou Vanessa Andrade, tenho 29 anos e os anjinhos do céu acabam de ganhar um pai.”

Bovespa caiu sem explicação plausível.

Hoje foi um dia estressante na Bovespa. Quando os investidores não sabem para onde caminhar, procuram alguma coisa para desregrar a situação. Terminamos a semana no positivo e estávamos na casa do 48 mil pontos, hoje, sem nada para prejudicar, as ações caíram e a culpa é de quem, da China.

O mercado está ficando banalizado e estamos vivendo um momento ímpar de recuperação com tudo correndo a favor do Brasil e nos sempre damos marcha ré. Como não saiu nenhum índice prejudicial, a política do Fed já está entendida e superada, foi imposto a China a queda de hoje.

Leio muito, assisto os vídeos de algumas corretoras e seus comentários, mas não chego a conclusão nenhuma. Pelo contrário, na maioria das vezes eles estão errados. Se você olhar o movimento de alguns bancos de investimentos em algumas ações ou indicações que eles fazem para comprar ou vender, verá depois que eles também compraram ou venderam as ações dessa empresa e forçam o mercado numa direção para obter lucro.

A queda de hoje não tem explicação, não tem o menor sentido de ser, estava tudo bem e nos estamos caminhando para alcançar os 50 mil pontos, mas alguém em algum lugar achou que isso não deveria ocorrer hoje e lascou a vender ações da Vale, Bancos e demais.

As ações do Itaú e Bradesco caíram muito e sem explicação. Na semana passada esses instituições tiveram lucros exorbitantes e suas ações irão render dividendos enormes, assim, não se explica a queda.

Alguns irão dizer que os investidores estão realizando lucro, mas não é verdade. Estou começando a achar real o zunzum de que estão apostando contra a Bovespa com intuito de coloca-la na lona. Sem nenhuma notícia que venha a sustentar a queda, não consigo acreditar que seja verdadeira a ideia.

A grande onda de saída dos investidores já acabou, agora estamos apenas no repique, o que não irá causar estragos. Assim, não se justifica a bolsa ter queda hoje em 0,75%. O governo e o Banco Central precisam ligar suas antenas para uma possível guerra contra o Brasil dos investidores estrangeiros para forçar o aumento do juro da Selic com desejo de obter mais lucro, coisa que não encontram nos EUA para onde correram no ano passado.

Mas também não posso tapar os olhos das burradas feitas pelo governo em fazer e impor de forma ditatorial as reduções das tarifas, retomadas das concessões que encerrariam em 2015, letargia dos leilões de infraestrutura e demais.

Vamos ver se amanhã teremos boas notícias ou nenhuma notícia. No final, tudo leva para baixo no quadro atual dos investidores estrangeiros. O negócio a afundar o Brasil.

Judiciário não combina com mídia e vitaliciedade.

Em evento realizado neste sábado na cidade de Campinas, no lançamento da pré-campanha de Alexandre Padilha como candidato do PT para o governo de São Paulo, Lula falou que os Ministros do STF devem falar nos autos e não fica na mídia fazendo política.

Raramente concordo com as opiniões de Lula, na realidade quase nunca, mas nas poucos vezes que concordo, essa é uma. Magistrado não deve ficar na mídia falando sobre processo, sobre réu, autor e ele mesmo.

O que estamos vivendo nesses últimos anos são alguns magistrados querendo aparecer e fazer frente as manchetes visualizadas pelas ações da polícia e do Ministério Público como forma de vivenciar seu momento estrela.

Magistrado não pode ficar falando do que pensa para o público, sua função é decidir nos autos e muitas vezes levando pessoas para cadeia. Se deseja falar algo o lugar ideal é o processo, não a mídia. Lula tem razão quando afirma que se deseja o magistrado falar na mídia, que largue a magistratura e busque a política.

Outra razão ainda tem o ex-presidente ao abordar que o magistrado quando assume sua função, fica para o resto da vida. Sou favorável em estipular um mandato, um período médio de tempo para que exerça sua função.

Proponha duas formas de existência da magistratura: a primeira seria do magistrado singular, primeira instância, que entra por concurso público, tendo esse direito de ficar vitalício enquanto estiver no primeiro grau, pois pode o magistrado recusar sua promoção; a segunda seria para os tribunais de segundo, terceiro e quarto grau, cada membro, seja de que classe for, magistratura, advocacia e ministério público, terão mandato de 10(dez) anos, sendo que ao final só se aposentaria com metade dos vencimentos, elevando esse valor pelo tempo de contribuição anterior, somado para cada ano contribuído anteriormente, um a mais.

Assim, um advogado que contribuiu 20(vinte) anos para a previdência enquanto advogava e entra para um tribunal pelo quinto constitucional, só poderá ficar 10(dez) como juiz e por ter contribuído 20(vinte) anos, terá direito a aposentadoria com valor integral. Mesmo entendimento para magistrado de primeiro grau e promotor.

Dessa forma poderemos ter uma magistratura mais eficaz, séria, justa e perfeita. Acabaria a vitaliciedade, uma aberração advinda do direito italiano e português. O Brasil precisa ser mais justo e deve mostrar isso na parte de cima da pirâmide social.

Com essa nova forma de exercer a magistratura, todos os profissionais do direito ou pelo menos sua grande maioria, passariam a contribuir com a previdência social tão logo formado, pois qual é o advogado que não almeja ser um juiz, um promotor e um membro de tribunal superior.

Isso valeria também para os que trabalham muito tempo numa função, depois fazem o curso do direito e passam a advogar. O tempo contribuído na função anterior será somado para esse fim, o da aposentadoria na magistratura.

Entendemos, ainda, que essa equação também vale para o Ministério Público e Magistratura singular. Como é o sistema da iniciativa privada, deve ser na pública. As previdências vão se somando para atingir o tempo necessário de aposentadoria.

Por que discriminar a forma de aposentadoria da classe que move o país? O setor público só existe porque existe o privado. É do dinheiro do setor privado, dos impostos que pagamos, que o setor público paga seus salários, assim, o que vale para um deve valer para o outro.

Os próprios deputados federais e senadores possuem seus planos de previdência e para tanto contribuem. Devemos levar esse mesmo entendimento para o Judiciário e sem a vitaliciedade.

Lula dessa vez está certo.

Ruim fora do Brasil, bom dentro.

Hoje o dia foi favorecido, pelo menos para Bovespa, de informações boas e ruins que somadas, permitiram uma recuperação maior do índice Ibovespa. A primeira foi o IPCA de janeiro que ficou em 0,55%, recuando, portanto, quando comparado com dezembro passado, permitindo baixar a inflação nos últimos 12 meses.

Nos EUA a geração de emprego ficou abaixo do esperado, demonstrando que a recuperação imaginada ainda deve demorar, prejudicando os investidores que estavam migrando para o mercado americano, pois nessas condições, confirma-se que os juros dos títulos de curto e londo prazo não irão subir, restando ao capital internacional investir em ações para obter um retorno melhor.

Foi nesse sentido que a Bovespa subiu mais 0,70%, aos 48.073,60, com giro de R$ 6,1 bilhões de reais. Isso demonstra que o dinheiro externo começa a voltar, já que encontra aqui condições de propagar ganhos além dos obtidos nos EUA.

Com a marca dos 48 mil pontos batidos, a meta é torcer para que continue essa onda de notícias ruins para os americanos e boas para nós. Quanto menos o mercado de lá deslanchar, melhor para nós num primeiro momento, o que nos fornece tempo para equalizar nossas contas e o governo implantar uma política fiscal coerente e correta, sem usar artimanhas para encontrar superávit primário.

Devemos aproveitar que no momento as condições são favoráveis, os ventos continuam soprando à nosso favor, para realizar logo o que devemos fazer, consertando nossas falhas. Assim, quando os EUA voltarem a crescer, e vão, estaremos em melhor situação e não iremos sentir tanto o solavanco.

Agora é o momento para implantar a reforma trabalhista, fiscal e tributária, inclusive para o governo deixar de gastar infrutiferamente, olhando mais para a infraestrutura e logística. Vamos Brasil, acorda.

Bovespa sobe novamente, será que segura?

Numa espetacular reviravolta, o índice Ibovespa subiu 2,39%, aos 47.738,09, com giro de mercado de R$ 7,1 bilhões de reais. O movimento de alta foi global e impulsionado pela baixa concessão de auxílio-desemprego nos EUA e pela política do Banco Central Europeu de manter as metas de ajuda aos mercados da zona do Euro.

Para nós foi uma importante recuperação, pois atingimos e ultrapassamos o suporte de 47 mil pontos, podendo ganhar folga para subir mais um pouco e atingir os 48.500 mil pontos. Por hoje podemos dormir tranquilos e esperar que amanhã, último dia da semana, tenhamos força para manter esse patamar.

Com um giro de R$7,1 bilhões, voltamos a ultrapassar a casa dos R$6 bilhões, o que é um alívio e demonstra que os investidores estrangeiros estão voltando para o Brasil, pois já constataram que os juros americanos dos títulos de curto prazo não vão subir na mesma proporção que a redução do programa de compra de ativos do Fed.

Como hoje temos o juro mais alto em vigor, descontada a inflação, estamos pagando remuneração para o capital especulativo sem precedente no mundo e muito superior ao americano. Assim, o norte no momento pode ser de subida se continuar entrando os dólares dos investidores estrangeiros na aquisição de ações na Bovespa, que por sinal, estão baixos.

Vamos torcer para o governo declarar uma política fiscal arrojada e que possa convencer melhor nossos colegas estrangeiros, trazendo seu dinheiro para investir em nossa bolsa.

Agora, quem não quer entrar na bolsa e eu aconselho esperar, pode aplicar seu dinheiro em Fundo DI com taxa de administração menor que 1%, terá um bom investimento enquanto a SELIC subir.

No mês de janeiro de 2014, conforme reportagem do Valor Econômico de hoje (06.02.2014), foi o fundo qu mais rendeu, perdendo apenas para o cambial, com retorno de 0,86%, maior que o CDI. Não esquecer que sobre esse retorno deve descontar a alíquota de 15% do IR, mas mesmo assim, fica acima da poupança.

Finança pessoal é a mesma coisa que poupar dinheiro no bolso, com um único diferencial, na finança pessoal seu dinheiro rende, enquanto que no bolso ele desvaloriza. Estude um pouco de economia e de finança, fará bem para seu bolso e sua vida.

Outra queda da Bovespa.

Não adiantou nada ontem a subida do Ibovespa. Hoje tivemos baixa na ordem de 0,72%, aos 46.624 pontos, com giro de R$ 6,590 bilhões. Ou seja, o que era para ser uma luz no fim do túnel, virou apenas uma vela.

A grande maioria das casas de valores manifestam a preocupação que a Bovespa irá cair para os 45 mil pontos, o que já estamos falando desde a segunda quinzena de janeiro, mas hoje batemos na porta dos 45 mil pontos com a mínimo próxima a 46.200 mil pontos.

É fundamental para todos que o novo suporte de 47 mil pontos seja batido rápido. Caso contrário, estaremos em queda livre para os 45 mil pontos, o que trará uma onda de venda (sell off), no intuito de minimizar as perdas.

Depois de ultrapassado os 45 mil pontos teremos o norte de 35 mil pontos. Esse patamar não foi atingido nem mesmo na crise do primeiro semestre de 2013, mas com o fim do estímulo do Fed, as ações irão voltar para terra.

Ontem o destaque ficou por conta do Itaú com seu balanço lucrativo de R$ 15 bilhões anuais, o que levaram suas ações a subirem mais de 6%, tendo hoje queda. Houve, é claro, realização de lucro, mas levando em consideração que a queda foi de 0,41%, podemos crer que irá manter os ganhos. Sem contar que tanto o Itaú como Bradesco conseguiram diminuir a inadimplência e poderão ter lucros crescentes nesse ano.

Assim, o setor financeiro é uma boa perspectiva de dividendos para 2014, mas devemos ficar atentos para oscilações, pois se o Ibovespa romper os 45 mil pontos, será lógico que as ações do sistema bancário irão cair junto, já que compõe um peso enorme no índice.

Hoje tivemos a Ásia caindo, a Europa empatada e os EUA subindo muito pouco, portanto, foi lucro cair somente 0,72% no Brasil, pois durante o pregão chegamos até 1,50% de queda. O mercado nessa condições proporciona os vendidos e os que apostam na baixa.

Mas cuide de seu investimentos, fique atento e não desligue o monitor, pois não temos um norte a seguir e podemos começar o dia caindo e terminar o dia em alto ou contrário. Ficar sempre de olha para modificar sua estratégia e obter lucro é fundamental. O mercado não está para peixe e quem nunca operou ainda não é o momento para entrar.

Faça sua escolha e sucesso. Não esqueça que o viés é de queda.